© Copyright foto: Miguel Nóia, Faial.
N/M "Ponta do Sol", fundeado na Horta, ontem dia 14 de Outubro. Um registo do amigo Miguel Nóia.

Por várias ocasiões, e utilizando a fantástica ferramenta de promoção de tudo a que à temática marítimo-portuária diz respeito, que é este pro-activo Blog da Graciosa, temos apresentado propostas que pretendem ser um subsídio ao desenvolvimento da pouco aproveitada infraestrutura do porto da Praia da Vitória (ver aqui). No enorme leque de potencialidades que estão por desenvolver, destacamos o desenvolvimento prioritário de duas valências, uma com urgência e outra em desenvolvimento, a saber, o Cais de Cruzeiros da Ilha Terceira e o projecto COSTA (Gás Natural Liquefeito). O recente aumento na procura por parte de alguns operadores internacionais de navios de cruzeiro da Ilha Terceira como destino, criou grande pressão sobre a capacidade do porto, que embora esteja longe de estar esgotada não está vocacionada para este nicho de operações em particular. Lembremos que o nosso porto é "Multi-purpose", ou seja, não tem um cais dedicado apenas a contentores, ou granel, ou combustíveis, ou passageiros, ou carga geral, etc. Como a solução mais óbvia, que era transformar o cais P.O.L. para receber este tipo de navios, parece estar totalmente posta em causa pelas Forças Armadas Portuguesas e Americanas, isso desafia-nos para outra solução tão ou mais válida, que é a que aqui apresentamos. Esta solução apresenta várias vantagens evidentes, como seja, a facilidade e rapidez na construção, solução incomparavelmente menos onerosa ao erário público, criação de dois berços de amarração em vez de apenas um como seria o caso do P.O.L. ou do projecto megalómano de Angra do Heroísmo, possibilidade de receber os maiores paquetes da actualidade, baixo impacto ambiental, utilização de áreas desaproveitadas em termos portuários, valorização da orla marítima da baía da Praia da Vitória, integração em projectos camarários em desenvolvimento, potencialidade na criação de uma miríade de oportunidade de negócios e actividades relacionadas aos cruzeiros, criação de emprego directa e indirectamente com impacto na debilitada economia da Ilha Terceira, sendo estes alguns entre muitos outros. Esta solução necessita também da iniciativa privada, pois só os valorosos empreendedores têm a capacidade de, através da sua resiliência e "expertise", desenvolver este negócio de valor acrescentado. É ao que temos assistido noutras paragens, o estado cria e os privados desenvolvem valor, e é assim de deve ser. Esperamos pois por um empurrão que nos tire deste marasmo, empurrão que bem merecemos, a Ilha Terceira e os Açores. As marcações de paquetes para 2016 e 2017 já feitas deixa-nos muito apreensivos sobre a capacidade de resposta aos "monstros" que aí vem, se nada for feito. Este é já um jogo para meninos grandes, a incompetência e a falta de resposta paga-se bem caro, eles vão embora e o turismo de cruzeiros na Ilha Terceira morre, sem apelo nem agravo. As boas notícias correm depressa e as más mais ainda. Temos dito.
Segunda escala do ano do paquete ORIANA na Praia da Vitória, depois de nos ter visitado em Maio (ver aqui). Num perfeito e ameno dia de Outono, os 1794 passageiros tiveram a imprevista oportunidade de poder conhecer um pouco da nossa ilha, e principalmente da cidade da Praia da Vitória. Esta viagem enquadra-se num itinerário Ibérico de 15 dias, partindo de Southampton, passagem por Ponta Delgada, de onde veio, Funchal, Gibraltar, Cadiz, Lisboa, Vigo e regresso a Southampton.
O navio de nome "Veteran", assim se chama, havia sido lançado ao mar no dia 27 de Março do corrente ano. Foi projectado para servir em condições adversas nessa região, estando preparado para enfrentar gelo com espessura que varia entre 40 e 60 cm. Está previsto entrar ao serviço no decorrer deste ano, enquanto que um segundo navio, já entretanto lançado ao mar e baptizado de "Legionnaire", estará operacional em Fevereiro de 2016.