quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Draga "Ilhéu da Mina", em Santa Maria

© Copyright fotos: Mário Silva, Santa Maria.
Draga "Ilhéu da Mina", fotografada em Santa Maria pelo Amigo, Mário Silva,  no dia 9 de Fevereiro.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Drone filma descarga de cereal na Praia da Vitória.


© Vídeo: Canal YouTube de Ricardo P. 
Descarga de cereal do navio, "KIKKI C", filmado pelo drone do colega, Ricardo Pacheco. As imagens permitem-nos uma perspectiva diferente dos trabalho de descarga, obrigado pelo vídeo que venham mais!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Estreia do N/M "KIKKI C" no porto da Praia da Vitória


© Copyright texto e fotos: Cte Rui Carvalho, Praia da Vitória.
Pesquisa de dados técnicos: Paulo Peixoto, Boston.
 Registamos a estreia do N/M "KIKKI C" no porto da Praia da Vitória através destas imagens que testemunham o início da descarga de aproximadamente 6.500 toneladas de milho em granel para o recebedor terceirense UNICOL. A última visita de um navio da Carisbrooke Shipping foi a 17 de Julho de 2013 com o N/M "LISA C" (ver aqui), mas também nos visitaram os N/M "VICTORIA C" (ver aqui), o "EILEEN C" (ver aqui), o ex- "JOHANNA C" ("JOHANNE) (ver aqui), o "NICOLE C" (ver aqui), e o "LAUREN C" (ver aqui), tanto quanto nos lembramos. Desfrutem.
Nome: KIKKI C.
Tipo de Navio: Carga Geral.
IMO: 9558036.
Indicativo: 2DNZ5.
MMSI: 235080633.
Bandeira: Reino Unido.
Porto de Registo: Cowes.
Matrícula: 917136.
Operadores: Carisbrooke Shipping Ltd.- Cowes, Inglaterra, Reino Unido.
Classe: Bureau Veritas.
Ano de Construção: 2011.
Estaleiro: Jiangsu Yangzijiang Shipbuilding Co. Ltd.- Jiangyin, Republica Popular da China. Casco#2008-899.
Comprimento Fora a Fora: 106,07 metros.
Boca: 15,50 metros.
Calado: 6,75 metros.
Arqueação Bruta: 4,151 toneladas.
Porte Bruto: 6,750 toneladas.
Potência de Máquina: 1,980 kw (2,692 hp), 750,00 rpm. 1 hélice CP, 170,00 rpm.
Velocidade de Serviço: 10,30 nos. 
Velocidade Máxima: 11,00 nos.
Número de Thrusters: 1. Potência Desconhecida.
Último Porto: Saint Nazaire, França
Próximo Porto: Espera Ordens. 

Portos dos Açores, S.A. adjudica empreitadas em São Jorge e Terceira superiores a 19 milhões de euros



 Portos dos Açores, S.A. adjudica empreitadas em
São Jorge e Terceira superiores a 19 milhões de euros 

A Portos dos Açores, S.A. acaba de adjudicar três empreitadas para realização de investimentos em infraestruturas portuárias das ilhas São Jorge e Terceira pelo valor global de € 19.018.400,01 (dezanove milhões, dezoito mil, quatrocentos euros e um cêntimo), mais IVA à taxa legal em vigor, variando os respetivos prazos de execução entre os 24 e os seis meses.

No primeiro dos casos trata-se da empreitada de “Construção do prolongamento do molhe-cais do Porto das Velas”, no montante de € 17.887.000,00 (dezassete milhões, oitocentos e oitenta e sete mil euros), mais IVA, obra que ficará a cargo de um agrupamento constituído pelas empresas Tecnovia Açores - Sociedade de Empreitadas, S.A., Somague Ediçor - Engenharia, S.A. e Marques, S.A., a qual deve ser executada em dois anos.

Na ilha Terceira, por seu lado, vão ser desenvolvidas duas empreitadas, em concreto a Instalação da rede de incêndios do Porto da Praia da Vitória e a Reparação do cais do Porto da Praia da Vitória e pavimentação do acesso ao parque de combustíveis, trabalhos adjudicados, respetivamente à Somague Ediçor - Engenharia, S.A., por 12 meses, no montante de € 782.000,01 (setecentos e oitenta e dois mil euros e um cêntimo), mais IVA, e à Tecnovia Açores - Sociedade de Empreitadas, S.A., para execução em seis meses, no valor de € 349.400,00 (trezentos e quarenta e nove mil e quatrocentos euros), mais IVA.

Em S. Jorge a empreitada de prolongamento do cais comercial atual e respetivo molhe de proteção, em mais 150 metros, inclui a construção de uma nova gare de passageiros, adjacente à rampa Ro-Ro para navios ferry e o reordenamento dos espaços envolventes, bem como a edificação de um armazém destinado a oficinas e garagem dos equipamentos de movimentação das mercadorias e a instalação de redes técnicas (água, energia elétrica, combate a incêndios e combustíveis), no prolongamento do cais, a par da reabilitação/beneficiação das redes já existentes.

Na Terceira as intervenções de obras públicas adjudicadas pela Portos dos Açores, S.A. consistem na
instalação da rede de incêndios e na demolição e reconstrução das lajes de pavimento do cais comercial fissuradas e/ou partidas, em quatro áreas distintas, assim como no reperfilamento do enrocamento do talude de proteção do topo do cais da infraestrutura portuária da Praia da Vitória a -12.0 metros (Z.H.) e, ainda, na pavimentação em betuminoso do acesso ao parque de combustíveis, numa extensão de aproximadamente 180 metros, cuja via de circulação automóvel apresentará dois sentidos e um perfil transversal com 7,0 metros.

Estas três empreitadas dão corpo ao compromisso oportunamente assumido pelo Governo dos Açores na «Carta Regional de Obras Públicas 2013-2016» relativamente a investimentos nos diferentes portos da Região.

Portos dos Açores, S.A.
[Departamento Jurídico, Administrativo e de Comunicação]

sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Ponta do Sol", em Santa Maria




© Copyright fotos: Mário Silva, Santa Maria
Devido a uma avaria no, N/M "FURNAS", que tinha escala programada em Santa Maria no dia 6 de Fevereiro, essa escala foi efectuada excepcionalmente pelo, N/M "Ponta do Sol", que atracou ontem ao fim do dia.
Aproveito para referir que o "Ponta do Sol", tem docagem programada para 24 de Fevereiro, logo após a próxima viagem aos Açores. Tudo indica será o, "Furnas", dessa vez a substitui-lo. 



Manobra de saída do N/M "Lila", do Porto da Praia da Vitória (Vídeo)


© Canal YouTube de: Rui Carvalho.
Um belo vídeo relativo à saída do N/M "Lila", do Porto da Praia da Vitória, obtido pelo Cte. Rui Carvalho, Grácias!.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Visita a bordo do NRP "Figueira da Foz", em Santa Maria


© Copyright fotos: João Amaral, Santa Maria
É com enorme satisfação que publico estas fotos, da visita ao NRP "Figueira da Foz", de dois Amigos meus o, João Amaral, meu colega do porto de Vila do Porto, e o meu Amigo Mário Silva que Colabora comigo neste blogue. É sempre agradável ver os Amigos, um abraço aos dois, sem esquecer o tripulante do NPO. 


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

N/M "LILA" no porto da Praia da Vitória




 Rui Fragata e João Paulo Martins - Conferência e Bensaude Agência de Navegação.

© Copyright texto e fotos: Cte Rui Carvalho, Praia da Vitória.
Pesquisa de dados técnicos: Paulo Peixoto, Boston.
Fotos referentes à entrada do N/M "LILA" no porto da Praia da Vitória. É o primeiro graneleiro do ano 2015 e manifesta 4.500 toneladas de milho em granel para o recebedor TERCEIRENSE RAÇÕES. Um primeiro lote de aproximadamente 6.000 toneladas foi descarregado em Ponta Delgada.
Nome: LILA.
Tipo: Graneleiro.
IMO: 9343819.
Indicativo: V7HA8.
MMSI: 538005792.
Bandeira: Ilhas Marshall.
Porto de Registo: Majuro.
Matrícula: 5792.
Donos e Operadores: Kaman Gemi Isletmeciligi AS- Istambul, Turquia.
Classe: Bureau Veritas.
Ano de Construção: 2007.
Estaleiro: Shin Kurushima Dockyard Co. Ltd.- Hashihama, Imabari, Japão. Casco # 5422.
Comprimento Fora a Fora: 115,30 metros.
Boca: 19,60 metros.
Calado: 8,76 metros.
Arqueação Bruta: 7,341 toneladas.
Porte Bruto: 12,526 toneladas.
Gruas: 3X 30,00 toneladas.
Potência de Máquina: 3,640 kW (4,949 hp), 210,00 rpm. 1 hélice FP, 210,00 rpm.
Velocidade de Serviço: 13,30 nos.
Velocidade Máxima: 15,30 nos.
Nome Anterior: Antilles Vi (07/2007-07/2014).


 José Meneses e José Silva - Competente amarração da DGPTG.




Estreia do NRP "Figueira da Foz", em Santa Maria







© Copyright fotos: Mário Silva, Santa Maria.
O NRP "Figueira da Foz", da Marinha Portuguesa, estreou-se hoje no porto de Vila do Porto, Santa Maria, acontecimento registado pelo Amigo, Mário Silva. O navio cumpre a sua primeira missão de segurança e autoridade do Estado no mar dos Açores. Trata-se de um navio do tipo patrulha oceânico, de concepção e construção nacional. O NRP "Figueira da Foz", tem uma guarnição de 43 elementos (4 mulheres, incluindo o Imediato), com uma média de idades de 33 anos, comandada pelo Capitão-Tenente, Coelho Dias.
O Navio Patrulha Oceânico, "Figueira da Foz" foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 25 de novembro de 2013. Foi concebido como navio não combatente, e destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado e a realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição ou responsabilidade Nacional.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Presidente da Republica na celebração do 30º aniversário da Transinsular

© Copyright texto e foto: Presidência da República.
Discurso de Sua Exª o Sr. Presidente da República na celebração do 30º Aniversário da Transinsular

Gostaria de começar por felicitar a empresa Transinsular pelo seu 30º aniversário. Esta longevidade no setor da marinha de comércio portuguesa deve ser assinalada e saudada.

A Transinsular, operando com oito navios, é uma empresa líder no transporte naval e nos serviços de linha, e o grupo E.T.E., seu proprietário, é um exemplo da ligação de Portugal ao mar, bem como da resiliência necessária para manter uma empresa num setor de capital intensivo e margens reduzidas como é o dos transportes marítimos.

Felicito, por isso, os administradores, os acionistas e os trabalhadores da empresa, que, com a sua determinação e o seu esforço, mantêm viva a chama imemorial da armação de comércio portuguesa.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

O mar e a sua exploração sustentável para gerar crescimento e emprego na economia nacional são dos temas que mais tenho promovido na agenda pública nacional.

Falei do mar no meu discurso de posse, no primeiro mandato que exerci como Presidente da República. Homenageei a ligação de Portugal ao mar no dia inaugural do meu segundo mandato, com a visita ao navio hidrográfico Gago Coutinho e ao navio-escola Sagres.

Tenho acompanhado de perto a atividade de portos, de laboratórios de ciências do mar, de empresas de reparação naval e visitei, já este ano, o Instituto Hidrográfico. Recebi líderes internacionais dos assuntos do mar, promovi os novos usos dos oceanos e as indústrias da biotecnologia marinha, visitei os clusters marítimos de outros países e fui às Ilhas Selvagens, baluarte da imensidão do Atlântico português.

Hoje tenho a oportunidade de falar deste setor silencioso, no sentido em que dele pouco ou nada se diz, que é o setor dos transportes marítimos.

Tenho seguido o evoluir da agenda do mar em Portugal e constato, com regozijo, a atenção que o tema tem vindo a adquirir. No entanto, muito pouco se diz e se faz pela nossa marinha de comércio. Este silêncio é tanto mais estranho quanto, à escala europeia, os transportes marítimos se afirmam como uma das principais fileiras na economia do mar, gerando mais de 350 mil milhões de euros de volume de negócios.

A presente dimensão da nossa marinha de comércio é um pálido vestígio do que foi outrora, nos idos anos 70, em que, em tonelagem, figurávamos na lista das 15 maiores marinhas de comércio do mundo. Tal decadência parece incomodar poucos em Portugal, com exceção, talvez, dos agentes do setor.

Porque é importante a marinha de comércio para Portugal?

Porque dela depende toda uma série de indústrias que são determinantes para a vitalidade de um cluster do mar: a construção e reparação naval, as indústrias de material e equipamento náutico, a engenharia e o design industrial, as tecnologias e sistemas offshore, os serviços marítimos financeiros, jurídicos, de seguros e de classificação de navios.

Ora, sem esta massa crítica de empresas, de know-how, de serviços e produtos, que depende do setor dos transportes marítimos, não pode haver um verdadeiro cluster do mar e não pode um país considerar-se um país marítimo.

Não nos podemos resignar nem acomodar ao declínio da marinha de comércio nacional, tratando-o, além do mais, como um “não-assunto” da sociedade e da economia nacional. Após tempos de declínio, é possível voltar a emergir e a crescer.

A transformação da Lisnave numa das maiores indústrias de reparação naval do mundo foi algo que pude testemunhar quando a visitei em 2011, e deve servir de exemplo quando falamos de marinha de comércio.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Temos que reinventar o setor dos transportes marítimos. Desde logo, porque é cada vez mais um setor de futuro na Europa em que vivemos.

Três razões ponderosas concorrem para isso.

Em primeiro lugar, o avanço inexorável da globalização e da internacionalização das economias, que significa mais trocas comerciais, ou seja, o crescimento do comércio mundial, que, em 90 por cento do seu volume, viaja por mar. Serão necessários mais e maiores navios para enfrentar este desafio.

Em segundo lugar, a segurança energética europeia, que requer mais terminais de gás natural liquefeito, mais metaneiros para o transportar e mais navios tanques para o transporte de petróleo.

E, por último, o próprio paradigma europeu da sustentabilidade e da redução das emissões de efeito de estufa que quase impõe a utilização do navio, muito mais eficiente energeticamente do que o avião, o camião ou mesmo o comboio. Na Europa, o transporte marítimo de curta distância em navios, novos e mais amigos do ambiente, está a ganhar apoios e será cada vez mais uma realidade.

Para Portugal, um país que está longe das grandes áreas industrializadas da Europa, bem como dos seus centros de consumo, é a fachada atlântica que nos permite ligar a outros mercados e a outras regiões mundiais. Esta realidade é hoje tanto mais importante quanto queremos reorganizar a economia portuguesa e orientá-la para o crescimento das exportações e para a diversificação de mercados, nomeadamente para regiões não europeias.

Os transportes marítimos permitem-nos também depender menos dos países que temos de cruzar para chegar ao centro da Europa. Para Portugal, o único país europeu de média dimensão que tem fronteiras apenas com um Estado vizinho, a importância geoestratégica do mar deveria ser ainda mais evidente.

De referir, ainda, que a utilização mais intensa do transporte marítimo nos resguarda, de algum modo, do impacto das políticas ambientais europeias que, cada vez com mais exigência, condicionam o transporte rodoviário, e sobre o qual tendem a incidir custos acrescidos.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Dizem os especialistas que, para mudar a realidade do transporte marítimo nacional, é importante a adoção por Portugal da taxa de tonelagem que a União Europeia concede ao setor dos transportes marítimos. Sem isso, dificilmente reuniremos as condições necessárias para apoiar o crescimento de empresas do sector, que requerem uma estabilidade e previsão de longo prazo da política fiscal para realizar os seus investimentos na renovação da frota. É uma questão que merece ser ponderada.

Por outro lado, penso que seria útil promover um debate que envolvesse as empresas nacionais exportadoras e importadoras de matérias-primas para que compreendam a importância de apoiar a marinha de comércio nacional. Sem o apoio da indústria, dificilmente haverá transportes marítimos portugueses.

Neste dia, em que celebramos o 30º aniversário da empresa Transinsular, quero sublinhar que uma marinha de comércio portuguesa, em livre concorrência com as frotas internacionais, é um ativo estratégico fundamental para um país que se quer afirmar como uma economia exportadora vocacionada para o mar.

Muito obrigado.