


Se recordar é viver vamos então recordar o ferry "Golfinho Azul" numa das suas escalas no porto da Graciosa em Agosto de 2002, na altura a operadora era a Açorline que tinha a participação do Grupo Madeirense Sousa. Ao olhar para estas imagens de arquivo, cedid
as gentilmente pelo colega e amigo Carlos Medeiros, faz-me pensar que estes últimos 8 anos foram férteis em acontecimentos relacionados com o porto e com o transporte ferry nos Açores. Quanto ao porto cresceu a sua área de terraplenos e linha de caís passando de 190 mts para um pouco mais de 230 mts, tendo originado um novo alinhamento que torna agora as manobras dos navios mais seguras, para além disso o porto encontra-se muito melhor sinalizado com farois de enfiamento e bóias no canal de navegação, o que permite entradas nocturnas desde que as condições metereológicas sejam favoraveis, como é óbvio. Para além de tudo isto o Porto Comercial têm agora na baía a companhia do Porto de Pescas, um sector que evoluiu bastante. Mas se as estruturas portuárias mudaram já no transporte ferry as mudanças fizeram-se sentir na automação da operação das rampas laterais, no entanto estes ferrys continuam a transportar apenas viaturas e passageiros. Será que a construção das futuras rampas ro-ro nos portos irá originar uma 2ª fase no transporte ferry dos Açores, passando estes a incluir a chamada carga rodada como acontece noutros arquipélagos?
Quanto a este "Golfinho Azul" foi o primeiro nesta novela ferry nos Açores, lembro algumas saídas complicadas no porto da Graciosa com o vento lateral de sudoeste dificultando muito a sua saída. Na altura era necessário ter um ângulo maior de abertura para vencer a cabeça do molhe mas ás vezes lá se abortava
a primeira tentativa, depois mudava-se para o plano B e com a perícia do Comandante e a assessoria técnica do Piloto de Barra lá saia. Claro que reboques não havia e a polivalente "Electra" era na altura um sonho, e por falar em lancha de Pilotos a velhinha "Manu" chegou a ficar presa naquele verdugo do casco, a sorte foi o Golfinho Azul ter feito um movimento contrário permitindo à lancha e tripulantes escapar sem grandes danos.
a primeira tentativa, depois mudava-se para o plano B e com a perícia do Comandante e a assessoria técnica do Piloto de Barra lá saia. Claro que reboques não havia e a polivalente "Electra" era na altura um sonho, e por falar em lancha de Pilotos a velhinha "Manu" chegou a ficar presa naquele verdugo do casco, a sorte foi o Golfinho Azul ter feito um movimento contrário permitindo à lancha e tripulantes escapar sem grandes danos.O "Golfinho Azul" foi construído em 1969 pelos estaleiros Jos L. Meyer Verft em Papenburg na Alemanha com o casco nº 545, sendo originalmente nomeado de "Vikinfjord" tendo ainda ostentado os nomes de "Prinz Hamlet II", "Agadir", "Ouranos", e claro "Golfinho Azul". Tinha 108.1 metros de comprimento, 17.4 metros de boca e 5.97 metros de calado, sendo propulsionado por dois motores MAN de 9860 KW com o intuito de atingir uma velocidade de 21,5 nós. Dispondo de uma capacidade para 1000 passageiros e 160 viaturas, foi segundo informação do Blogue dos Navios e do Mar vendido a interesses Indianos, tendo partido do Tejo com o nome de "Golf".

2 comentarios:
Caro Manuel será que se importará de me enviar as primeiras quatro fotos? E já agora a operação do golfinho azul era sazonal tal como os de agora?
Caro Simão, Obrigado pelo comentário. Sim a operação também era sanzonal, sendo que agora está mais alargada no tempo.
Quanto ás fotos são do Amigo Carlos, mas acho que ele até fica contente de estas fotos de arquivo terem muito valor, e de alguem as querer, enviarei brevemente.
Abraço,
Manuel
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