Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sábado, 14 de março de 2015

Futuros ferrys da Atlânticoline, serão subconcessionados

Nos Açores, existe uma vontade política de criar um mercado interno,  essa vontade do meu humilde ponto de vista deve ser a base da definição de um diferente sistema de transportes marítimos, a implementar nestas 9 ilhas. A evolução é algo absolutamente natural, obviamente que essa evolução e consequente mudança deixa alguns apreensivos, mas não podemos permitir que se atrase mais o desenvolvimento e implementação de um sistema de transportes marítimos inter-ilhas, mais eficiente, rápido e económico. 
Basta fazer um pequeno exercício simulando envio de carga inter-ilhas, para perceber que  Lisboa, está a menos tempo de distância do que por exemplo a cidade da Horta!!! Será esta uma situação aceitável para quem alega pretender criar um mercado interno nos Açores? 
Será difícil entender que os Açores só terão a ganhar com um serviço que assegure uma "ponte", inter ilhas? Acho que não! Aliás já no tempo dos romanos, se percebia a importância das comunicações!

Engraçado duas teorias: Uma que alega não haver condições de mar nos Açores para os ferrys navegar todo o ano! Engraçado porque o saudoso, "Ponta Delgada", o fez durante anos, ou terá sido uma alucinação colectiva! Outra teoria, tem a ver com o número de passageiros, não justificar o serviço! Os passageiros serão sempre um movimento sazonal, a mais valia de um serviço deste tipo é a polivalência, permitindo, não apenas passageiros, mas as viaturas dos mesmos (ou não), e a carga rodada, que representa o incremento das trocas comerciais e a criação do tal mercado interno.

Também por aqui, sempre afirmei que gostaria de ver implementado um sistema que apresenta-se uma cooperação entre o serviço fundamental dos porta-contentores e o(s) ferry(s). Ontem o secretário Regional dos Transportes e Turismo, Vitor Fraga, afirmou em entrevista ao programa, "Direito de resposta", da RTP-Açores, que os dois futuros ferrys serão para subconcessionar aos privados, abrindo assim eventualmente as "portas", para que possamos ter um sistema que potencia as sinergias de dois sistemas, o da ligação dos porta-contentores e dos ferrys.

Engraçado que na Madeira, já  existe este sistema em funcionamento e muitos madeirenses, entre eles o Amigo Paulo Farinha, lutam pelo sonho de ligar o seu arquipélago ao continente português, tendo para tal apresentado uma petição na Assembleia da Republica. Nós por cá, ou melhor alguns, lutam contra a implementação dos ferrys inter-ilhas! Como diria um professor meu" Já os conheço de gingeira!"






2 comentários:

Luis Miguel Correia disse...

Durante 100 anos a Insulana, isto é a Família Bensaude pagou os custos do serviço público associado ao transporte marítimo nos Açores. Hoje não vejo nenhum privado com essa vocação abnegada. Não creio que nos moldes desenhados semelhante serviço tenha viabilidade económica, quem paga então? A aventura irresponsável da construção e recusa do ATLÂNTIDA e do ANTICICLONE custou a cada contribuinte cerca de 100 euros...

Manuel Bettencourt disse...

caro Sr. Luís Miguel Correia,

Não veria qualquer problema em que o grupo Bensaude volta-se a desempenhar um papel fundamental no serviço, tem toda a logística para tal!

Mas tente compreender o meu pensamento, vivo como sabe na ilha Graciosa, olhando para Oeste, vejo logo ali a ilha de S. Jorge, o Pico e o Faial, por vezes até as casinhas vejo. Mas não é assim tão fácil haver trocas comerciais com essas ilhas. Tendo como exemplo a ilha mais próxima enviar uma caixa até lá leva 5 dias!!!! E Horta leva 8 dias!!! Será este um sistema ideal para promover um mercado interno? Julgo que não, nem se precisa fazer qualquer estudo para tal.

Qual a melhor forma de conseguir um sistema ideal? Não sei tenho um opinião "tipo" treinador de bancada!

No dia em que naveguei no "seu", Lisbonense, e enquanto caminhava até Belém e observava, a ponte, os ferrys no rio, comboios, autocarros, pensava: será que o lisboeta percebe a insularidade e as minhas dificuldades de ligação inter ilhas? (Estou a falar no geral, sei que é Madeirense).

Enfim veremos o que aí vem!

abraço e bom domingo
Manuel