Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Açores querem tratamento prioritário no Porto de Leixões para os navios que abastecem o arquipélago


Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga.
O Secretário Regional do Turismo e Transportes reivindicou ao Governo da República um tratamento prioritário no Porto de Leixões para todos os barcos com origem e destino nos Açores, como forma de minimizar os efeitos da greve dos estivadores no Porto de Lisboa.
 Vítor Fraga, numa carta enviada quinta-feira ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, solicita que “sejam dadas indicações à autoridade portuária do Porto de Leixões para que todos os barcos que têm origem e destino nos Açores tenham prioridade no tratamento da carga e no atendimento, fugindo assim aos constrangimentos existentes no Porto de Lisboa”.
 Nesta carta, o Secretário Regional alerta Álvaro Santos Pereira para as consequências da greve de estivadores do Porto de Lisboa na economia açoriana, fortemente dependente do abastecimento por via marítima.
 Vítor Fraga salienta ainda que, sendo previsível “que possa haver um agravamento da situação no Porto de Lisboa”, torna-se necessário que “o Governo da República atue", no sentido de se conseguir "uma solução que permita satisfazer os interesses da economia açoriana”.
 Nesse sentido, afirma que os Açores não estão disponíveis para assumir "os custos inerentes à resolução de um problema a que o Governo dos Açores é alheio e que cabe ao Governo da República resolver”.
 O Secretário Regional do Turismo e Transportes solicitou ainda ao ministro da Economia a verificação da legalidade da taxa de greve que os transportadores passaram a aplicar desde quinta-feira e que consiste na cobrança de 50 euros por cada contentor de 20 pés e 100 euros por contentor de 40 pés com origem em Lisboa, dado que esta taxa é “extremamente gravosa para as empresas açorianas”.
 Para Vítor Fraga, “não são as empresas açorianas que têm que pagar os custos inerentes a uma situação à qual são alheias”, defendendo que cabe ao Governo da República “resolver o problema que tem com os estivadores do Porto de Lisboa”.
 O governante açoriano alertou novamente Álvaro Santos Pereira para o “sistemático incumprimento dos serviços mínimos”, solicitando que o Ministério da Economia “assuma um papel importante no sentido de garantir o cumprimento destes serviços, porque não estão a ser cumpridos”. 
Vítor Fraga espera uma rápida resposta do ministro, uma vez que “a situação atual é insustentável” e a cada dia que passa é ainda mais agravada, perturbando fortemente a economia açoriana.
 (©) Copyright texto e 1ª foto: Gacs.
(©) Copyright fotos, 2ª, 3ª e 4ª: José Modesto, Leixões.

2 comentários:

Victor disse...

A Madeira devia pensar exigir o mesmo. As regiões autónomas não têm nada que ficar dependentes das brincadeiras que aqueles sindicatos andam a fazer em Lisboa. E é de pensar já em linhas alternativas para Vigo e Cádiz como alguns defendem sim senhor. Aliás isso já devia estar em prática.

Manuel disse...

Amigo Victor, como portuário e ainda por cima de um pequenito porto, não me sinto à vontade para falar sobre esta greve, além disso nem mesmo quando fiz greve se aqui falei do assunto.
Obviamente que não queria que tudo tivesse corrido da forma como correu, resta-me respeitar os colegas da estiva dos portos em causa.

Gostava que tudo isto ficasse resolvido o mais breve possivel, quanto a sindicatos, vou falar apenas no meu, ou melhor, o meu ... hum é melhor tá calado, não gosto de quem me despreza!

Um Abraço
Manuel