Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO
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sábado, 25 de abril de 2015

Manobras militares no porto da Graciosa no âmbito do Exercício "Açor 15"



© Copyright fotos e vídeo: Emanuel Sousa, Graciosa.
O Comando Operacional dos Açores (COA), promoveu um exercício militar, envolvendo os três ramos das forças-armadas denominado de, "Açor 15", tendo este decorrido nas ilhas, Graciosa, Santa Maria, S. Miguel e Terceira. O referido exercício visou preparar as forças para futuras acções quer sejam do âmbito militar,  da protecção civil ou outras acções de carácter publico.
As fotos e vídeo apresentados dizem respeito ao dia de ontem,  com a intervenção do helicóptero EH-101 Merlin, e da corveta, "Jacinto Cândido".
Artigo relacionado  Exercício "Açor 111" (Ver Aqui).







terça-feira, 17 de março de 2015

NRP "Jacinto Cândido", visitou ontem o porto da Graciosa


© Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.
 A corveta, "Jacinto Cândido", está actualmente a cumprir a sua missão de segurança e autoridade do Estado no mar nos Açores, atracou ontem no porto da Graciosa, para uma curta visita.
Esta corveta é o segundo da série de seis navios da classe "João Coutinho", foi construída nos estaleiros da BLOM & VOSS AG, em Hamburgo, na Alemanha, sob planos de concepção inteiramente nacionais, entrou ao serviço da Armada Portuguesa no dia 16 de Junho de 1970.
É sempre com prazer, que o porto da Graciosa, recebe uma visita de um navio da Marinha Portuguesa, mas esta corveta, em particular, está ligada pelo nome do seu Patrono ( ilustre terceirense) e história, directamente aos Açores, pois este navio encontrava-se em missão nos Açores em Janeiro de 1980, tendo prestado serviços de grande valia no apoio ás populações por ocasião do sismo de 01 de Janeiro de 1980, fruto disso, foi autorizada em 13 de Maio de 1981 a usar a medalha de ouro de serviços distintos.


Patrono
Conselheiro Jacinto Cândido da Silva

"Nasceu em Angra do Heroísmo, Açores, em 30 de Novembro de 1857.
Fez os seus estudos superiores em Coimbra, onde foi um aluno distinto, tendo-se formado em Direito.
Depois de ter praticado advocacia em Lisboa, regressou a Angra para ocupar um lugar de professor no liceu local.
Eleito, em 1886, deputado pelos Açores, vem para Lisboa a fim de tomar parte nos trabalhos parlamentares, tendo deste modo ingressado na vida política, onde se haveria de revelar como grande orador. Fundou o Partido Nacionalista, de que foi chefe, e foi conselheiro de Estado.
Na sequência da sua vida política foi nomeado ministro da Marinha e do Ultramar em 26-11-1895, pasta que orientou até 07-02-1897.
Como ministro da Marinha, tornou-se célebre mercê do seu plano para a renovação da Armada, principalmente ao fazer publicar verbas para a construção (quase simultânea) de quatro cruzadores - o "D. Carlos", em estaleiros ingleses; o "S. Gabriel" e o "S. Rafael"; em estaleiros franceses, e o "D. Amélia" no nosso Arsenal da Marinha. A construção deste último navio constituiu uma vitória para a indústria naval portuguesa do tempo.
Deste modo se formou a nossa 1ª (e única!) força de cruzadores, que além daqueles quatro navios reuniu ainda o remoçado e reconstruído "Vasco da Gama" e também o "Adamastor", este adquirido com o resultado da subscrição pública nacional, após o ultimato inglês de 1891.
Outros problemas da Armada, como a instrução do pessoal e a adaptação das infra-estruturas navais às exigências da sua "nova Marinha", merecem, igualmente, a Jacinto Cândido, cuidados especiais.
Pelo casamento, a sua vida ficou ligada a Penamacor, cujo povo não esqueceu, erigindo-lhe no Jardim Público um busto em bronze.
Faleceu em Lisboa, em 26 de Fevereiro de 1926."
(©) Copyright texto biográfico e foto: Marinha Portuguesa.
Fonte: Marinha Portuguesa.







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Estreia do NRP "Figueira da Foz", em Santa Maria







© Copyright fotos: Mário Silva, Santa Maria.
O NRP "Figueira da Foz", da Marinha Portuguesa, estreou-se hoje no porto de Vila do Porto, Santa Maria, acontecimento registado pelo Amigo, Mário Silva. O navio cumpre a sua primeira missão de segurança e autoridade do Estado no mar dos Açores. Trata-se de um navio do tipo patrulha oceânico, de concepção e construção nacional. O NRP "Figueira da Foz", tem uma guarnição de 43 elementos (4 mulheres, incluindo o Imediato), com uma média de idades de 33 anos, comandada pelo Capitão-Tenente, Coelho Dias.
O Navio Patrulha Oceânico, "Figueira da Foz" foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 25 de novembro de 2013. Foi concebido como navio não combatente, e destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado e a realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição ou responsabilidade Nacional.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

NRP "Figueira da Foz", em Angra do Heroísmo




© Copyright fotos e vídeo: João Mendonça, Angra Heroísmo.
Usando as palavras do meu Amigo, João Mendonça, autor destas belas fotos, ontem foi "Dia de São Vapor", no Porto das Pipas em Angra do Heroísmo, pois aportou (pela primeira vez, acho eu)o NRP Figueira da Foz. (Em breve vídeo)


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Estreia do NRP "Figueira da Foz", no porto da Graciosa













 © Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.
O NRP "Figueira da Foz", da Marinha Portuguesa, estreou-se hoje no porto da Graciosa, tendo dado entrada ás 8:30 horas e zarpou ás 14 horas. O navio cumpre a sua primeira missão de segurança e autoridade do Estado no mar dos Açores. Trata-se de um navio do tipo patrulha oceânico, de concepção e construção nacional. O NRP "Figueira da Foz", tem uma guarnição de 43 elementos (4 mulheres, incluindo o Imediato), com uma média de idades de 33 anos, comandada pelo Capitão-Tenente, Coelho Dias.
O Navio Patrulha Oceânico, "Figueira da Foz" foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 25 de novembro de 2013. Foi concebido como navio não combatente, e destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado e a realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição ou responsabilidade Nacional.
© Copyright texto e dados técnicos: Marinha Portuguesa.
CARACTERÍSTICAS
Deslocamento 1850t
Comprimento 83,1m
Boca Máxima 12,95m
Calado 3,82m
PROPULSÃO
​Velocidade Máxima 21nós​

ARMAMENTO
1 Peça de artilharia Marlin 30 mm
1 Sensor Eletro-ótico SAGEM/VIGY
2 Radares de navegação KH Manta2000
Lançamento à água: 01-Out-2005
Aumentado ao efetivo: 25-Nov-2013

FACTOS
Navio particularmente vocacionados para atuar na zona económica exclusiva nacional desenvolvendo as seguintes tarefas:
-Busca e salvamento Marítimo;
-Fiscalização da pesca;
-Controlo dos esquemas de separação de tráfego;
-Prevenção e combate à poluição marinha;
-Prevenção e combate a atividades ilegais como o narcotráfico, imigração ilegal, tráfico de armas e outros ilícitos, em colaboração com outras autoridades nacionais.

Para além das tarefas referidas, estes navios têm capacidade para cooperar em:
-Operações militares de baixa intensidade;
-Ações decorrentes da promulgação do estado de sítio ou emergência;
-Apoio humanitário na sequência de desastre natural;
-Patrulha das águas territoriais e áreas críticas visando a manutenção da liberdade de utilização das águas e portos nacionais;
-Efetuar lançamento de minas em campos defensivos;
-Efetuar o transporte de forças militares de pequena dimensão.
PATRONO
Embora a elevação a cidade remonte aos finais do século XIX, as origens de Figueira da Foz remontam à pré-história. A sua situação estratégica e privilegiada, as margens do rico estuário e extensas praias levaram ao longo da história à fixação de numerosas civilizações que se dedicaram essencialmente ao comércio e à pesca.

A população foi fundada no século XI pelos serviços da Sé de Coimbra, desde então foi crescendo de forma constante tendo feito parte do reino suevo e mais tarde, foi conquistada aos mouros aquando a conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064. No decorrer do século XVI a população é assolada pelos constantes ataques piratas, foi então quando se mandou construir o Forte de Santa Catarina para a defesa da zona.

A grande dinâmica e riqueza produzida pelo seu porto fazem com que no princípio do século XVIII se verifique um incremento demográfico significativo, elevando-se à categoria de vila no ano de 1771, no reinado de D. José.

No início do Séc. XIX, o desenvolvimento da construção naval, o aumento do tráfego no porto motivado pela transferência do tráfego mercantil de Aveiro, devido ao assoreamento do seu porto, o acréscimo de banhistas e veraneantes, levou ao rápido crescimento do número de moradores (a população quase duplicou). O progresso foi tal que a 20 de setembro de 1882 foi elevada à categoria de cidade, reinava D. Luís I.

Nota: No cumprimento de uma promessa, dedico este post à memória do meu Amigo EN,  e aos seus colegas dos ex-ENVC, que construíram o NRP "Viana do Castelo", e o NRP "Figueira da Foz".