Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Ministério da Defesa pediu ao Governo dos Açores para interceder no caso do concurso público lançado pela empresa Atlânticoline para a construção de dois ferries

O Ministério da Defesa pediu ao Governo dos Açores para interceder no caso do concurso público lançado pela empresa Atlânticoline para a construção de dois ferries porque os critérios excluem os estaleiros de Viana do Castelo e qualquer empresa nacional.
“Num procedimento que infelizmente é já recorrente, a empresa Atlânticoline, SA repete o lançamento de concursos para a construção de navios cujos requisitos inviabilizam, pura e simplesmente, a possibilidade de os ENVC [Estaleiros Navais de Viana do castelo], mas também de qualquer empresa nacional, a eles concorrer", lê-se num carta dirigida ao secretário Regional da Economia, Vasco Cordeiro, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Paulo Braga Lino, a que a agência Lusa teve acesso.
Paulo Braga Lino invoca o "difícil momento que o país e as suas empresas atravessam", a situação dos ENVC e "o interesse nacional e regional" para solicitar a intervenção do Governo açoriano.
"Certo de que acompanhará a preocupação que aqui expresso, solicito a V. Exª sejam desenvolvidas as iniciativas entendidas por convenientes, que permitam eliminar a restrição, a nosso ver injustamente, introduzida nestes concursos, bem como assegurar a sua não repetição futura, assim contribuindo para a manutenção e desenvolvimento de tão importante indústria nacional", escreve o secretário de Estado na mesma carta, que tem data de quinta-feira.
Em causa está o concurso público que a Atlânticoline abriu na semana passada para a construção de dois navios para operar nas ligações entre Faial, Pico e S. Jorge, nos Açores.
Neste concurso, com um valor de 18,72 milhões de euros, a empresa manteve as condições que existiam no anterior, entretanto encerrado por desistência do único estaleiro convidado a apresentar proposta, e que suscitaram críticas dos estaleiros nacionais e um apelo do presidente da Câmara de Viana do Castelo para que o Governo português intercedesse.
Paulo Braga Lino explica na mesma carta que não estão em causa as "considerações técnicas" do caderno de encargos, mas que é "discutível a decisão de limitar a participação de empresas de cuja experiência não conste, designadamente, a construção e entrega, nos últimos 3 anos, de pelo menos 2 navios monocasco, com comprimento de fora a fora mínimo de 30 metros, no valor unitário igual ou superior a €7.000.000,00".
É esta restrição que exclui as empresas nacionais do setor, diz o secretário de Estado, acrescentando que existem "por certo" outras formas de "assegurar a garantia pretendida".
"Esta situação, que é contrária a princípios de solidariedade nacional e regional, prejudica, objetivamente, como V. Exª bem compreenderá, a economia e o tecido empresarial e tecnológico portugueses, impossibilitando as nossas empresas de concorrerem a tais concursos", acrescenta o secretário de Estado.
Paulo Braga Lino refere-se especificamente ao caso dos ENVC, considerando que "é do superior interesse da empresa, dos seus trabalhadores e do país poder assegurar a sua participação em concursos que tenham por objeto a construção de navios”.
“Essas oportunidades de negócio assumem importância relevante para a empresa, considerando o impacto positivo que podem ter na sua situação económico-financeira, devendo por isso ser consideradas de interesse regional e nacional", escreve.
Render: Atlânticoline / Texto: Agência Lusa.

3 comentários:

Anónimo disse...

A "Saga continua


Açores
Atlânticoline denuncia atraso no pagamento de 7 milhões pelos Estaleiros de Viana do Castelo

O presidente da Atlânticoline, Carlos Reis, afirmou hoje à Lusa que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) “estão em falta” no pagamento de sete milhões de euros do acordo relativo aos navios Atlântida e Anticiclone.
Na sequência da situação, o presidente da Atlânticoline admitiu que a empresa, responsável pelo transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas dos Açores, “não pode aguardar muito mais tempo”.

Segundo Carlos Reis, a empresa açoriana “não quer enveredar pelo caminho da execução e da penhora”.



entretanto.......


Administração dos Estaleiros Navais de Viana desmente Atlânticoline e garante que está tudo pago até 31 de dezembro de 2012
A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) negou hoje a existência de qualquer valor em dívida à empresa Atlânticoline, garantindo que até ao final de 2012 todos os pagamentos estão regularizados.

“Os ENVC negam a existência desse valor. Até 31 de dezembro de 2012 todos os valores estão regularizados e mesmo após essa data não seria esse o montante a liquidar”, garantiu fonte da administração da empresa à Agência Lusa.
fonte agencia lusa

Esta historia esta cada vez mais recambolesca!

Se houver essa divida e a Atlanticoline avançasse com uma penhora, o que tem os ENVC que possa ser penhorado? .....

O Navio atlantida e umas toneladas de chapa do anticiclone! lol

Abraço do amigo do link

Manuel disse...

Boas Amigo isto não têm fim, que havemos de fazer. Essa da penhora tinha piada, mas olha que era uma boa desculpa.
Abraço,
Manuel

osbandalhos disse...

E ficavam com o barco para as voltinhas, mesmo a andar um pouco menos :) Isto só visto