Mostrar mensagens com a etiqueta Galeria fotográficas de Francisco Nunes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Galeria fotográficas de Francisco Nunes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Reflexão de um dia!!! A vida apaixonant​e de um marítimo



 Hoje, o dia foi um pouco diferente do habitual, navegamos com uma equipa Britânica de combate à pirataria, andamos hoje em exercícios e a termos formação para tal aparatos.
É um pouco estranho navegar pela primeira vez nestas águas, da primeira vez que aqui passei, estávamos todos preocupados e muito alarmados, desta vez as coisas estão um pouco distintas e já estamos um pouco mais relaxados, já temos mais confiança no profissionalismo destas empresas que nos acompanham…
Hoje o dia amanheceu a atingir os 40º, está muito calor e só me apetece comer fruta.
Tivemos hoje um clandestino a bordo, um passarito entrou todo desorientado na ponte de comando, pobrezitos, estava todo assustado, então agarrei o e pu-lo la fora, com certeza ficou agradecido, é intrigante como que um passarito tão pequenino viaja tanto, sem nunca parar, estamos a cerca de 100 milhas da costa e isto é só passaritos, parecem mosquitos, nuvens de mosquitos e são de tantas cores, tantos tamanho, tantas formas, uns redondinhos que parecem bolas com asitas e umas pernitas que parecem palitos, outros maiores e robustos que parecem galinhas voadoras haha, nos humanos necessitamos de um conjunto tão grande de aparatos para nos orientarmos e seguirmos para algum sitio e estes pequenos animais que julgamos n terem inteligência alguma, com uma batida de asas viajam quilómetros sobre agua sem ver nada nem mesmo terra, sem descansar, e vão viajando assim ao sabor do vento, a natureza é inacreditável e onde menos esperamos encontrar coisas distintas, elas aparecem…
Tem sido um dia diferente e igualmente entusiasmante, a partir de hoje começam os quartos dobrados de 6 horas, durante a próxima semana, vou andar mais cansado ainda, mas maravilhado d avida, com estas pequenas coisitas.
Estranhamente não se avista nenhum navio, pelo menos visível a olho nu, parece que navegamos sozinhos nesta imensidão azul, já não estava habituado a olhar para o horizonte e não o ver manchado de barras de aço, ou de algum tom acastanhado manchado pelas luzes artificialmente produzidas das nossas florestas de betão.
Vivemos num mundo politico, não digo civilizado porque, não o considero como tal, basta irmos a um país árabe e a nossa opinião transforma logo, são culturas diferentes, mas também tenho noção que essas culturas são essenciais para a diversidade económica do planeta em que vivemos, e são estas culturas (muito estranhas), que só nos fazem querer andar à pêra com eles (LITERALMENTE), PORQUE vêm para o navio aos gritos e tratam-nos super mal, só porque  o pais deles têm petróleo?? Mas que raio de mentalidade é aquela? Não sei, tratam-nos mal porque somos inferiores? Inferior em quê? Não sei, mas também não quero saber nem quero pensar nisso, mas país árabe, não me terá de férias muito facilmente, pelo menos é a opinião que ostento agora, o que não quer dizer que não possa muda-la, são ideias, vivências e experiências.
O ser humano é um ser social, assim definido, como ser politico, mas até que ponto isto será uma verdade? Não sei nem entendo nada daquilo que me rodeia, por mais que tentemos, nós não somos políticos nem civilizados, a não ser que o civismo seja feito com armas e a política seja feita com economia, em vez do diálogo.
As novas tecnologias a bordo como em qualquer outro lado, vieram para nos facilitar, mas até que ponto? Até que ponto será uma vantagem, aos poucos e poucos com o avanço do homem e da ciência vamo-nos tornando cada vez mais independentes dessas pequenas coisas, mais agarrados, mais comodista, será que isto é ser Humano?, ou será que estamos a transcender para uma evolução qualquer da qual eu não quero estar presente…
Quero poder olhar pela janela de casa e ver verde, e não um branco feito de betão, quero respirar ar puro, mas onde? Noutro planeta talvez, adoraria mostrar um dia aos meus filhos, alguns animais em meio selvagem, não em cativeiro, porque muitos deles só irão sobreviver em cativeiro, queria falar das calotes polares no presente e não no passado, não sei o dia de amanha, mas por agora eu não vivo pelo dinheiro, não escolhi ser marítimo pela parte económica, que fazendo bem as contas, será que somos mesmo bem pagos?, será que algum dinheiro vale estar longe da família? Será que paga? A mim nada me paga estar longe da minha família do meu irmão daqueles que amo, dos meus amigos, mas tenho compensações que não consigo demonstrar nem explicar, por exemplo eu nunca tinha visto a formação de uma nuvem, Cumolonimbos, já tinha sim visto esta nuvem e sabia um pouco como é que se formava, mas poder ver e presenciar um espectáculo escuro, que vai cobrindo os céus, CARREGADINHOOO DE ENERGIA, formado de uma forma muito simples, com um grande significado de instabilidade atmosférica, é sinal de mau tempo, não falo só de chuva, porque essa cai de FARTURA, falo também d evento, de tantos outros efeitos associados que provocam ondulação, vagas, e tantas outras coisas que maravilhadamente pude assistir, são coisas únicas que dificilmente eu poderia assistir através da janela de um escritório qualquer, e aqui posso assistir de camarote, porque é realmente um acontecimento simples da natureza, e estes acontecimentos não necessitam de ser pagos para serem observados, são espectáculos naturais que eu tenho o privilégio de ir assistindo por este pequeno mundo fora.
Sinto me como aquele passarito que entrou esvoaçando por aqui a dentro, feliz, contente, maravilhado da vida, talvez seja mesmo isto que me defina, um ser feliz, livre dentro dos seus pensamentos, alheio a coisas superficiais, e carregadinho de sonhos, como aquela nuvem estava carregadinha de energia...
LINDOOOOO
Estou feliz, apesar de a partir de hoje começar a trabalhar mais, vou poder ver o nascer do sol, que já não o vejo há algum tempo hehehe
Quanto à preparação do navio contra evasões de piratas, bem tem muita coisa que se lhe diga, uma mangueira jorrando água, mesmo com muita pressão, não vamos ser bestas e pensar que aquilo detém alguém movido por algo que não sei o que é, de fazer mal de roubar, de ganancia, o ser humano já demonstrou que pela ganancia é capaz de factos monstruosamente incríveis…Estas pequenas alterações que fazemos servem apenas para um efeito visual para que eles saibam que nós estamos de alguma forma preparados e que os estamos a ver, o resto entram as equipas armadas para o efeito, entre muitas outras coisas que fazemos como manobras de evasão e outros tipos de acções que podemos ir tomando a fim de evitar o pior cenário, mas os piratas já existem desde os tempos em que navegamos em Troncos de madeira, não é algo de novo, embora mais evoluídos e cheios de drogas naquelas cabeças, nós deste lado também estamos mais evoluídos e igualmente preparados, esperemos não avistar nenhum movimento suspeito, é melhor para ambos, aparte disso vamos nos juntar a um “comboio” Japonês, para atravessarmos em “grupo” estas águas com escolta militar, assim a coisa fica mais segura e a segurança é levada ao estremo, nenhum pirata se vai meter na boca do Lobo, pelo menos assim o esperamos.
(©) Copyrights texto e fotos: Francisco Diogo J. Nunes, aos 22 dias de Abril de 2012, N/T MONTESPERANZA, RED SEA.
(©) Copyrights foto: Group Ibaizabal

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A aventura "Montesperanza", e as cores dos dias

(©) Copyright foto: Group Ibaizabal
As cores que eu vejo todos os dias quando as nuvens não resolvem pôr-se á frente.
Esta é a vista do meu escritório, uma vista condicionada pelo infinito da imaginação, para lá daquela linha que separa o céu do Mar, fica tudo aquilo que quisermos, mas também ficam novos e adulterosos povos, de culturas distintas e tão inigualáveis, como um mundo tão pequeno se faz tão grande em determinadas aspectos.
Hoje, chegamos à entrada do lado do Mediterrâneo do canal do Suez, esta muito vento mas o tempo até que não está frio, é o contraste das noites anteriores em que o frio era abundante e o mar parecia engolir-nos de uma vez só, tudo virado do avesso, inclusive gavetas abertas e roupa pelo camarote todo, mas eu gosto deste tempo assim, chuva vento, da para pensar e reflectir sobre o que realmente queremos, andar no mar não é só pôr-do-sol e dias quentes e lindos, é uma profissão de muito trabalho, requer muita dedicação empenho, coragem, e é isso que me fascina, chegar ao fim do dia extenuado, cansadíssimo, mas sempre com aquele sorriso patético no rosto, eu sou feliz com aquelas pequenas coisas que me rodeiam, aquelas pequenas coisas que ninguém olha, ou que ninguém da valor, essas mesmas coisas fazem-me sorrir, porque me fazem lembrar a cada dia que estou vivo e que amanha será mais um novo dia cheio de aventuras e desafios.
Os dias aqui tornam-se curtos com tanta coisa que há para fazer/aprender, é super entusiasmante e viciante, pelo menos para mim é.
Sorrio todos os dias de manhã, por vezes não tenho coragem de ir dormir, com tantas coisas bonitas que se passam ao meu redor, não quero perder nada, mas também sei que tenho de descansar se no próximo dia quero estar a 300% .
Passei por muitas coisas más enquanto andei por terras Lusas, nunca pensei que os Portugueses conseguissem ser assim tão maus e tão egoístas, o pior inimigo que temos no nosso País, somos nós próprios, morremos pelo nosso próprio egoísmo, não queremos saber da nossa vida, mas queremos saber da vida do vizinho, é incrivelmente triste, mas de tudo ficaram coisas boas e recordações que nunca serão apagadas da minha mente, quanto a esquecer algumas coisas, com o tempo tudo se esquece mas perdoar, isso já é outra conversa…Aqui sou feliz e vou aproveitando cada bocadinho ao máximo, todos os minutos parecem segundos as horas segundos, sou relaxado e muito calmo, mas sei que o que faço, faço bem, aqui o comandante tem uma frase que dedicou a mim, "antigamente eram navios de pau com gente de aço, hoje em dia são navios de aço com pessoas de pau, e "tu" és um Homem dos de antigamente, és de aço"...
Hoje passa-se um dia um pouco estranho, o comandante vai desembarcar, o seu relevo já cá navega, é um outro comandante "antigo", muito boa pessoa, mas é sempre estranho ver alguém ir embora, ainda para mais uma pessoa que está com todos nós desde o inicio, fomos a primeira tripulação deste navio todos juntos, começamos todos do zero, e fomos aprendendo a explorar as coisas todos juntos e a cada coisa que um descobria, passava a voz aos outros, é uma experiência única, e decerto deixará saudades, não posso deixar de comentar o seu rosto, a sua face, hoje está um pouco feliz, pois vai ter com a sua família, mas lá no fundo o seu olhar nostálgico, aquele olhar carinhoso de "pai" quando olha para o navio, para as pequenas coisas, as cores do navio, as fotos que temos do navio, certamente irá sentir saudades, um navio é um ente querido para aqueles que nele navegam, e para este comandante, decerto que é muito especial, pois viu o navio crescer desde um pequeno pedaço de chapa, até esta magnifica besta dos mares, gostaria de lhe agradecer a ajuda que me deu e a paciência por eu não falar espanhol, mas rimo-nos muito com os disparates que eu vou dizendo e que consequentemente ele também ia dizendo tentando falar Português, e o meu espanhol já está quase a 90% heheh (dominadíssimo), eles também tentam falar português, é bom, é engraçado sinto-me acarinhado e "Bien Venido" como eles dizem, é uma sensação boa sentir-me bem onde estou, visto que nestes últimos anos, cada tiro cada melro, a começar pelas minhas lides em terras Lusas, um Abraço e bons mares e bons ventos que tudo lhe corra pelo melhor e que nossos rumos um dia se voltem a cruzar, Captain, José Javier Saez.
Seguimos viagem, estamos fundeados a aguardar informações para nos juntarmos ao comboio para transitarmos o canal do Suez, em principio está prevista para as 0000 hora local, assim de manhã estamos já do outro lado com a equipa MAST, e a preparar o navio para as questões de pirataria, serão dias complicados, são sempre complicados transitar nestas águas, mas estaremos bem preparados, e sob o comando de mais um velho lobo do mar, muito experimentado, que por curiosidade também já esteve na Madeira, e Adorou, é Bom ouvir falar bem da nossa terrinha, mesmo que os nossos próprios patrícios não falem e só deitem abaixo, eu AMO a terra onde nasci e tive o privilegio de crescer, sim digo privilegio pois tenho os melhores pais do mundo, alguns dos melhores tios do mundo e os melhores amigos do mundo, isto claro incluindo o meu avo Zé Maria, e a minha avó Marta.
(©) Copyright texto e fotos: Francisco Diogo Jesus Nunes, N/T "Montesperanza"
Se hoje em dia eu estou onde estou e sou aquilo que sou, devo totalmente aos meus pais (família), que são pessoas extraordinárias com valores igualmente incríveis, pessoas lutadoras, tenho orgulho da árvore que deu esta sementinha que sou eu, e deles nunca me esqueço nem mesmo quando estou cruzando os oceanos em direcção ao outro lado do Mundo, são meus, são meus pais, são meus amigos, os meus pais são os meus melhores amigos, sei que tudo na minha vida poderá mudar, até o céu ficar cor de rosa as bolinhas pretas, mas eles nunca deixarão de ser os meus pais, e eu amo-os muito por terem me ensinado tudo o que sei e a ser tudo aquilo que eu sou, hoje, e sempre o serei, uma pessoa simples com um coração do tamanho do mundo, a eles tudo isto devo, e muito, muito mais...

terça-feira, 27 de março de 2012

Quantas cores o mundo tem?




 Já alguma vez te perguntaram quantas cores o mundo tem? Quantas direcções o vento trás?
Já alguma vez olhaste para lá do horizonte?
Sabes o quanto o azul do mar consegue ser profundo? Quantos tipos de azul existem?
E as aves? Sabes quantas aves viajam em redor do planeta?
São questões que muitas vezes nos vêem à cabeça sem sabermos o porquê de as termos, mas de tantas outras coisas que não sabemos, existem pequenas coisas que nos cativam a mente fazendo-nos sonhar...
Há algum tempo atrás, numa noite um pouco fria, mas por sinal agradável, um menino numa janela espreitava o reflexo que a lua fazia no rio Tejo, sua janela com vista privilegiada sobre as calmas águas de tom esverdeado, por vezes azulado, permitia aquele menino de olhos brilhantemente atentos vislumbrar o movimento das silhuetas dos navios que por ali iam passando, o vento soprava lentamente de Sudoeste, o que conferia uma noite peculiar, as nuvens corriam para Norte, e apresentava-se no horizonte uma linha escura de Borrasca, era a chuva caminhando a passos largos com destino a Paço de arcos, lugar onde o menino da janela respirava o ar "puro" trazido pelo rio Tejo. Seus olhos estavam postos numas nuvens estranhas que apareceram no horizonte, era um veleiro, daqueles que fascinam os mais novos, lugar de sonho composto de aço e tecido, são navios fascinantes pois são como aves migratórias, viajam o mundo cruzando atlânticos ao sabor do vento.
São jóias raras que hoje em dia só quase que existem nos vídeos e na mente daqueles que as idealizam. Hoje em dia, donzelas destas feitas de aço, com marinheiros de pau, há muito anos seria o contrário, navios de madeira com homens de aço, são gerações passadas que deram lugar ao conhecimento de uma nação que depende inteiramente do transporte marítimo.
Pummmmm, e começa a chover, está na hora de fechar a janela, pois a chuva quando ali caia, caia com muita força, e já se fazia tarde.
Todas as noites e a todos os bocadinhos disponíveis, aquele menino olhava para o rio, com um ar melancólico, queria ser como aqueles bravos que com suas mãos fazem ao outro lado do mundo chegar bens e pessoas, nos navios por eles governados. Naquela janela o menino sorria, e por vezes as suas lágrimas eram levadas pelo vento para outros sítios.
Sentia falta de algo, sentia falta do sabor do vento em seus cabelos, dos dias brilhantes e das noites escuras.
A janela foi cada vez se tornando um palco mais visitado por aquele menino. Num belo dia, estudando pela manhã, empoleirado na janela, aqueles olhinhos brilhavam de uma maneira única, havia chegado a recta final da sua jornada, era dia de apresentar o tão trabalhoso, trabalho final. Havia chegado aquele momento pelo qual aquele coraçãozinho bateu durante anos, o momento em que seria livre de voar para outros destinos como uma andorinha.
Trabalho apresentado, e sensação estranha trazia aquele menino no peito, ao mesmo tempo um alívio imenso, mas uma tristeza no seu olhar. Estava na hora de fazer as malas e abandonar aquele lugar onde esteve durante 3 anos. 3 anos na vida de um adulto não é uma coisa "gigantesca" mas para aquele menino foram 3 anos de puras vivências e aprendizagem continua, vi coisas únicas em pessoas maravilhosas, conheceu lugares fantásticos, mas o melhor de tudo foi ter conseguido viajar para lá dos seus sonhos, conseguiu sair daquela janela e veio para a rua...
De olhos aguados e de malas ao peito, ao aeroporto se fazia, de madrugada tudo fechado, o muro saltava de malas caídas ao chão, estava livre, não só livre de ideias mas também livre de afazeres, pelo menos voltava a sonhar com ar puro...
Paço d'arcos ficou para trás com gentes únicas e odores característicos, gravados estão no seu coraçãozinho aqueles que um dia fizeram parte da sua vida e que por um momento, um pequeno instante, fizeram rasgar o seu rosto com um sorriso. Muitas coisas haviam-se passado naqueles 3 anos, as coisas boas ficam gravadas para sempre, enquanto que as coisas menos boas tendem a cair no esquecimento.
Hoje aquele menino já é mais crescido e anda a cruzar os oceanos, desta vez não num veleiro mas num navio a Sério, de nome MONTESPERANZA, combina com aquilo que o move, a paixão o amor, a esperança de algum dia...
"Estou feliz aqui fazendo aquilo que mais amo na vida, andar atrás do horizonte, desconhecia, embora que imagina-se, que o mundo tivesse tantas cores, tantos feitios, que as pessoas fossem tão distintas ao "virar" da esquina, aprendi que com coragem e audácia tudo pode ser feito e alcançado, apenas temos de fechar os olhos e nem que seja por um breve momento sonhar, mas sonhar com quê? Com aquilo que esta para lá do horizonte, nem todos os horizontes na vida são feitos de linhas que separam o céu do mar, todos nós temos horizontes, há quem os chame de metas, objectivos, o meu horizonte simplesmente é sentir o vento bater –me na cara e aquele sorriso rasgar-me o rosto.
(©) Copyright texto e fotos: Francisco Nunes, N/T "Montesperanza".