Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sábado, 14 de abril de 2018

Em defesa de um serviço ferry anual


Fotos:MM Bettencourt; Cte Stefanos Papadopoulos.
Aproxima-se rapidamente a data programada para o início da operação ferry da Atlânticoline, que este ano une as ilhas açorianas de 3 de Maio a  29 de Setembro. Durante este período  os açorianos tem a possibilidade de fazer do mar que nos separa um ponte que nos une. 
Neste blog,  sempre afirmei que é fundamental um serviço ferry anual, moderno e contemplando todas as suas potencialidades, ou seja, que este possa incluir a  carga rodada inter-ilhas, sendo esta  a ferramenta perfeita para criação de um dinâmico mercado interno nos Açores.
Para criar um mercado interno dinâmico, é pois, preciso  criar condições para que as trocas comerciais se façam de forma rápida e competitiva. Essas condições terão forçosamente que passar pela eficiência dos transportes marítimos, ou não estivéssemos a falar de nove ilhas dispersas em três grupos. Actualmente o sistema ferry meramente sazonal, excepção feita ao denominado triângulo, não permite criar condições para o desenvolvimento da vertente carga rodada inter-ilhas, uma vez que não permite criar as necessárias rotinas.
O Governo Regional  referiu anteriormente, que com a construção do novo ferry é sua intenção promover uma parceria com os operadores privados, sendo na minha opinião de mero "treinador de bancada" os armadores dos porta-contentores os parceiros ideais. Aliás, julgo que o maior contributo que o serviço ferry pode disponibilizar à economia açoriana, não será o transporte de passageiros (Excepção à época de Verão),  mas sim a carga rodada. 
Com a acertada decisão da construção das rampas ro-ro,  nos diversos portos, tivemos a possibilidade de ver pequenos exemplos do que pode e deve ser o futuro,  o embarque de um autocarro, de uma grua, de camiões, exportação de meloas, viaturas envolvidas em exercícios da Protecção Civil Açoriana.  Mas isto é tão simples, é tão fácil, é económico! É  uma chatice não é?



1 comentário:

CAP CRÉUS disse...

Por mais anos que passem, nunca hei-de entender a razão, porque deixou de haver transportes marítimos durante todo o ano. E falo, neste caso da junção passageiros/transporte de mercadorias em simultâneo.
Hoje em dia, sem duvida que se justifica, por tudo o que indicas.
Os anos passaram e andou-se para trás.
Antigamente, poucas condições havia e existia transporte de passageiros o ano inteiro...