Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cerimónia de baptismo do, M / V "Majestic Maersk", segundo da classe Triple-E


Naming of Majestic Mærsk from Maersk Line on Vimeo.
Cerimónia de baptismo do, M / V "Majestic Maersk", segundo da classe Triple-E, em Copenhaga,  ontem dia 25 de Setembro, com a presença de Sua Alteza Real Princesa Maria da Dinamarca.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

AS NOVAS RAMPAS, O SANTORINI E O NOVO MODO DE TRANSPORTAR CARGAS NOS AÇORES

© Copyright texto: Eng. José Ribeiro Pinto, Terceira.
Terminou esta segunda-feira a operação de Verão do navio de passageiros (ferry) “Hellenic Wind”. Já no próximo dia 29 deste mês terminará a operação do seu navio parceiro “Santorini”.
O transporte marítimo de passageiros em navios “ferry” tem sido, sem dúvida nenhuma, um serviço que ao longo destes últimos anos (e já são bastantes) tem tido um enorme sucesso, tendo proporcionado, ao fim de largos anos de “jejum”, a possibilidade de qualquer pessoa/família viajar entre as nossas ilhas com certa facilidade, levando o seu carro, e a preços relativamente interessantes. De facto, hoje em dia, qualquer pessoa já consegue organizar, mais ou menos facilmente, as suas férias de verão em qualquer outra ilha, sem o problema de ter, necessariamente, que alugar carro.

O Governo dos Açores tem percebido este fenómeno e entendeu que devia comprar navios para esta operação. Infelizmente, por razões que não vêm ao caso, a coisa correu mal e o Governo viu-se na necessidade de continuar a alugar os necessários navios para que tudo continuasse a correr de acordo com as espectativas criadas e consolidadas.
O Dr. Vasco Cordeiro, meia dúzia de meses após ter tomado conta Secretaria Regional da Economia em 2008, ao participar com a Atlanticoline no novo aluguer de navios para esta operação, compreendeu, de imediato, que seria muitíssimo mais fácil e mais barato alugar navios com rampa à popa do que com rampa lateral. Para isso deu de imediato ordens para que fossem elaborados estudos e projectos para a construção de rampas de cais em todos os portos da Região (excepto Corvo). Em boa hora o fez e, em melhor ainda, mandou construí-las nos portos onde não existiam! Ficaram todas operacionais este Verão.    
Este foi então o primeiro Verão em que, em todos os portos, os navios operaram com as suas rampas de popa, as chamadas rampas ro-ro, as quais possibilitam, com muito maior facilidade e rapidez, a entrada e saída de viaturas, as quais passaram a poder ter, também, maiores dimensões.
Em Fevereiro passado, na sequência duma solicitação dos Deputados da Graciosa do PSD para que fosse feita uma experiência durante este verão, de transporte de mercadorias para e de aquela ilha naqueles navios, tive oportunidade de escrever que achava a ideia extremamente importante e portanto de ser levada a efeito. Confesso que não sei como é que o Governo dos Açores e a Atlânticoline encararam o assunto, pois não vi nenhuma reacção nem pública nem privada.
O que é certo, e extremamente importante, é que nas últimas semanas ocorreram algumas situações maravilhosas, inimagináveis há apenas um ano atrás, apesar de já falarmos nessa possibilidade/necessidade: Foi, entre outras, uma grua de dimensão apreciável que embarcou no Santorini na Graciosa com destino à Praia da Vitória, foi uma carrinha carregada de meloas da Graciosa que embarcou naquele porto para as ilhas do grupo Central – esteve no Pico e vi-a embarcar para a Graciosa no Domingo passado, provavelmente já noutra viagem – foi o camião com os cavalos carregado na Horta para a Graciosa para a participação dos mesmos numa prova de “dressage” e o seu regresso logo na segunda-feira, também no Santorini, ou, ainda, o camião com a sua “trela” que descarregou do Santorini em S. Jorge (vejam-se as fotos que apresentamos – verifica-se, em todos os casos, que foram as operações mais simples do mundo!). Notável! Tudo isto prova que algo começa a mudar.
Penso que a Atlanticoline não tinha preparado isto, mas a verdade é que agiu bem ao aceitar realizar estes transportes. Provavelmente os preços ainda não foram os melhores, mas, certamente as condições no seu conjunto já foram suficientemente interessantes para permitirem a opção.
Espera-se agora que o Governo dos Açores retire os ensinamentos adequados e proceda aos estudos necessários e urgentes, de forma a que muito mais carga rodada seja transportada neste modo de transporte “roll on – rol off”, durante todo o ano, permitindo um aumento do mercado interno. Para tal deverá trabalhar com todos os parceiros – Atlanticoline, Armadores, Empresas de estiva, Câmaras de Comércio, Sindicatos, etc.. Estou seguro que não será muito difícil.
Aliás, como se viu, as coisas já começaram a acontecer naturalmente! 
© Copyright fotos: MM Bettencourt, João Agostinho, Cpt Stefanos Papadopoulos.



Artigo da autoria do Sr. Eng. José Ribeiro Pinto, publicado anteriormente nos jornais, "Diário Insular" e "Jornal do Pico", publicado aqui com a devida autorização do seu autor a quem Agradeço!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma prosa de Rosa Silva, dedicada ao Porto da Graciosa


Um dia tive a felicidade de ler uma prosa da Amiga Rosa Silva ("Azoriana"), dedicada às rampas ro-ro, essa prosa tornou-se então uma espécie de "Hino das rampas" (Ver Aqui), tendo passado então a embelezar alguns artigos sobre o tema. 
Hoje voltei  a ter a felicidade de ler esta bela prosa da Amiga, ""Azoriana".  Não será necessário dizer como as suas palavras  me deixaram Feliz, até porque ao contrário dela não tenho o dom da escrita, mas é necessário dizer, Obrigado, Amiga Rosa Silva "Azoriana"!

Ao "Porto da Graciosa"

Cá vai nova sugestão
A rampa está perfeita
Êxito na construção
Que a Graciosa enfeita.

E os muros cinzentados
Merecem cunho humano
Por crianças desenhados
Com alma de açoriano.

Tintas, mãos e o pincel
Dos veleiros e navios
Cada qual com seu painel
Ilustrem seus desafios.

Não há mal que aconteça
Ao Veleiro que desenha
No mural e agradeça
A função que desempenha.

Ao autor desse bom Porto
Que na Graciosa fica
Tenha sempre o conforto
Da palavra nobre e rica.

Por tudo o que ali dá
Sem pedir a recompensa
O mérito aqui está
E tudo o mais se dispensa.

© Copyright: Rosa Silva ("Azoriana") 

N/P "Funchal", regressa a Ponta Delgada 31 anos depois - Reportagem fotográfica de António Simas



© Copyright fotos: António Simas, Ponta Delgada.
 Com  estas belas imagens, o nosso Amigo António Simas, leva-nos  numa pequena "viagem" até Ponta Delgada, dando-nos a possibilidade de "assistir", ao histórico regresso ao porto micaelense do emblemático navio de passageiros "Funchal", em outros tempos presença regular com as cores da Empresa Insulana de Navegação, regressou ontem passados 31 anos  com as cores da Portuscale Cruises.
Dados técnicos:
Nome: FUNCHAL.
IMO: 5124162.
Indicativo de Chamada: CSBM.
Numero de MMSI: 255971000.
Bandeira: Portugal.
Porto de Registo: Madeira.
Operadores: SCMA- Lisboa, Portugal.
Ano de Construcao: 1961.
Estaleiro: Helsingor Skibsvaerft og Maskinbyggeri A/S- Helsingor, Dinamarca. Casco#353.
Numero de Conves: 3.
Comprimento Fora a Fora: 152,65 metros
Comprimento entre Perpendiculares: 138,50 metros
Boca Maxima: 19,08 metros.
Pontal: 9,15 metros.
Calado: 6,32 metros.
Altura: 39,00 metros.
Deslocamento: 8,870 toneladas.
Arqueacao Bruta: 9,563 toneladas.
Arqueacao Liquida: 3,759 toneladas.
Porte Bruto: 2,975 toneladas.
Numero de Cabines: 241.
Numero de Camas: 570.
Numero de Tripulantes: 165.
Gruas: 4 de 3 toneladas cada.
Potencia de Maquinas: 2X Werkspoor (Holanda) 10,002 hp (7,356 kw).
Velocidade de Cruzeiro: 14,50 nos.
Velocidade Maxima: 17,00 nos.
Trabalho de recolha de dados técnicos: Paulo Peixoto, Boston.


Post relacionados:

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Belas imagens dos trabalhos de conexão do cabo de fibra óptica à ilha das Flores

© Copyright fotos: Frederic Fournier / Aéro Gráfica (Canal Youtube do autor Aqui)

 Depois de termos acompanhado o inicio dos trabalhos na Graciosa , de registarmos  a presença do navio na ilha do Corvo, hoje apresentamos belos registos da operação de conexão cabo de fibra óptica à ilha das Flores, mais precisamente no porto do Boqueirão , trabalho que está sendo executado pelo navio "IT Interceptor".  

As imagens obtidas no porto do Boqueirão, são da autoria do Sr. Frederic Fournier, e demonstram para além de alguns pormenores do cabo, o excelente trabalho efectuado pelo skipper do semí-rigido, Carlos Mendes (Mais conhecido por Carlos Toste), no apoio aos trabalhos de conexão do cabo a terra, segundo conta a história, foi uma grande aventura lá por mares florentinos!







"Funchal" em Santa Maria - Reportagem fotográfica de Mário Silva








© Copyright fotos: Mário Silva, Santa Maria.
 É com enorme  Prazer, que partilho esta excelente  reportagem fotográfica do Amigo, Mário Silva, que registou o histórico regresso do paquete "Funchal", aos Açores, mais especificamente à ilha de Santa Maria, onde fundeou hoje pela manhã. O navio "Funchal", projectado por, Rogério Oliveira, é uma das embarcações mais emblemáticas da marinha mercante portuguesa, originalmente pertencente à frota da "Empresa Insulana de Navegação", opera agora com as cores da Portuscale Cruises, empresa nacional recém criada pelo empresário Rui Alegre, que  ao adquirir a frota da extinta Classic Internacional Cruises, salvou o navio de um futuro pouco digno.
O navio tem previstas escalas em S. Miguel, dia 24, Faial dia 25 e Terceira dia 26.
"No dia 10 de fevereiro de 1961, foi lançado ao mar em Elsinore, Dinamarca, o paquete "Funchal", maior navio até então projectado para o serviço das ilhas Adjacentes, como eram referidos os arquipélagos dos Açores e Madeira.
O "Funchal", era um navio rápido de 9847 /T.A.B. e 21 nós de velocidade de cruzeiro, com uma lotação de 400 passageiros" 
(© Texto extraído do livro "Paquetes dos Açores", da autoria do historiador, Luís Miguel Correia /Info sobre o livro e encomendas AQUI)
Nome: FUNCHAL.
IMO: 5124162.
Indicativo de Chamada: CSBM.
Numero de MMSI: 255971000.
Bandeira: Portugal.
Porto de Registo: Madeira.
Operadores: SCMA- Lisboa, Portugal.
Ano de Construcao: 1961.
Estaleiro: Helsingor Skibsvaerft og Maskinbyggeri A/S- Helsingor, Dinamarca. Casco#353.
Numero de Conves: 3.
Comprimento Fora a Fora: 152,65 metros
Comprimento entre Perpendiculares: 138,50 metros
Boca Maxima: 19,08 metros.
Pontal: 9,15 metros.
Calado: 6,32 metros.
Altura: 39,00 metros.
Deslocamento: 8,870 toneladas.
Arqueacao Bruta: 9,563 toneladas.
Arqueacao Liquida: 3,759 toneladas.
Porte Bruto: 2,975 toneladas.
Numero de Cabines: 241.
Numero de Camas: 570.
Numero de Tripulantes: 165.
Gruas: 4 de 3 toneladas cada.
Potencia de Maquinas: 2X Werkspoor (Holanda) 10,002 hp (7,356 kw).
Velocidade de Cruzeiro: 14,50 nos.
Velocidade Maxima: 17,00 nos.
Trabalho de recolha de dados técnicos: Paulo Peixoto, Boston.






domingo, 22 de setembro de 2013

N/M "Ponta do Sol", no porto da Graciosa


© Copyright fots: MM Bettencourt, Graciosa.
N/M "Ponta do Sol", em escala no porto da Graciosa no passado dia 17 de Setembro, desta vez operado pela Box Lines. Relembro que o navio é operado de forma rotativa pela Transinsular e Box Lines.





 Piloto, Miguel Conceição, e o Comandante, João Silva, Um Abraço aos dois!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

N/M "PONTA DE SÃO LOURENÇO" vendido

© Copyright fotos e texto: Cte. Rui Carvalho, Praia da Vitória.
O navio cimenteiro "PONTA DE SÃO LOURENÇO" pertencente ao armador nacional TRANSINSULAR terá feito a sua última viagem ao terminal da CIMPOR no porto da Praia da Vitória. Segundo soubemos foi adquirido por interesses de Singapura e seguirá de imediato para o seu destino após chegada a Lisboa. Depois da venda do cimenteiro "ATLANTIS" e  da deslocação para o porto de Ponta Delgada da carga destinada ao grupo central, que agora é carregada em porta-contentores, poderemos falar no fim de uma época para o terminal cimenteiro da Praia da Vitória e dos navios de cimento da TRANSINSULAR, e para piorar a situação frágil da economia da Ilha Terceira e da desgraça que será a redução de efectivos americanos na Base das Lajes, São Miguel comporta-se vergonhosamente com as restantes ilhas como se como se comportava o centralismo de Lisboa antes da autonomia.


Até breve Amigo "Santorini"! All the best




 Partilho algumas fotos de um pequeno convívio entre a tripulação do "meu", "Express Santorini", o staff da Atlânticoline, a Polícia Marítima e os colaboradores do Porto da Graciosa! All the best for all my friends!

 © Copyright fotos: MM Bettencourt e Miguel Conceição, Graciosa.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Novos ferrys da Atlânticoline na "Fase 8" do processo de construção

Render não actualizado / Fonte: RTPA
A opção de proceder à construção de dois navios com capacidade para passageiros e viaturas nas ligações entre as ilhas do Grupo Central “vai mudar radicalmente a forma como se processa o transporte marítimo de passageiros principalmente nas ligações entre as três ilhas do Triângulo”, considerando este “um passo decisivo para que a construção de um mercado interno, que nestas três ilhas tem uma posição de vanguarda, possa atingir um novo patamar em relação ao já existente e cujas condições entendemos poder ser melhoradas”.
Referia, Vasco Cordeiro, actual Presidente do Governo Regional dos Açores, (na altura  Secretário Regional da Economia),  durante a cerimónia de assinatura do contrato de construção dos dois navios ferry de 40 metros para a operação regular de transporte marítimo de passageiros e viaturas nas ilhas do Grupo Central, celebrado entre a empresa Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon,SA.
Referia na altura ser “este um processo prioritário para o Governo dos Açores”, não só “porque melhorará as condições de transportes de pessoas e bens entre estas ilhas”, mas também porque “vem adequar-se a um conjunto de investimentos que estão a ser feitos como são os casos da construção dos novos terminais de passageiros na Horta e na Madalena”.
O contrato entre a Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon prevê a construção de dois navios de quarenta metros, um com capacidade para cerca de 333 passageiros e oito viaturas e outra para 287 passageiros e 12 viaturas, num investimento total de 18,6 milhões de euros.  O primeiro navio já foi lançado ao mar,  e está  realizar testes a todos os equipamentos e sistemas, mantendo-se o que sempre a Atlânticoline referiu sobre este assunto, ou seja a entrega está prevista até ao final do ano, com inicio de operação em 2014. Ou seja nesta altura o processo segue o seu percurso normal, dentro do que a  Administração da Atlânticoline programou
Nesta altura o processo encontra-se na fase-8  (processo de design e aprovações necessárias fase-1, corte da chapa fase-2, montagem dos blocos fase-3, armamento fase-4, pintura pintura fase-5, lançamento à água fase-6, aprestamento fase-7, testes de mar fase-8, baptismo e entrega fase-9). 
(©) Copyright imagem: Atlânticoline
Astilleros Armon,SA.

(©) Copyright fotos e fonte: Astilleros Armon, SA
Astilleros Armon, SA, Espanha, constituída como cooperativa Armon em Navia em 1963, tornou-se mais tarde Astilleros Armon, SA.
Astilleros Armon,SA, ( Navia, norte de Espanha) são a sede cooperativa de 6 empresas, com uma capacidade produtiva conjunta superior a 40 navios ano.
As 6 empresas com capacidades deferenciadas são:
Astilleros Armon, SA, Navia : Aqui centraliza-se as tarefas de direcção, administração e engenharia. Conta com uma área de 34000 m2 dos quais 5000m2 são área coberta.
Astillleros Armon, Burela, SA : Fundado em 1992 para satisfazer a procura de navios até 70 mts de comprimento, este estaleiro foi projectado com modernas infra-estruturas que o optimizam a produtividade do mesmo.
Astilleros Armon, Gijon : Adquiriu em Fevereiro de 2011 as instalações do Astillero SA Juliana, construtora que conta com mais de 100 anos de experiência. Possui uma área de 184.000 m2.

Astilleros Armon Vigo: Incorporados em 1998 dispõem de 12.000 m2 de instalações compactas podendo albergar navios até 120 mts de comprimento e 18 de boca.
Auxiliar Naval del Principado: Conta com 2500 m2 de instalações cobertas num total de 10800 m2 de área, está especializado na construção de embarcações rápidas em alumínio, que necessitam de avançadas técnicas de construção.
Conformado e Corte, SA: Procede ao corte e moldagem do aço, a sua capacidade produtiva permite-lhe fornecer a terceiros as peças que estes necessitem. Com uma área coberta de 7400 m2 dispõem de gruas de diferentes capacidades de elevação e um moderno sistema de corte.
Estes estaleiros já produziram mais de 750 navios, desde rebocadores, embarcações rápidas, lanchas de pilotos, navios de pesca, cargueiros, dragas, navio oceanográficos etc, destinados a clientes dispersos pelos 5 continentes.