Domingo, 18 de Setembro de 2011

N/T "Maersk Rhode Island" no terminal P.O.L. - Praia da Vitória

O N/T "Maersk Rhode Island", operou no porto da Praia da Vitória, no dia 1 e 2 de Setembro, tendo atracado no terminal P.O.L., conhecido como o caís dos americanos.
Este terminal é utilizado quase exclusivamente pelos navios tanque que abastecem o parque de combustiveis afecto ao destacamento norte-americano estacionado na Base das Lajes.
Nome: Maersk Rhode Island
IMO: 9236975
Ind Chamada: WADX
Porto de registo: Norfolk
Bandeira: E.U.A.
Ano: 2002
Estaleiro: Guangzhou , casco 013001
D.W.T.: 34 801 tons
T.A.B.: 22 184 tons
T.A.L.: 9438 tons
Comprimento: 171 mts
Boca: 27,42 mts
Calado: 11,81 mts
Potência da máquina : 8 264 hp
Velocidade: 14, 5 nós
Operador: Maersk Line Ltd.
(©) Copyrights fotos: 1ª a 3ª e 5ª a 7ª, João M. B. Mendonça, Praia da Vitória.
(©) Copyrights fotos: 4ª,8ª,9ª e 10ª, MM Bettencourt, Praia da Vitória.

10 comentarios:

Bruno Rodrigues disse...

Ao ver esta noticia, deparei-me com as características do navio e chamou-me à atenção o calado do mesmo: praticamente 12 metros.

Isto para trazer novamente à baila o cais de cruzeiros da ilha Terceira, que devia ficar localizado aqui. Até o Queen Mary 2, navio de cruzeiros com mais calado em actividade, poderia atracar aqui (tal não é possível nas Portas do Mar, apenas no Porto Comercial, não será possível na Horta no Cais Norte).

Neste local da Praia da Vitória os turistas teriam acesso pedonal ao centro da cidade, continuava a ser rentável para as companhias de cruzeiros (e para as empresas locais de turismo, transportes, taxistas, etc) efectuar excursões a Angra do Heroísmo e dava-se nova vida a esta zona da Praia da Vitória, com um investimento (a meu ver) reduzido, se comparado com os investimentos feitos em Ponta Delgada e em curso na Horta, com o alargamento dos pontões existentes, construção de um pequeno terminal e outras estruturas básicas. A nível de comprimento, não sei que comprimento máximo poderão ter os pontões (talvez o amigo Manuel saiba), mas com vista para o futuro, 360 seria óptimo.

Seria possível negociar tudo isto com os Americanos (a sua saída definitiva deste local, ou abertura deste local condicionada para o turismo de cruzeiros)?

Cumprimentos,

BERMAXO disse...

Muy buen trabajo fotografico saludos

Manuel disse...

Boas Bermaxo e Bruno, deixo um link para um post anterior que poderá ajudar à tua ideia.Quanto à cota de fundo aqui no POL é de -11 e o navio entrou com um calado de 10,5, mas se tiver errado o amigo Rui deve me corrigir.

http://oportodagraciosa.blogspot.com/2010/11/pontencialidades-do-porto-da-praia-da.html

Um Abraço
Manuel

Rui Carvalho disse...

Caros Amigos

O calado máximo para o cais POL é de 10.34 mts a qualquer maré.
O pé de piloto estipulado rondará cerca de 1 metro.
Aguardamos à longos anos uma sondagem oficial e certificada que permita redefinir os calados máximos, se é que se possam redefinir.
No entanto penso que seria fácil e barato adquirir 12 metros em toda a extensão do quebra-mar norte.

Abraço

Rui

FranciscoM disse...

Caro Bruno, entendo o que dizes, contundo creio que desvalorizas alguns factos.

1º-Angra é muito mais atractiva que a Praia. Todos os navios que têm a possibilidade de atracar no porto das Pipas acabam por fazê-lo em vez da PV. Se empresas como a Zeco, Hapag, Sea Cloud o fazem, por alguma razão é. Será lógico então pensar que essas empresas deixariam d o fazer com um cais de cruzeiro na PV ? Não creio...

2º- Pegando no que acima foi escrito, com um cais na PV e o principal interesse em Angra, naturalmente que aumentam as necessidades de transporte entre as duas cidades. Se pensarmos em navios com 3000 pessoas a atracar na PV, como se vai proceder ao transporte até a Angra ? Naturalmente que n há capacidade em taxis ou autocarros para transportar tante gente.Relembro o relato do capitão da Saga que pediu todos os autocarros disponíveis na ilha. E estamos a falar de 600 passageiros.

Sinceramente n consigo perceber o que se ganharia em construir um cais na PV em vez de Angra. Só razões técnicas o podem justificar, pq de resto não vejo a lógica. Os passageiros ficariam afastados do maior ponto de interesse, sem possibilidade de transporte, muitas das pequenas companhias continuariam a optar pelas pipas,etc

Assim faz-se um obra numa cidade esquecida, que está virada de costas para o mar. Uma cidade que é um destino muito bom para este tipo de turismo.

simão bessa disse...

Amigo Manuel bonitas fotos!
Também pude registar este grande navio!
Se quiseres envio-te algumas fotos!
Abraço!
Simão

Rui Carvalho disse...

Caros Amigos

Se oferecermos os autocarros de graça a todos os paquetes, o que não foge da verdade actual, isto durante os próximos 100 anos (sem grande exagero) será mais barato do que construir um porto (não apenas o cais como em Ponta Delgada ou Praia da Vitória).
Os valores da obra são astronómicos e só ao alcance de países ricos.
Seria de loucos !!!
Além do mais que não serviria para nada mais do que paquetes.
Os preços marginais de manutenção seriam insuportáveis para a Administração Portuária, e que assim se veria obrigada ao inevitável aumento das tarifas portuárias.
As taxas para paquetes são apenas 10% do valor dos restantes navios.
Não sendo um cais de fim e de princípio de cruzeiros não haverá um valor acrescentado à economia regional que ficaria literalmente a ver navios.
Os paquetes são muito giros de ver e fotografar, mas os donos dos paquetes fazem tudo para que o dinheiro dos passageiros fique a bordo, é a vida. Do mesmo modo procuram sempre pagar o menos possível.
Aceitar um negócio destes só para pessoas mal informadas ou para tolinhos.
O que nós realmente queremos é prestar serviços de valor acrescentado não pagar e gastar dinheiro para esses "totós" cá virem passar um horitas, se não os "totós" somos nós.
NÃO SEJAMOS TOTÓS nem OTÁRIOS.

Abraço

ErrE

Manuel disse...

Boas Amigos, Simão, Rui e Francisco, sou de opinião que devemos potencializar as infraestruturas existentes pois afinal não somos um País nem uma região rica.
Nesse sentido sou da opinião que deviamos centralizar a actividade portuária aqui na Praia da Vitória, que tem como explicado no post " As potencialidades do porto da Praia da Vitória", muitas hipoteses de crescimento sem enormes investimentos.

Vamos ter como exemplo a ilha de Tenerife, quantos habitantes ? quantos portos? qual a distancia entre eles? acho qe um País pobre não pode fazer um porto a cada 25 ou 40 kms de distancia, esta é a minha opinião mas respeito as diferentes

Um Abraço para todos
Manuel

FranciscoM disse...

Caro Rui, para si um escala de cruzeiros não dá lucro ?

Então viagens de avião, aeroportos,hotelaria,comercio, transportes não beneficiam ?

E os que decidem visitar a região para férias depois do primeiro contacto?

Todos os grandes paises estão a investir nesse mercado. Veja-se o caso de Copenhaga ou Hamburgo:

http://www.hamburgcruisecenter.eu/en/content/topping-out-ceremony-cruise-terminal-altona

Rui Carvalho disse...

Caro Francisco

Qualquer das cidades que referiu não necessitam de construir novos portos, apenas aproveitam a infraestrutura existente.
Gastar 150 milhões de euros (avaliação por baixo) para construir um porto em Angra do Heroísmo dá direito a "fusilamento" pela TROIKA.
Em termos comparativos o orçamento para a Câmara de Angra do Heroísmo é de 40 milhões de euros.

Abraço

Rui