quinta-feira, 5 de abril de 2012

Governo adia construção dos novos ferrys, e projecta novo concurso para a operação 2013-2014

Imagem original "Passio per Formentera"; Alteração MM Bettencourt
Ontem o jornal Açoriano Oriental, referia que o SRE, Vasco Cordeiro, anunciou o lançamento de um concurso que visa fretar ferrys com vista a assegurar as operações de 2013 e 2014, com  possibilidade de prolongamento por mais um ano. Segundo a mesmo notícia, o processo de construção dos novos ferrys que visam assegurar o transporte de passageiros e viaturas inter-ilhas, fica assim adiado, uma vez que o governante, considera não ser esta uma época favorável a este investimento  orçamentado entre 80 a 90 milhões de euros. Também foi referido que o concurso que decorre para a construção dos novos ferrys destinados a operar no triângulo, está quase concluído, devendo ser anunciado em breve o seu vencedor.
Depois de ler a notícia, diria que não me surpreende este novo concurso, pois mesmo que a Atlânticoline avançasse para a construção de novos ferrys, estes difícilmente estariam concluídos no Verão de 2013, isto tendo em conta que teria que haver um concurso publico internacional, e só depois posterior construção. Faço votos para que os nosso políticos das diferentes forças partidárias, aproveitem este tempo pré-eleitoral e promovam um debate sobre o futuro do serviço ferry enquadrado num novo modelo de transportes marítimos para os Açores.
Fonte: Gacs
Imagem: Balearia;

Apresentado projeto de reordenamento do Porto de São Roque do Pico

A “boa governação e o cuidado que o Governo dos Açores tem colocado no desenvolvimento de obras em todas as nossas ilhas é que permite que agora, ao contrário do que assistimos no resto do país, que rigor e contenção não signifiquem na Região, pura e simplesmente, estagnação de investimentos” defendeu, esta manhã, em São Roque do Pico, o Secretário Regional da Economia, recordando que o executivo regional continua a conseguir investir, assumindo assim um papel extremamente relevante, quer na dinamização de setores que estão a ser afetados pela crise que nos chegou de fora, como é o caso da construção civil, quer no desenvolvimento de infraestruturas que vão potenciar novos investimentos e novos empregos que ajudem a ultrapassar as dificuldades atuais”.
Vasco Cordeiro, que falava durante a cerimónia de apresentação do projeto de reordenamento do Porto de São Roque do Pico, num investimento de cerca de 40 milhões de euros, desvalorizou as críticas “que alguns dirão, curiosamente em alguns casos aqueles que já tiveram a oportunidade de as fazer e não fizeram, que esta é uma obra que vem tarde, ou que já deveria ter sido feita há mais tempo”, lamentando que “nessa análise não pese um elemento que hoje em dia ganhou um novo
peso: é essencial, é absolutamente imperativo, mantermos este importante valor para a nossa Região que é a boa gestão das nossas finanças públicas”.
O Secretário Regional da Economia recordou que “os tempos são de rigor e de contenção”, realçando, no entanto, que “estas não são palavras que o Governo dos Açores apenas tenha descoberto agora. Muito pelo contrário, elas sempre nortearam a nossa atividade governativa, fazem parte da nossa identidade política açoriana, e julgo ser hoje reconhecido por todos, apesar de alguns não disfarçarem o incómodo com isso, que essas são duas grandes qualidades que o país e a Europa reconhecem ao Governo dos Açores”. O projeto hoje apresentado prevê a construção de uma gare de passageiros, dois cais de acostagem, uma rampa para navios roll on roll off e de um núcleo de recreio náutico, além das obras de reforço da segurança no porto.
Trata-se, segundo o governante, de “um investimento estruturante para o Triângulo porque vai consolidar o transporte marítimo", afirmou o governante.
Além do projeto hoje apresentado, as intervenções que o Governo dos Açores está a realizar nos portos das Velas e da Madalena, assim como a intervenção na frente marítima da cidade da Horta e a entrada ao serviço dos novos navios ferry para o transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas do Triângulo integram, disse o Secretário Regional da Economia “uma estratégia governamental que visa a valorização económica das ilhas do Triângulo, a criação de um mercado interno regional e a melhoria da circulação de pessoas e bens".
Vasco Cordeiro manifestou-se, por isso, "orgulhoso da revolução tranquila" que tem vindo a ser operada ao nível do transporte marítimo nos Açores já que ela não só tem vindo a permiti aos Açores “recuperar o tempo perdido” como também situar-se “na dianteira da relação com o mar".
O projeto apresentado hoje prevê a construção de um molhe cais com 390mts, um terrapleno de 12.000m2 de apoio ao cais dotado de rampas roll-on roll-off e a construção de um Terminal de Passageiros. De salientar também que esta infraestrutura permitirá a receção de embarcações de recreio de grande porte num troço de cais junto à cabeça do molhe a que acresce um núcleo de recreio náutico, dotado de um travel lift e uma área de apoio em terrapleno de 6.800m2.
(©) Copyright texto e foto: Gacs.

Visita à NRP "Sagres", no porto da Figueira da Foz











Quando publiquei o post fazendo referência à presença da NRP "Sagres", no porto da Figueira da Foz, e à possibilidade de este emblemático navio da Marinha Portuguesa,  poder ser visitado pelo publico, não imaginei que por lá  estivesse um Amigo e Colaborador deste blog, que aproveitou a oportunidade e  visitou a bela "Sagres". Aqui ficam algumas fotos da visita, Obrigado João!
(©) Copyright fotos: João M. Bettencourt Mendonça, Figueira da Foz.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Transportes Marítimos

A razão principal da insularidade dos Açores é a descontinuidade territorial com a plataforma continental europeia.
Os efeitos de tal situação refletem-se nos custos associados ao transporte de mercadorias e passageiros; no preço final de produtos e serviços ao consumidor; nas distorções da concorrência bem como na diminuição da competitividade em geral das empresas dos Açores (ou até mesmo da própria região em si, como um todo).
Esta situação poderia em parte ser ultrapassada com a existência de um serviço de ferry boat que utilizasse a “auto-estrada” marítima que nos liga ao continente, diminuindo assim os efeitos da descontinuidade territorial. No entanto, incompreensivelmente, os Açores são as únicas ilhas europeias sem beneficiar de um serviço de ferry boat.
Esta situação é inaceitável para os Açores.
Está-se a abdicar de uma alternativa de transporte de mercadorias e passageiros, fulcral para o desenvolvimento económico insular de outros arquipélagos como a Madeira e as Canárias.
Na realidade os ferrys têm custos de combustível semelhantes aos porta-contentores, mas com muito menos custo na carga e descarga; menor exigência ao nível das estruturas portuárias e uma maior rapidez nas operações de carga e descarga em virtude da facilidade e versatilidade da utilização de camiões TIR no manuseamento de contentores em trailers nas rampas RO-RO, sem necessidade de burocracia (o ferry chega, o passageiro pega no seu veículo e vai para o seu destino...).
Falta ainda referir que este tipo de transporte poderá ser uma alternativa ao transporte aéreo de passageiros (introduzindo-se assim alguma saudável concorrência) tornando-se numa alternativa para as deslocações dos residentes e abrindo-se novos mercados ao nível do turismo não convencional (sem intervenção de agências de viagens, com viatura própria ou até auto-caravanas), logo uma mais valia para a economia da região dos Açores.
Concluindo: torna-se necessário pensar em alternativas ao transporte marítimo por forma a deixar de fazer parte do problema tornando-se uma parte da solução no que concerne ao desenvolvimento do nosso arquipélago.
Seria desejável que neste ano de eleições regionais, os vários candidatos ao Governo Regional dos Açores se prenunciassem sobre este tema... aguardemos.
PS: Caso queira saber mais, sobre este e outros temas da Cidade de Ponta Delgada e Ilha de São Miguel, consulte a página de Facebook “PDL Ponta Delgada“.
(©) Copyright texto: Gonçalo Almiro Matos Costa, Ponta Delgada.

(©) Copyright fotos: António Sáez, Tenerife

Navio escola alemão, "Thor Heyerdahl", no porto da Graciosa

Se no anterior post , o navio escola apresentado, ostentava o nome de um famoso músico "Fryderyk Chopin", este que passou pelo porto da Graciosa no Domingo dia 1 de Abril, é um navio escola de bandeira alemã e ostenta o nome de um explorador, zoólogo e geógrafo norueguês,Thor Heyerdahl.
(©) Copyright fotos: Emanuel Sousa, Graciosa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Navio escola polaco, "Fryderyk Chopin", em Angra do Heroísmo





O bonito navio escola polaco, "Fryderyk Chopin", visitou ontem o porto Pipas em Angra do Heroísmo,  cidade Património Mundial da Unesco. Se uma brisa  soprasse nas suas velas e mastros, poderia-se dizer-se que o som produzido  seria de uma peça do famoso pianista e compositor   de música clássica que lhe dá o nome, Fryderyk Franciszek Chopin, génio  nascido em Varsóvia a 1 de Março de 1810, e falecido a 17 de  Outubro de 1849.
(©) Copyright fotos: Adelina Fontes; Rui Carvalho e Paulo Teixeira.


"Sagres" no Porto da Figueira da Foz, aberta ao público

domingo, 1 de abril de 2012

Gigantes da Engenharia-Plataformas de Petróleo (documentário)

Caros visitantes, hoje decidi publicar este interessante documentário do Canal National Geografic, disponível no Youtube, sobre plataformas petróleo e a fantástica engenharia aqui empregue.

Magnifico, MSV "Fennica" em Ponta Delgada


Magnificas fotos do magnifico navio "Fennica" em Ponta Delgada, no dia 29 de Março. O "Fennica", é um navio classificado como "Icebreaker & Multipurpose Support Vessel", pertence à frota da Arctia-Offshore, Finlândia, sendo um dos mais poderosos navios na sua categoria, tendo sido concebido para desempenhar uma variedade de trabalhos nomeadamente como suporte para a industria off-shore, o seu campo de acção vai desde o Mar do Norte, Baltico, Artico, Golfo do México e Mediterrâneo.
Nome: Fennica
IMO: 9043615
Ind chamada: OJAD
Tipo: Icebreaker & Multipurpose Support Vessel
Bandeira: Finlândia
Porto de registo: Helsinquia
Proprietário. Arctia Offshore
Ano de construção: 1993
Estaleiro: Finnyards Oy - Casco No.: 401

DWT: 4800 tons
TAB: 9088 tons
TAL: 2727 tons
Comprimento f.a f.: 116 metros
Boca: 26 metros
Calado: 8,4 metros
Potência total: 28 182 hp
Velocidade máxima: 16 nós, velocidade de serviço: 12 nós
Bowthruster: 3 de 1100 kw
Força de tracção: aprox. 230 tons
Equipado com sistema de posicionamento dinânmico
Acomodação: 77 pessoas incluindo tripulação
Imagem: Arctia Offshore
O meu Agradecimento ao Carlos Carvalho e António Simas

"Benchijigua Express", faz teste no porto da Graciosa

Atenção esta foi a tradicional mentira do dia 1 de Abril
"Benchijigua Express", da Fred Olsen, Canárias fez teste no porto da Graciosa, seria fantástico daqui resultar a mesma aventura que resultou da chegada desta empresa, numa primeira fase na pessoa de Thomas Olsen à ilha Canária de La Gomera. A aposta de Thomas Olsen e de alguns habitantes de La Gomera, fizeram mudar o Vale Benchijigua de uma zona quase desabitada a uma população de sucesso, espero que por cá, embora com um atraso brutal, sigamos no caminho escolhido por tantos outros, rumo ao desenvolvimento sócio-económico, de uma região que se quer como um Todo e não como várias partes, pelo menos é essa a minha opinião!

Nas fotos acima publicadas do nosso Co-editor, António Saez, vemos o trimarán “Benchijigua Express” antes de largar de Santa Cruz de Tenerife para o porto da Graciosa, afin de efectuar provas de atraque e avaliação da futura operação. Os poderosos motores, MTU foram renovados, assim como foi incorporado uma asa de proa para o adaptar ás condições particulares do mar Açoriano. Os habitantes que apreciarão esta beleza dos mares, ficaram encantados, é sem dúvida uma máquina fantástica. Só a boa vontade do actual governo em colaboração com a Fred Olsen, permitiu oferecer este sonho aos Açorianos.
Grácias!
(©) Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa e António Saez, Santa Cruz Tenerife.