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segunda-feira, 15 de março de 2021

ESTREIA DA ESCUNA DE TRÊS MASTROS "THOR HEYERDAHL" NO PORTO DA PRAIA DA VITÓRIA.


(©) Copyrigh texto: Cte Rui Carvalho, Terceira.
(©) Copyrigh fotos: Cte Miguel Pamplona, Terceira.
Pesquisa de dados técnicos: Paul Peixoto, Boston EU
Imagens copyright: Expedição Kon-tiki/Wikipédia.

Temos o prazer de partilhar convosco algumas fotos da estreia do conhecido veleiro "THOR HEYERDAHL" no porto da Praia da Vitória, onde a meio da tarde largou âncora estabelecendo fundeadouro ao abrigo do norte da baía junto à Prainha da cidade. Esta belíssima escuna de treino marítimo para jovens dos 15 aos 25 anos pertence a duas organizações alemãs, a saber, "Segelschiff Thor Heyerdahl gGmbH" e a "Segelschiff Thor Heyerdahl" eV, que se dedicam a proporcionar grandes aventuras e formação a todos os que nela embarcam. Esta embarcação tem  desde 1982 a responsabilidade de hastear o nome do grande explorador e arqueólogo norueguês Thor Heyerdahl que se tornou mundialmente famoso pela expedição "Kon-tiki" onde Thor e a sua esposa Liv, entre outros, se propuseram provar que as ilhas do Pacífico foram povoadas a partir da América do Sul. A balsa de madeira por si construída cruzou o grande pacífico do Perú até a Polinésia numa admirável e fantástica aventura eternizada pelo filme de 2012 com o mesmo nome. Aconselhamos ver.
Nome: THOR HEYERDAHL.
Tipo: VELEIRO.
IMO: 5221491.
Indicativo: DKQH.
MMSI: 211232340.
Bandeira: ALEMANHA.
Porto de Registo: KIEL.
Donos e operadores:  Segelschiff Thor Heyerdahl - Kiel, Alemanha.   
Ano de Construção: 1931.
Estaleiro: E.J. Smit & Zoon's Scheepswerven N.V. - Westerbroek
Comprimento Fora a Fora: 48,80 metros.
Boca: 6,53 metros.
Calado máximo: 2,21 metros.
Altura do mastro principal: 29,00 metros.
Área vélica (três mastros): 830 m2.
Arqueação Bruta: 211.
Porte Bruto: 315 toneladas.
Número de Tripulantes: 17 + 28.
Potência de Máquina: 294 kW com 1 hélice de passo fixo.
Velocidade de Serviço: 8,00 nós.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Estreia do navio escola da Coast Guard Americana "EAGLE" no Porto da Praia da Vitória


©) Copyright fotos: Miguel Pamplona Simões, Terceira
©) Copyright texto: Cte Rui Carvalho, Terceira.
Pesquisa de dados técnicos: Paul Peixoto, Boston EUA
O navio escola "EAGLE" visita o porto da Praia da Vitória numa viagem de instrução de cadetes e candidatos a oficiais da Guarda Costeira Norte-americana. Este navio foi o segundo de cinco semelhantes que foram construídos no estaleiro alemão Blohm & Voss, sendo o primeiro aquele que deu o nome à classe o "GORCH FOCK", o terceiro a ser construído é o nosso "SAGRES", o quarto o Romeno "MIRCEA" e finalmente o "HERBERT NORKUS" que nunca chegou a navegar verdadeiramente tendo sido afundado voluntariamente em 1947. O "EAGLE" (ex-HORST WESSEL) foi transferido para a marinha Norte-americana no final da segunda guerra mundial como pagamento de reparação de guerra por parte da Alemanha, onde se manteve no activo até aos dias de hoje.
Nome: EAGLE.
Tipo: Navio Escola.
IMO: 6109973.
Indicativo: NRCB.
MMSI: 303990000.
Bandeira: Estados Unidos da America.
Porto de Registo: New London, CT.
Número de Galhardete: WIX-327.
Donos e Operadores: Governo Americano- Guarda Costeira- Washington, DC, EUA.
Classe: Gorch Fock.
Ano de Construção: 1936.
Estaleiro: Blohm & Voss- Hamburgo, Alemanha.
Comprimento Fora a Fora: 89,70 metros.
Boca: 11,90 metros.
Calado: 5,30 metros.
Deslocamento: 1,813 toneladas.
Guarnição: 230 (12 oficiais, 68 tripulantes, 150 estagiários).
Potência de Máquina: 750,00 kW (1,000 hp).
Velocidade de Cruzeiro: 10,00 nós ( Máquina).
Velocidade Máxima: 19,00 nós (Velas),
Potência de Geradores Auxiliares: 320,00 kW
Área Vélica: 2,070 m2.
Nome Anterior: Horst Wessel (09/1936-05/1946).
Em serviço da guarda costeira Americana desde o dia 15 de Maio de 1946.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

N/V "Santa Maria Manuela", em Angra do Heroísmo - Fotos Mário Silva


© Copyright fotos: Mário Silva, Terceira.
O porto das Pipas recebeu no passado dia 18 de maio,  o veleiro  "SANTA MARIA MANUELA",um dos  sobreviventes da chamada "Frota Branca Portuguesa".  







quarta-feira, 16 de maio de 2018

Estreia do lendário N/V "Santa Maria Manuela", no Porto da Graciosa





© Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa
O porto da Graciosa, teve o grande prazer de receber hoje pela primeira vez o lendário veleiro,  "Santa Maria Manuela", um dos  sobreviventes da chamada "Frota Branca Portuguesa".  . As  Boas-Vindas a este veleiro "carregado" de história, foram dadas ao som da centenária Filarmónica União Praiense,  pelo Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, Dr. Avelar Santos,  e pela Portos dos Açores, através do responsável pelo porto Sr. José Ataíde. Sejam Bem-Vindos à ilha Graciosa!
Lisboa  10 de Maio de 1937, vivia-se um dia especial. Na Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, centenas de pessoas amontoavam-se para assistir ao lançamento à água de dois navios acabados de
construir: O Santa Maria Manuela e o Creoula. Nesse dia os estaleiros da Companhia União Fabril (CUF) encerraram as portas para permitir que todos participassem na cerimónia.
Vasco Albuquerque d'Orey foi o armador da Empresa de Pesca de Viana, que encomendou o Santa Maria Manuela aos estaleiros da CUF. O casco é em aço, detalhe importante para navegar em mares com gelo. O navio foi batizado com o nome da mulher do armador, Maria Manuela, mãe de 16 filhos.
O Santa Maria Manuela foi construído para a pesca do bacalhau. A partida dos navios para os bancos da Terra Nova e Gronelândia era um momento muito emotivo com a despedida das famílias e a presença de altas figuras da Igreja e do Estado. As lágrimas dos familiares contrastavam com o sentimento de grande expectativa dos pescadores em regressar a Portugal com os porões dos navios cheios de bacalhau. O peixe era o seu único meio de subsistência.
As campanhas duravam cerca de seis meses e iniciavam-se com uma viagem desde Lisboa. A bordo do navio seguiam cerca de 70 homens experientes e preparados para enfrentar a agrura dos mares do Norte.
Os Dóris
No convés do Santa Maria Manuela seguiam dezenas de dóris – pequenas barcos de fundo chato. As embarcações só desciam à água depois de o capitão verificar as condições de pescar e dar a ordem: "Vamos arriar com Deus." Um dóri levava apenas um pescador. Depois de tocarem os mares gelados cada homem seguia o seu destino, à força de remos ou com o apoio de uma pequena vela. Por vezes os pescadores afastavam-se várias milhas do SMM, e desapareciam debaixo de nevoeiro cerrado. Os pescadores passavam 12 horas consecutivas nos dóris. Lançavam à água centenas de metros de linha com anzóis e isco. Quando  o dia corria bem um só pescador conseguia apanhar meia tonelada de bacalhau. Registaram-se casos em que os dóris afundaram com o excesso de peso, tal era a vontade e entusiasmo dos pescadores. Ao regressarem a bordo os homens jantavam – sopa, peixe e uma caneca de vinho – e tratavam de escalar e salgar bacalhau. O SMM só regressava a casa quando os porões estavam cheios de peixe. "Era o dia mais feliz a bordo, assim que içava a bandeira nacional e iniciávamos a viagem de regresso a Portugal", conta Vitorino Ramalheira, antigo capitão do SMM.
O Santa Maria Manuela sofreu várias alterações estruturais ao longo dos anos. Desde a retirada de mastros à instalação de uma ponte de comando. Foi acompanhando a evolução dos tempos que ditou o fim da pesca à linha e dos dóris. Em 1993 foi considerado obsoleto e desmantelado, sobrando apenas o casco de aço. No ano seguinte nasceu a Fundação Santa Maria Manuela, um projeto que reunia 17 instituições e um objetivo: recuperar o navio. Mas só em 2007, depois de o casco ser adquirido pela empresa Pascoal é que se iniciou a recuperação. O projeto demorou quatro anos a concluir. No dia 10 de Maio de 2010 – data do 73.º aniversário – o SMM surgiu à entrada da barra de Aveiro com as velas içadas e o casco pintado de branco para atracar no seu novo cais, na Gafanha da Nazaré (onde está situada a sede da Pascoal). Era o primeiro dia da segunda vida do navio. Em novembro de 2016, o Santa Maria Manuela foi comprado pela empresa Recheio, do Grupo Jerónimo Martins. O SMM tem condições únicas para viagens oceânicas, eventos, festas e formação de mar.
Do casco renasce um navio
O Santa Maria Manuela sofreu várias alterações estruturais ao longo dos anos. Desde a retirada de mastros à instalação de uma ponte de comando. Foi acompanhando a evolução dos tempos que ditou o fim da pesca à linha e dos dóris. Em 1993 foi considerado obsoleto e desmantelado, sobrando apenas o casco de aço. No ano seguinte nasceu a Fundação Santa Maria Manuela, um projeto que reunia 17 instituições e um objetivo: recuperar o navio. Mas só em 2007, depois de o casco ser adquirido pela empresa Pascoal é que se iniciou a recuperação. O projeto demorou quatro anos a concluir. No dia 10 de Maio de 2010 – data do 73.º aniversário – o SMM surgiu à entrada da barra de Aveiro com as velas içadas e o casco pintado de branco para atracar no seu novo cais, na Gafanha da Nazaré (onde está situada a sede da Pascoal). Era o primeiro dia da segunda vida do navio. Em novembro de 2016, o Santa Maria Manuela foi comprado pela empresa Recheio, do Grupo Jerónimo Martins. O SMM tem condições únicas para viagens oceânicas, eventos, festas e formação de mar.







   







 




domingo, 13 de maio de 2018

Porto de Ponta Delgada dia 11 de Maio - Destaque para a chegada do veleiro "Santa Maria Manuela" aos Açores




(©) Copyright fotos: António Simas, S. Miguel.
Pesquisa de dados técnicos: Paul Peixoto, Boston EUA.
Porto de Ponta Delgada, dia 11 de maio, um belo conjunto de fotos da autoria do amigo António Simas, com destaque para a chegada ao porto do histórico veleiro, "Santa Maria Manuela", que fará escala em várias ilhas açorianas, para o graneleiro "Panawan",  procedendo à descarga de milho para a Finançor, e por fim, um olhar para mais um mega-iate a escalar o porto micaelense o "Etoile d´Azur". 



Nome: ETOILE D AZUR.
Tipo: Iate,
IMO: 1010325.
Indicativo: 9HB4590.
MMSI: 256946000.
Bandeira: Malta.
Porto de Registo: Valletta.
Numero Oficial: 1010325.
Donos e Operadores: Azure Lease Ltd.- San Gwann, Malta.
Classe: Lloyd's Register.
Ano de Construção: 2008.
Estaleiro: Moonen Shipyards B.V.- 's-Hertogenbosch, Holanda- Casco#190. Casco construido em Wieringerwerf, Holanda.
Comprimento Fora a Fora: 30,40 metros.
Boca Máxima: 7,30 metros.
Calado: 2,18 metros.
Arqueação Bruta: 191,00 toneladas.
Porte Bruto: 311,00 toneladas.
Numero de Cabines: 4. Numero de Passageiros: 8. Numero de Tripulantes: 5.
Potencia de Maquina: 894,00 kW (1,216 hp), 1,800 rpm. 2 helices FP, 806,00 rpm.
Velocidade de Cruzeiro: 12,00 nos.
Velocidade Máxima: 13,00 nos.
Potencia de Maquinas Auxiliares: 160,00 kW.
Potencia de Geradores Auxiliares: 80,00 kW.
Thrusters: 1X ?
Nome Anterior: Sofia II (11/2008-06/2015).
Reaparelhado em 2016.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Navio-escola polaco, "Fryderyk Chopin", na Graciosa


© Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.
Pesquisa de dados técnicos: Paul Peixoto, Boston EUA
Fontes: Wikipedia. 
Algumas fotos obtidas hoje referentes à passagem pelo fundeadouro do porto da Graciosa, do veleiro-escola de nacionalidade polaca, "Fryderik Chopin". O belo veleiro foi desenhado pelo arquitecto naval polaco, Zygmunt Choren, e baptizado em honra de um dos maiores génios da composição musical do século XIX. 
Construído em Gdansk, Polónia,  pelo estaleiro de construção naval Dora, foi lançado à água em 1992, o "Fryderyk Chopin" mede 55 metros de comprimento, e  8,50 metros de boca. É um brigue com dois mastros, com uma área vélica de 1 200 m2, e está equipado com 1 motor diesel de 538 cv. Tem capacidade para  receber 50 pessoas a bordo, entre membros da tripulação permanente e estagiários. 

A  29 de Outubro de 2010, o "Fryderyk Chopin", enfrentou uma forte tempestade a  100 milhas  das ilhas Scilly (costa sudoeste da Grã-Bretanha), tendo perdido ambos os mastros. Efectuava na altura um cruzeiro entre a  Holanda e as Caraíbas, com 47 tripulantes a bordo, incluindo 36 estagiários com 14 anos de idade. Embora tivesse a máquina operacional o comandante do navio não quis usá-la por medo que os detritos danificassem a hélice. Não houve feridos. O navio foi rebocado para as águas abrigadas da Baía de Falmouth depois de  três dias a reboque de uma pequena traineira de pesca, "Nova Spero", cujo capitão, Shaun Edwards havia respondido  ao pedido de socorro. 
Desde 2011, o navio é operado pela, 3Oceans, um operador polaco privado. Serve como o navio da, Blue School, um projecto de treino de vela da Fundação  STS Fryderyk Chopin.
Nome FRYDERYK CHOPIN.
Tipo: Navio Escola.
IMO: 9030747.
Indicativo: SPS2298.
MMSI: 261000290.
Bandeira: Polónia.
Porto de Registo: Szczecin.
Donos e Operadores: 3Oceans Ltd.- Varsóvia, Polónia.
Classe: Germanischer Lloyd.
Ano de Construção: 1992.
Estaleiro: PZ Dora- Gdynia, Polónia.
Comprimento Fora a Fora: 55,50 metros.
Boca: 8,50 metros.
Calado: 3,80 metros.
Altura de Mastros: 37,00 metros.
Arqueação Bruta: 670,00 toneladas.
Arqueação Líquida: 305,00 toneladas.
Numero de Passageiros: 53. Número de Tripulantes: 8.
Propulsao: 23 velas. 1 Máquina Auxiliar.
Potencia de Maquina: 401,00 kW (538,00 hp). 1 hélice FP.
Velocidades: 16,00 nos (velas). 9,00 nos (máquina).