Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

terça-feira, 30 de julho de 2013

Atlânticoline em operação no porto da Graciosa









Partilho convosco, algumas imagens recentes relativas ás escalas dos ferrys, "Express Santorini", e "Hellenic Wind",  no porto da Graciosa. Embora os tempos que correm não sejam convidativos a viagens, mesmo assim  registamos um movimento interessante, lembrando que é de enorme importância a parte social dos ferrys. Quanto a mim falta a parte económica que devia estar a ser testada neste primeiro ano de rampas ro-ro. Contudo parece-me que a maior culpa não será da Atlânticoline, que criou no seu tarifário a nova "Classe I", para veículos que excedam as dimensões das rampas laterais que vão até ao máximo de 3500 kgs. Parece-me existir muita gente que ainda não descobriu as potencialidades das rampas, e isso inclui organismos públicos, que optam por sistemas complicadores em vez de um sistema simplificador!
© Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.

Triple-E timelapse: Maiden call in Busan


Um Time-lapse fantástico da escala inaugural "Maersk Mc-Kinney Møller" em Busan, Coreia do Sul.
© Copyright vídeo: Timelapse made by 2nd Officer Yaroslav Karetnikov of the MÆRSK MC-KINNEY MØLLER.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Demecília Freire afirma em entrevista ao Correio dos Açores, "O sistema de transportes em vigor nos Açores está ultrapassado”


Demecília Freire é uma especialista nas áreas dos transportes de mercadorias, em todos os modos de transporte e áreas conexas e, na entrevista ao Correio dos Açores, faz um balanço da actividade do sector nos Açores, após a sua experiência e o conhecimento que tem da realidade açoriana, resultante de mais de 40 anos de ligação profissional aos Açores. A especialista defende a existência de um operador portuário em dois portos: S. Miguel e Terceira. “É preciso ter em conta que em Ponta Delgada fi ca cerca de 52% da carga que entra nos Açores. A Terceira tem cerca de 25% e o restante nas outras ilhas. Depois deviam funcionar um ou dois navios inter-ilhas, com gruas, que faziam depois a distribuição semanal”.  Copyright texto: Correio dos Açores.
Leia a entrevista completa no Jornal Correio dos Açores ( AQUI)!

HORTA – LES SABLES 2013 / Sébastien Rogues/“GDF Suez” vence a segunda etapa e triunfa na regata

HORTA – LES SABLES 2013 

Sébastien Rogues/“GDF Suez” vence a segunda etapa e triunfa na regata

A dupla francesa Sébastien Rogues / Fabien Delahaye, com o veleiro “GDF Suez”, ganhou a segunda etapa e venceu em termos de classificação final a quarta edição da regata Les Sables / Horta / Les Sables para iates da Classe ’40 (veleiros com 12 metros de comprimento), que se conclui em França até esta quarta-feira, 24 de julho.
A equipa vencedora terminou o percurso entre a ilha do Faial e a cidade de Sables d’Olonne em 7 dias, 14 horas, 50 minutos e 14 segundos – praticamente mais dois dias que o tempo despendido na primeira parte da competição –, numa etapa que forçou agora a frota, devido ao posicionamento do anticiclone dos Açores, a navegar bem mais a Norte que a rota ideal, chegando parte dos iates a entrar mesmo em águas da zona económica exclusiva da… Irlanda.
Sébastien Rogues, que havia tido como co-skipper na primeira etapa Armel Tripon, acumulou em competição um total de 13 dias, 08 horas, 26 minutos e 42 segundos, tendo navegado 2.981,82 milhas náuticas, medidas sobre o fundo do mar, a uma velocidade média de 9,27 nós.
À chegada a Sables d’Olonne os restantes dois lugares do pódio na etapa foram ocupados pelos gauleses Goulven Royer / Bertrand Buisson, em segundo, no veleiro “Earwen” (havia sido terceiro na Horta), com 7 dias, 17 horas, 58 minutos e 55 segundos de viagem, e, em terceiro, o italiano Gaetano Mura, a fazer dupla, no veleiro “Bet 1128” (sexto na Horta), com Samuel Munard, equipa que perfez o tempo de 7 dias, 18 horas, 20 minutos e 06 segundos.

Nas contas finais da prova, somados os tempos das duas etapas, o veleiro “Earwen” fixou-se na segunda posição, com 13 dias, 15 horas, 08 minutos e 07 segundos, atrás do vencedor “GDF Suez”, enquanto o terceiro lugar foi arrebatado pela dupla Halvard Mabire / Miranda Merron, do “Campagne de France”, com um tempo global de 13 dias, 22 horas, 37 minutos e 56 segundos.
A quarta posição global desta edição de 2013 da regata Les Sables / Horta / Les Sables foi ocupada pelo veleiro alemão “Red”, do skipper Mathias Blumencron, que fez equipa com Axel Strauss na primeira etapa e com Volker Riechers na segunda tirada da prova e que concluiu a course no tempo de 13 dias, 23 horas, 42 minutos e 34 segundos.
A encerrar o ‘top 5’ desta competição situou-se o já mencionado “Bet 1128”, do velejador da ilha da Sardenha Gaetano Mura, com o tempo acumulado de 14 dias, 00 horas, 59 minutos e 18 segundos, navegador que teve como co-skipper o arquiteto naval de algumas das embarcações mais competitivas em prova (“GDF Suez”, “Bet 1128” e “Mare”), Samuel Munard.
O veleiro alemão “Mare”, de Jorg Riechers / Sébastien Audigane, foi a grande deceção da segunda etapa desta prova, que chegou a liderar durante parte do percurso, acabando por desistir quando estava a cerca de 100 milhas náuticas da linha de chegada, numa altura em que se posicionava já longe da disputa pelos primeiros lugares, em 12.º da tabela classificativa.

Recorde-se que a regata Les Sables / Horta / Les Sables é uma competição da Classe ’40 que se destina a equipas de dois velejadores e se realiza de dois em dois anos, desde 2007, sendo organizada pela municipalidade francesa de Sables d’Olonne, cidade de onde parte em cada quadriénio a famosa “Vendée Globe”, circum-navegação à vela para navegadores solitários, sem escalas e sem assistência, em embarcações monocasco de 18 metros, tida como a mais dura do calendário náutico mundial.
Na edição deste ano a Les Sables / Horta / Les Sables (prova oficial do calendário da Federação Francesa de Vela) envolveu um total de 18 veleiros, 39 velejadores – de entre eles, 21 são navegadores a tempo inteiro ou profissionais das industriais navais ou do comércio marítimo – e 5 senhoras (3 das quais skippers). Representados nesta competição estiveram 6 países (França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Austrália) e 7 diferentes arquitetos/construtores navais (franceses, britânicos e norte-americanos), destacando-se os gauleses Groupe Finot e M. Lombard, cada um com 5 embarcações em prova.

Horta, 23 de Julho de 2013

Luís Prieto
(Comissão Náutica Municipal da Horta - Açores)

Para informações técnicas, outros pormenores e entrevistas, contactar:
Armando Castro [Marina da Horta] 



CLIP_ArriveeLesSables2_Earwen por overlapprod

sexta-feira, 19 de julho de 2013

N/M "FILIA ARIEA", descarrega 4 novas torres eólicas na Praia da Vitória




Estava prometido desde há muito o reforço do parque de aerogeradores da Ilha Terceira, e foi com muita satisfação que registamos a chegada de mais 4 torres que se irão somar às 10 já existentes, permitindo assim produzir em média anual e por intermédio desta fonte natural cerca de 20% da energia eléctrica por nós consumida, reduzindo assim um pouco mais a pegada criada por todos nós no maravilhoso ecossistema do Atlântico Norte.

DADOS TÉCNICOS:

Nome: FILIA ARIEA.
Data e Hora da entrada: 19.07.2013 - 07:00
Indicativo de chamada: PIET.
Nº IMO: 9488815.
Porto de registo: WERKENDAM.
Bandeira: HOLANDA.
Ano de construção: 2008.
Comprimento f. a f.: 89,95 Mts.
Boca máxima: 13,75 Mts.
Porte (DWT): 2.950 Tons.
Arqueação bruta: 2.199.
Calado máximo à entrada: 3,30 Mts.
Estaleiro: Instalho BV - Werkendam - Nº 2004/007.
Último porto: Marin.
Próximo porto: Bilbao.
Tipo de carga: 5 aerogeradores.
Recebedor: CAEN (Companhia Açoreana de Energias Renováveis, Lda). 
Auxiliar de proa: 205 Kw.
Potência da Máquina Principal: Wartsila - 1x8L2O-4S/SA/iLV - 1.440 Kw.
Armador: Berchum-Barnhoorn BV (Werkendam Shipping Co CV). 




quarta-feira, 17 de julho de 2013

HSC "Hellenic Wind", e N/M "Paulo da Gama", no porto da Graciosa






© Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.
HSC "Hellenic Wind", e N/M "Paulo da Gama", ao serviço da Atlântcoline e TMG, respectivamente, encontraram-se no porto da Graciosa dia 11 de Julho de 2013.

N/M "LISA C" na Praia da Vitória


© Copyright texto e fotos: Cmdt Rui Carvalho, Praia da Vitória.

 Este navio "LISA C" já tinha escalado o porto da Praia da Vitória a 23 de Maio de 2008, não tendo no entanto merecido o respectivo destaque neste pro-activo Blog de divulgação da actualidade marítimo-portuária. No entretanto já registámos muitos dos seus irmãos gémeos, tais como o "VICTORIA C" (ver aqui), o "EILEEN C" (ver aqui), o ex- "JOHANNA C" ("JOHANNE) (ver aqui), o "NICOLE C" (ver aqui), e o "LAUREN C" (ver aqui). Sobra dizer, pelo facto do navio não ser por cá novidade, que manifesta 4.397 toneladas de milho embarcados no porto francês de Bordéus, para o recebedor terceirense UNICOL. Este oitavo navio do ano a descarregar cereais/aditivos para a fabricação de rações animais aumenta o total manifestado para as 36.933 toneladas.
 DADOS TÉCNICOS:

Nome: LISA C.
Data e Hora da entrada: 17.07.2013 - 15:00
Indicativo de chamada: MVOL5.
Nº IMO: 9373515.
Porto de registo: COWES.
Bandeira: REINO UNIDO.
Ano de construção: 2007.
Comprimento f. a f.: 89,80 Mts.
Boca máxima: 14,50 Mts.
Porte (DWT): 5.000 Tons.
Arqueação bruta: 2.990.
Calado máximo à entrada: 6,60 Mts.
Estaleiro: Construcciones Navales P. Freire SA. - Vigo - Nº 632.
Último porto: Bordéus.
Próximo porto: Aguarda ordens.
Tipo de carga: 4.397 Tons. de Milho.
Recebedor: UNICOL.
Auxiliar de proa: 300 Kw.
Potência da Máquina Principal: MAK - 1x6M25C-4S/SA/iLV - 1.980 Kw.
Armador: Hanzevast Carisbrook Shipping (Carisbrook Shipping Ltd.).





segunda-feira, 15 de julho de 2013

"NRP Viana do Castelo" no Caniçal



Apresentamos um interessante registo relativo à estreia do, NRP "Viana do Castelo", no arquipélago da Madeira, mais concretamente a sua chegada ao porto do Caniçal. Registo esse gentilmente enviado por um leitor Amigo, Obrigado!
O Navio Patrulha Oceânico Viana do Castelo foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e foi aumentado ao efectivo dos navios da Armada em 30 de Dezembro de 2010. Foi concebido como navio não combatente, e destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado e a realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição ou responsabilidade Nacional.
PATRONO
Viana do Castelo, cidade desde 1848 e vila desde 1258, teve origem num aglomerado agro-piscatória na margem direita da foz do Rio Lima, descendente dos povoados castrejos dos montes circundantes, particularmente, do de Santa Luzia, onde se conservam restos de um castro.
O objectivo do foral de D. Afonso III foi o de criar um aglomerado urbano, de expressão mercantil marítima, junto à foz do Lima.


Tipo de navio: Navio-patrulha oceânico
Classe: Viana do Castelo
Deslocamento: 1 850 tons
Comprimento: 83.10 mts
Boca: 12,95 mts
Calado: 3,82 mts
Propulsão Motores a diesel
2 veios com hélices de passos variáveis
 Velocidade: 26 nós
Autonomia: 5000 milhas
Tripulação: 38 militares (5 oficiais, 8 sargentos, 25 praças)
Fonte: Marinha Portuguesa. Mais INFO AQUI



domingo, 14 de julho de 2013

N/M "DELTADIEP" na Praia da Vitória



© Copyright fotos: Duarte Lourenço, Praia da Vitória.
© Copyright texto: Cmdt. Rui Carvalho, Praia da Vitória.
 Fotos referentes à chegada do N/M "DELTADIEP" ao porto da Praia da Vitória. É o sétimo navio de cereais e aditivos do ano 2013 e manifesta 3.225 toneladas de bagaço de sementes de algodão, elevando assim o total descarregado para as 32.536 toneladas. Julgamos ser o terceiro navio da Maritime Transport Logistik (MTL) a escalar o nosso porto, pois se não nos falha a memória já cá estiveram recentemente o N/M "ALLERDIEP" (ver aqui) e o N/M "BOTERDIEP" (ver aqui).
 DADOS TÉCNICOS:


Nome: DELTADIEP.
Data e Hora da entrada: 11.07.2013 - 17:00
Indicativo de chamada: 5BQA3.
Nº IMO: 9519042.
Porto de registo: Limassol.
Bandeira: Chipre.
Ano de construção: 2012.
Comprimento f. a f.: 105,98 Mts.
Boca máxima: 15,63 Mts.
Porte (DWT): 5.700 Tons.
Arqueação bruta: 4.220 Mtons.
Calado máximo à entrada: 5,10 Mts.
Estaleiro: Rongcheng Shipbuilding Industry Co. Ltd. - Rongcheng SD - Nº 26.
Último porto: Ponta Delgada.
Próximo porto: Aguarda ordens.
Tipo de carga: 3.225 Tons. de Bagaço de Sementes de Algodão.
Recebedor: UNICOL + TERCEIRENSE RAÇÕES.
Auxiliar de proa: 315 Kw.
Potência da Máquina Principal: YANMAR - 1x6EY26-4S/SA/iLV - 1.920 Kw.
Armador: Orient Emerald Shipping Co Ltd (Intership Navigation Co. Ltd.).


sábado, 13 de julho de 2013

Eventuais alterações na Linha dos Açores e Madeira



N/M "Ponta do Sol", no porto da Graciosa, dia 10 de julho 2013.
Quando  no fim do mês passado publicava a programação das escalas dos 3 Armadores que asseguram a carga contentorizada na Linha dos Açores, referia que aventava-se a hipótese de sair mais um navio desta linha, e uma possível troca na Linha da Madeira.
Tudo aponta que as "conversas de caís",  passem a algo de concreto, ou seja, que a linha dos Açores que actualmente é assegurada por 7 navios, seja reduzida para 6 (3 por semana, já foram 8). O navio a sair da linha será tudo indica o, "Insular", que será transferido para a Linha da Madeira, substituindo o navio "Ruby", na frota da Boxlines.
Contudo na linha dos Açores, parece haver mais alterações, nomeadamente a ilha de S. Jorge, em que as ligações dos porta-contentores (semanais), são asseguradas de forma rotativa pela Transinsular e Mutualista Açoreana,  passam a ser asseguradas apenas pela Mutualista Açoreana, mantendo as escalas semanais.

Outra das alterações diz respeito, à operação do N/M "Ponta do Sol", que mantendo as escalas quinzenais, terá a particularidade de operar pela Boxlines e Transinsular. Ou seja, uma viagem  será operado pela Boxlines e na viagem seguinte opera pela Transinsular. Ficaremos assim com dois operadores a escalar a ilha Graciosa, mas com o mesmo navio. Esta nova política, faz-me lembrar a liderança bicéfala do Bloco de Esquerda .
Não percebo (nem tenho que perceber), esta decisão da Boxlines, se aparentemente será melhor do que enviar o "Madeirense 3", para a Madeira e ficar  apenas com um navio nos Açores (boato antigo),  esta também me parece "estranha", e não a vejo como uma meia vitória mas sim como uma meia derrota. Mas compreender a nossa "Troika" de Armadores, é quase tão difícil como compreender o mistério da Santíssima Trindade.
Esperemos nós pela confirmação destas "histórias", que provavelmente terão outras "histórias", para contar... em euros!