Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ferry "Veøy" - A paisagem e um exemplo magnifico



Estas magnificas imagens são da autoria do Amigo João Abreu, captadas em 2012 na Noruega e gentilmente partilhadas. Para além do encantador cenário das fotos, destaca-se o ferry norueguês "Veøy", na magnífica aldeia de Geiranger lá no coração do fiorde com o mesmo nome. O "Veøy", realiza várias viagens diárias entre Geiranger e outra aldeia vizinha Hellesly. Ao ver estas imagens da Noruega, pensei no "Bajamar", que passou pelos Açores, na altura fazendo parte da frota da norueguesa Fred Olsen, lembrei-me da história de Thomas Olsen, e da sua importância no desenvolvimento de La Gomera e das Canárias em geral. Lembrei-me também entre outras tantas coisas de uns emails trocados com um norueguês, que me explicava que alguns navios como o "Vesfna" (actual "Espirito Santo"), ficaram sem serviço com o surgimento de pontes.
Resumindo fiquei a pensar, qual o futuro dos ferrys nos Açores, finalmente com as rampas vamos seguir o rumo obvio ou fazemos de conta que todos os outros estão errados? Vamos continuar a proteger alguns destruindo o futuro de todos? Não precisamos de nenhum "inventor" apenas saber "copiar" o que de bom se faz por esse mundo fora!
Nome: Veøy
Nº IMO: 7368748
Ind. Chamada: LNWN
Bandeira: Noruega
Operador: Fjord1 AS
Tipo: Ro/Pax
T.A.B.: 1870  tons
T.A.L.: 613 tons
D.W.T.: 467 tons
Ano de construção: 1974
Estaleiro: Hjorrungavaag Verkstet, casco nº 20
Comprimento: 74.99 mts
Boca: 12.5 mts
Calado: 3.09 mts
Potência da máquina principal: 2498 hp
Velocidade:14 nós
(©) Copyright fotos: João Abreu, Madeira



5 comentários:

Ricardo disse...

Manuel, se olharmos com olhos de ver para o ano de construção deste navio facilmente percebemos quantos anos estamos atrasados.
E não preciso dizer mais nada.
Abraço
Ricardo

Manuel disse...

Amigo Ricardo, exactamente!

Falei no "Bajamar", ele também foi construído no inicio dos anos 70, passou depois pelas Canárias e em 98 ou 99? operou nos Açores. Em 2013 posso estar errado mas pouco irá mudar (sonho estar errado), isto não seria tão grave se ilhas como a minha a cada dia que passa não fossem sofrendo as consequências do abandono da população em especial os jovens.

Os ferrys, quer na Noruega, Madeira, Canárias, Baleares etc. são pontes.
Vamos imaginar que toda a zona de Lisboa ficava sem as pontes (reais), cortava-se todas as estradas, ou seja transformava-se a cidade numa ilha.
Mas ainda não satisfeitos, Lisboa tinha apenas ligações de carga com o resto do mundo de 15 em 15 dias, a ligação com Setubal ou Barreiro seria feita apenas 2 vezes por semana (quando tivessem sorte) e mesmo assim não seriam viagens directas. Quanto a passageiros seriam de avião e apenas no Verão podiam escolher o barco. Mesmo no Verão, com uns ferrys a operar só embarcava uns Smarts e uns passageiros!
Que achas amigo Lisboa teria futuro?
Ao ver estas imagens dá-me vontade de chorar, por perceber que navegamos apenas para satisfazer 4 ou 5 pessoas e os seus negócios.
Em tempos de dura crise, precisamos de mudar algo, quanto a mim esta questão é fundamental para a evolução dos Açores como um Todo (esses 4 ou 5 devem ter medo da palavra "Todo").
Abraço
Manuel

PS: Felizmente na Madeira, existe um sistema ferry/porta-contentores.

F.Henriques disse...

Amigo Manuel bonitas imagens,mas como disse e muito bem os ferris nos Açores vai demorar a ser uma realidade,nos aqui na Calheta vamo-nos contentando com os TMG quando estes querem entrar no nosso porto pois nâo foi o caso de ontem Quinta-feira que com o mar bom o Paulo da Gama nao entrou e foi para Velas,a prova esta na foto que esta no blog portodacalheta que o amigo pode vizitar.

Ricardo disse...

Amigo Manuel, nem era necessária essa explicação, pois se bem se lembra sou de uma ilha, sei o que é estar "isolado" no mar, e depender dos transportes para poder viver condignamente.
Também certamente se recorda que não existe quem mais queira a implementação de um sistema de transportes em navios ferry, de e inter-ilhas do que eu, daí a minha enorme felicidade quando existiu o ARMAS entre Portimão e a Madeira, do qual fui passageiro apesar de ter feito uma viagem muito maior do que a que teria feito se tivesse apanhado um avião.
De qualquer forma ficou a explicação para pessoas que possam não compreender essa necessidade e defesa deste sistema de transporte, aqui neste espaço como nos demais semelhantes.
Abraço
Ricardo

Manuel disse...

Amigo Ricardo, não fui bem claro, claro que a explicação não era para ti, mas sim para as mentes que impedem o surgimento do serviço ferry nos açores nos moldes convencionais, a maior parte deles açorianos!

Daqui uns dias terei os ferrys, as rampas, as cargas, só não terei a vontade politica de implementar o sistema!
Infelizmente não existe coragem politica dos diversos partidos (clubes de interesses particulares, e afins).

Um Abraço,
Manuel