Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ai está o "Mestre Simão", no porto da Horta / Grande reportagem fotográfica de Miguel Nóia

Um Agradecimento ao Amigo Miguel Nóia, pela completa reportagem fotográfica, e pela generosidade na partilha  com todos nós de tão importante acontecimento!





© Copyright fotos: Miguel Nóia, Faial.

Ai está o, "Mestre Simão"! O primeiro dos dois ferrys de 40 metros encomendados pela Atlânticoline, aos estaleiros Armon Burela, em Espanha. Deu entrada hoje ás 8:45 no porto da Horta, sua futura casa, ou não fosse também seu porto de registo, comandado pelo Mestre José Fernando. A recebê-lo o rebocador adstrito ao porto , "Ilha de S. Luís", que de forma simbólica deu as boas-vindas ao novo inquilino do porto.
O dia de hoje ficará gravado na  história do navio, mas também das populações que irão tirar partido sócio-económico deste moderno ferry.  O navio é propriedade da Atlânticoline, tendo sido uma importante empreitada levada a cabo pela actual Administração liderada pelo Dr. Carlos Reis.
Contudo o navio será operado pela Transmaçor, nas ligações entre as ilhas do triângulo. Tanto este como o segundo ferry  ainda  em fase de construção, pretendem substituir os, "Cruzeiro das Ilhas" e  "Cruzeiro do Canal", acrescentando em relação a estas duas embarcações ainda em operação, a sua capacidade roll/on-roll/off, entre outras características, assegurando em breve uma "ponte" entre as diferentes ilhas, sendo um passo de grande importância a inclusão de um ferry neste tipo de ligação anual.
A propósito relembramos as declarações do SRE, na altura da assinatura do contrato:
"A opção de proceder à construção de dois navios com capacidade para passageiros e viaturas nas ligações entre as ilhas do Grupo Central “vai mudar radicalmente a forma como se processa o transporte marítimo de passageiros principalmente nas ligações entre as três ilhas do Triângulo”, considerando este “um passo decisivo para que a construção de um mercado interno, que nestas três ilhas tem uma posição de vanguarda, possa atingir um novo patamar em relação ao já existente e cujas condições entendemos poder ser melhoradas”.
Referia, Vasco Cordeiro, actual Presidente do Governo Regional dos Açores, (na altura  Secretário Regional da Economia),  durante a cerimónia de assinatura do contrato de construção dos dois navios ferry de 40 metros para a operação regular de transporte marítimo de passageiros e viaturas nas ilhas do Grupo Central, celebrado entre a empresa Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon,SA.
Referia na altura ser “este um processo prioritário para o Governo dos Açores”, não só “porque melhorará as condições de transportes de pessoas e bens entre estas ilhas”, mas também porque “vem adequar-se a um conjunto de investimentos que estão a ser feitos como são os casos da construção dos novos terminais de passageiros na Horta e na Madalena”.
O contrato entre a Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon prevê a construção de dois navios de quarenta metros, um com capacidade para cerca de 333 passageiros e oito viaturas e outra para 287 passageiros e 12 viaturas, num investimento total de 18,6 milhões de euros."
Nome: Mestre Simão
Nº IMO: 9690482
Ind. chamada: CSLX 
Bandeira: Portuguesa
Porto de registo: Horta
Tipo: Passgeiros
T.A.B.: 748
D.W.T.: 224
Comprimento: 40 mts
Boca:10,75 mts
Máquinas (2): MTU Friedrichshafen GmbH  - 16V4000M63L (3,046 hp) at1,800 rpm.
Potência total: 4,480kW (6,092hp)
Operador: Atlanticoline SA
Estaleiro: Astilleros Armon SA - Navia casco nº 734
Sociedade Classificadora: BUREAU VERITAS
Galeria fotográfica de Miguel Nóia AQUI.





10 comentários:

Vix Spray disse...

Obrigado ao Miguel Nóia e ao Manuel Soares. Há previsões mais específicas para quando o 2º navio? Em principio os dois era até ao final do ano certo?

Manuel disse...

Caro Vix Spray,

Obrigado pela visita, sinceramente não sei, apenas sei que está tudo a correr dentro da normalidade!

Cumprimentos,
Manuel

Tiago Matos disse...

Correr dentro da normalidade nos Açores é de estranhar amigo Manuel... Eu continuo a achar que barcos como os HSC da Fred & Olsen seriam a grande mudança aqui nos Açores
Abraço da ilha vizinha
Tiago

Manuel disse...

Caro Tiago Matos,

Obrigado pela tua visita e comentário.

Eu também sou da fã quer da Fred Olsen, quer dos HSC, mas temos que ter em atenção algumas questões levantadas por alguns amigos com conhecimentos na área, não eu obviamente.

Bem uma das questões prende-se com o facto de não serem adequados a determinados índices de ondulação, um ferry convencional suporta melhor as ondas, depois alegam o facto de serem navios com consumos elevados, e de manutenção dispendiosa, disseram-me uma vez que só com ocupações na casa dos 70% eles se tornam rentáveis.

Mas apenas como apreciador de HSC, gostava de ver um catamaran da Fred Olsen ou mesmo de outra empresa em operação para podermos comparar com o Hellenic Wind por exemplo e perceber qual dos dois cascos será o mais adequado ao nosso mar.

Cumprimentos
Manuel

CAP CRÉUS disse...

Olá,

E a barcoita que fazia a travessia Pico - Faial (não me recordo do nome)?
Continua ou acabou?

Boa reportagem!

Manuel disse...

Boas Caro Cap Créus,

Deve estar a pensar na Espalamaca? certo? Está a aprodecer
Cumprimentos
Manuel

CAP CRÉUS disse...

Nada disso.
Por acaso estava a falar dos "Cruzeiro das Ilhas" e "Cruzeiro do Canal".
Já li que irão ser substituidos. Espero que ainda venham a ser úteis.
Quanto à espalamaca, sei do que se passa.:-(
Que País, este...
Abraço

Manuel disse...

Caro Cap Créus,

Sinceramente não sei qual será o futuro dos dois navios. Também não sei qual o seu estado actual se podiam ou não fazer mais uns anos.
Uma coisa é certa prestaram um bom serviço!

Abraço
Manuel

luis disse...

Uns dizem que é para operarem no grupo central, outros dizem que é só no triângulo, em que ficamos? é que construir dois barcos com estas características para um mercado que não chega a 40 000 habitantes (habitantes do chamado triângulo) e deixar de fora a Graciosa e a Terceira é garantia que jamais serão rentabilizados os tais 18 mihões que vão ser pagos pelos habitantes das 9 ilhas.

Manuel disse...

Caro Luís, Obrigado pela tua visita e comentário.

Não posso afirmar com 100% de certeza pois neste mundo o que é verdade agora é mentira amanhã!

Pelo que sei, destinam-se ao triângulo!

Cumprimentos
Manuel