Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

terça-feira, 11 de setembro de 2012

"Express Santorini", despede-se das Flores






O N/F "Express Santorini", efectuou no último fim de semana a última escala na ilha das Flores no âmbito da operação ferry-2012, da responsabilidade da Atlânticoline. A operação deste ano no porto das Lajes, fica marcada pela entrada em funcionamento da rampa ro-ro recentemente construída, continuo a ter o sonho de um dia ver estas rampas se tornarem verdadeiros "pilares" de uma "ponte" inter-ilhas, que assegure a todas as ilhas a igual possibilidade de livremente escolher de onde importar e para onde exportar, acredito convictamente que só essa liberdade e qualidade de transporte poderá ser um motor de desenvolvimento regional, assumindo os Açores como um  Todo. 
Não seria justo falar da viagem ás Flores sem falar da ilha do Corvo, pois a ligação da Atlânticoline não termina aqui, prossegue com a lancha "Ariel" na ligação com o Corvo, ligação que se mantém todo o ano.
(©) Copyright fotos: Miguel Nóia, Flores

Lancha "Ariel", propriedade da Atlânticoline, construída nos Estaleiros Navais de Peniche

2 comentários:

João Bettencourt Mendonça disse...

Este ano seria o ano ideal para manter experimentalmente este navio a navegar nos Açores durante o inverno, já que a maioria das rampas RO-RO já estão construídas e as que faltam estão quase prontas.

Será que ainda vamos a tempo???

Um abraço
João

Manuel disse...

Amigo João, nem vale a pena pensar nisso basta olhar para a sazonalidade dos próximos anos para perceber que não querem os ferrys todo o ano. Tenho lido algumas coisas sobre o novo concurso, mas ainda não li sobre a vontade de implementar um serviço ferry anual, Porquê?
Porque o serviço ferry todo o ano, com carga rodada, levaria a uma revolução. Mas parece-me que muitos não a querem, quando digo muitos quero dizer os que perderiam carga para este serviço.
A culpa não é da Atlânticoline, mas sim dos políticos que idealizam o serviço, mas óbviamente que são pressionados pelos interesses na área dos transportes, assim sendo vamos continuar a ter alguns sistemas dignos do 4º mundo, uma vergonha!
Um Abraço
Manuel