Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Possível alteração da logística de distribuição do cimento no grupo central









 Algum tempo atrás, publicava um post que pretendia explicar a logística da distribuição do cimento no grupo Central: A primeira fase consiste  na operação de descarga  do cimento, para os silos da Cimentaçor, situados no porto da Praia da Vitória,  depois o cimento é ensacado nas tradicionais sacas (e paletizado), ou  em big-bags, sendo então transferido para o caís concessionado aos TMG, que  fica junto à Cimentaçor. Posteriormente é embarcado nos seus navios que o distribuem pelas ilhas do grupo central, uma vez que têem a exclusividade desse serviço. Claro que existem excepções como foi o caso da importação pela Tecnovia-Açores de cimento da Turquia, ocorrida em 2010.
Esta logística  acima explicada, poderá estar em vias de ser alterada, pois consta que o cimento em big-bags, destinado ao grupo Central, poderá vir de Ponta Delgada, onde está situada uma fábrica da Cimentaçor, em detrimento do terminal da  Praia da Vitória.
A confirmar-se esta informação que vai circulando, o cimento em big-bags passará a ser distribuído no grupo Central a partir de Ponta Delgada pelos porta-contentores.
 (©) Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa e António Simas, Ponta Delgada.


3 comentários:

Victor disse...

Manuel, quando se falava que os combustiveis poderiam passar a ser distribuidos desde a P. da Vitória em vez de PDL através do "Chem Daisy" por uma questão de proximidade, interessante agora no cimento passar a fazer-se exactamente o inverso do que se pensou ser melhor para os combustiveis no futuro... Os TMG por seu lado concerteza irão sentir o decréscimo de carga.

Manuel disse...

Amigo Victor, exactamente, mas neste caso em S. Miguel existe uma fábrica de cimento, enquanto na Terceira um terminal que recebe e ensaca o cimento.
Contudo são notícias que se ouve, até já ouvi que poderá ser uma solução mais radical.
Veremos o que o futuro nos trás, mas obviamente que faz uma análise quanto a mim acertada!
Um Abraço,
Manuel

Victor disse...

Manuel, em termos de valor acrescentado para a região esta decisão até é boa. Resta saber se a fábrica em S. Miguel dará conta do recado (mesmo fora daqueles casos excepcionais como a importação da Turquia em 2010) e já agora a que preços. Concerteza para tomarem uma decisão dessas terão levado em linha de conta todos os factores.