Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

PORTO DE CRUZEIROS DE ANGRA DO HEROÍSMO - Reflexões.

Desenho retirado do blog: Azores Cruise Club.
Enquanto escrevemos estas linhas o principal jornal diário económico alemão, o Handelblatt, arrasa com a situação económica portuguesa na sua manchete, dando como certo que os investidores e os mercados dão Portugal como perdido,  análise assente numa certeza de 80% de probabilidade de incumprimento. É o que de nós se diz por esse mundo fora, é um facto e o Handelblatt não é excepção. Realça ainda este importante jornal que com o desemprego a disparar em flecha e com uma das mais altas dívidas públicas e privadas da Europa, Portugal terá apenas duas hipóteses que serão um segundo pacote de ajuda ou a reconversão da dívida à imagem do que está a acontecer na Grécia. Mais uma vez nada de novo.

Ora, lembremos o que nos levou aos programas de austeridade que diariamente nos empobrece e atormentam, primeiro gastamos o que não tínhamos e segundo pedimos o que não podíamos pagar, ponto.
Não obstante, derretemos todo esse fácil excedente em investimentos que na sua maior parte foram duvidosos e não alavancadores da nossa frágil e débil economia. Investimentos que deveriam ter sido em estrutura e não em infraestrutura, que é de voto fácil e de visibilidade imediata. Lá em casa, o maná serviu para uma orgia de consumo, alimentado e fomentado por instituições financeiras minadas pela ganância da margem gorda e dos dividendos dourados, sem vergonha e sem pudor, nossa e deles. Agora o paradigma da mudança é vociferado a todos nós, réus desta crise, sobre a forma de apelo à responsabilidade cívica da perda de direitos adquiridos, leia-se privilégios, e brutal incremento de obrigações, leia-se desmocratização (alguns blogistas referem-se ao PDEC-Processo de Desmocratização Em Curso).

Dito isto, simples cidadãos desta ainda República, percebendo e bovinamente aceitando as medidas que impostas sob a capa da legitimidade democrática do poder eleito, não do nomeado que é um subproduto desviante deste modelo constitucional, deparam-se com uma confusa ambivalência desmotivadora e arrasadora da ainda sobrevivente e moribunda moral do servidor público - A OBRA.
Proliferam parangonas da dita, diariamente, sistematicamente, malhando em ferro frio, uma ideia que à exaustão repetida como benéfica solução, qual panaceia, deusa grega da cura que banhará com rios de ouro e mel os empresários e habitantes de uma Angra do Heroísmo moribunda, atolada na pesporrência das ideias e soluções de muitos oportunistas desligados do verdadeiro servir e do bem-comum.
Como sempre, fomos doutamente doutrinados no axioma da betonização do território, símbolo e caminho para o primeiro mundo que ilusória e arrogantemente acreditamos merecer sem esforço, sem risco e sem trabalho, e agora chegou o tempo dos paquetes, que chegarão quais chárters cheios de chineses, e cada um com 40 Euros no bolso, no mínimo, para esbanjar em donas-amélias e hortenses secas, é um facto.

A verdade é que a obra proposta é má, não presta, não tem viabilidade prática de utilização, a operacionalidade está severamente condicionada, não serve para aquilo que se propõe. Além disso custa uma fortuna, não os 60 milhões de euros mas mais do que o dobro. Podemos compara-la ao malogrado ATLÂNTIDA, uma fortuna flutuante e decadente que não tem utilidade, muito bonito por dentro mas que não serve para aquilo que foi incompetentemente projectado, ou seja navegar em segurança, e transportar passageiros e carga. E é por isso que mais ninguém quer o navio. Resumindo é caro e não presta.

Um navio, correcção, um enorme navio não é um carro que se arruma em qualquer buraco, a sua mobilidade não está sujeita ao atrito constante do asfalto sob o pneu, num navio é um derrapar constante digno de qualquer troço de terra batida. Quem tenha um pequeno bote sabe por experiência prática do que se fala, mas lembremos que quanto maior a nau maior a tormenta.
Apresentar um projecto feito e aprovado sem ouvir e tomar em conta a opinião e as propostas dos técnicos habilitados para o efeito, os verdadeiros utilizadores de tal infraestrutura, denota a mais desprezível fraude intelectual alguma vez feita neste importante sector. Trata-se de uma manipulação eleitoralista feita com o intuito de sacar o voto ao vaidoso e invejoso bairrista Terceirense, incauto que sonha em ver navios de  bolso vazio mas de alma cheia. Um nojo.

Este novo-riquismo militante, ideia absurda de pensar que uma economia deficitária pode suportar os encargos de construção e manutenção de dois portos numa ilha de 56.000 habitantes e distanciados por 22 km, não nos afundará, enterrar-nos-á sim, bem fundo no solo marinho, o qual diga-se deveríamos estar a explorar para nosso gáudio. Gostaríamos de que a risível discussão pública do projecto fosse, tal como foi prometido, acompanhada do estudo de viabilidade económica do empreendimento, só por uma questão ética. Gostaríamos de ver. E por mera curiosidade lembre-se que os passageiros que por cá passam e viajam não pagam taxa portuária, é caricato, nos aeroportos paga-se nos portos não, pois!

Não digam que ninguém vos disse, o caminho seguido aponta para a desgraça.
Temos dito.

Praia da Vitória, 02 de Fevereiro de 2012.
Os pilotos da Secção de Pilotagem da Direcção Geral dos Portos das Ilhas Terceira e Graciosa. ( assinaturas legíveis).

23 comentários:

Anónimo disse...

Boas!

Manuel não vou por em causa a viabilidade economica do projecto do terminal de cruzeiros, um o planeou deve ter tido isso em conta

Agora o desenho: como é que os navios vão manobrar ali dentro? da-me mesmo a impressao que se cabe o navio não cabe o rebocador, ou eles vao fazer um giro de 380º sozinhos ali dentro?, geralmente isso funciona no papel depois na pratica basta um pouco de agitaçao para se alargarem. ou vão entrar ou sair á ré? e a entrada esta assim porque? quais são as cotas de fundo ali? nao dava para abrir mais o molhe e construir outro do lado oposto?

Ja são perguntas a mais para para um porto novo!

ha prai um video da saida de um dos ferrys do Armas de viana, foram precisos 4 rebocadores e esperar pela maré certa para o tirar do estaleiro sem bater nas pedras
A bacia dos estaleiros as vezes é uma autentica aventura para navios maiores
quando encontrar eu envio-to

Agraço EN

Manuel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
FranciscoM disse...

Se os navios que podem escalar Angra ou PV escolhem Angra por alguma razão é. Se alguns navios podem escalar Praia da Vitória e não o fazem tb por alguma razão é. Aliás relembro a queixa do capitão de um navio da Holland America quando escalou a PV e levou com as descargas de outros navios. Querem ficar com a má imagem fiquem. Aliás é surpreendente queixarem-se do baixo número de escalas, mas quando se quer fazer obra, é uma ai Jesus que não. Basta um navio com 800 passageiros chegar à ilha Terceira e todos os autocarros são requisitados. Imagine-se um navio com 2000 passageiros. Ainda não perceberam que os Açores não são o mediterrâneo ou Caraibas, ondem passam centenas de navios. E olhem para o que se está a construir no mundo.

Anónimo disse...

Caro amigo,
Decididamente é só asneiras atrás de asneiras.
Depois da aberração qué a construção do cais de cruzeiros da Horta, agora querem dar cabo da baia de Angra.
Na Horta, em vez de projectarem o cais em direcção do porto actual, fizeram um autentico cotovelo que,
1º Não vai permitir a acostagem de navios a partir dos 260 metros ou 7 metros de calado. Ora quer dizer que os maiores barcos que têm agendado escalas no porto da Horta este ano vão continuar a ficar fundeados, o que é aberrante. É dar cabo de um projecto que poderia ser muito bom e que de uma maneira ou outra poderia servir de complemento a Ponta Delgada, o que iria permitir 2 escalas com atracagem nos Açores, o que no meu ponto de vista tornaria o destino Açores mais atractivo.
Quanto ao porto de cruzeiros em Angra, a aberração ainda é maior. Para já a boca de entrada no porto é muito estreita, pois fica muito proximo do Monte Brasil, e agora com o cuidado redobrado que todas as companhias estão a ter com as aproximações aos portos, isto por causa do caso Concordia, os navios maiores vão continuar a usar a P.V.
Além disso haver 2 portos distanciados 22 km só mesmo num país muito rico, como é o nosso caso!!!!!
Além disso há uma coisa que se estão esquecendo. Os navios são máquinas de fazer dinheiro e quando estão atracados acabam por fazer menos receitas durante o tempo de escala. Ora uma das receitas que compensa essas escalas é a organização de excursões em terra que regra geral são bastante dispendiosas. Ora uma escala em Angra não permite a organização dessas excursões, visto o que a Terceira tem para mostrar, e muito bem é a sua capital, cidade património mundial. Já uma escala na P.V. permite essas excursões, o que é mais favorável ás companhias.
Mas para terminar, gastar 60 milhões num porto para terem menos de 2 dezenas de escalas por ano, e de navios de pequena dimensão, só pode ser brincadeira de carnaval.

Manuel disse...

Caro FranciscoM, obrigado pelo comentário.
Respeito a sua opinião.
Cumprimentos,
Manuel

Caro Visitante, obrigado pelo comentário.
Abraço,
Manuel

FranciscoM disse...

"Ora uma das receitas que compensa essas escalas é a organização de excursões em terra que regra geral são bastante dispendiosas. Ora uma escala em Angra não permite a organização dessas excursões, visto o que a Terceira tem para mostrar, e muito bem é a sua capital, cidade património mundial. Já uma escala na P.V. permite essas excursões, o que é mais favorável ás companhias" Uhh ???? Em S.Miguel várias excursões são canceladas porque não há passageiros. Portanto não interessa se há excursões ou não, Se ninguém as quiser utilizar não existem. Se eu tiver um navio que escale a PV até as 23 horas, é certo que às 18:00 toda a gente já estará a bordo do navio. Ninguém que andar para lá e prá cá a toda a hora. E por favor respondam às questões colocadas. Autocarros existem ? Queixas dos capitães dos navios ? As escalas actuais ?

Manuel disse...

Caro Sr. FranciscoM, essa é a sua opinião que como já referi tenho que respeitar.

Junto ao texto publicado juntei um artigo sobre o porto da Praia da Vitória e sua potencialidades, embora o texto não seja meu essa é a minha opinião, no meu primeiro comentário falei em algumas questões que fazem com que preferi-se ver um porto da Praia da Vitória moderno e polivalente.

Cmdtes de navios de cruzeiros? não sei qual a opinião deles sobre o projecto mas gostava!


Cumprimentos,
Manuel

Anónimo disse...

Caro FranciscoM,
O que aconteçe na P.V.com a poeira acontece também em P.Delgada quando estão mais do que um navio e um deles tem que atracar no porto comercial e ao mesmo tempo estão a acontecer as descargas de clinquer ou cereais. Por esta ordem de ideias acharia muito mais importante dotar-se o porto comercial de P.D. com uma área para atracagem de navios de cruzeiro. Poderia ser eventualmente o cais -10, que fica localizado numa área com maior largura e no qual se poderia construir uma infra-estrutura capaz de receber esses passageiros com mais conforto e segurança.
As Portas do Mar são a nossa porta de entrada para os cruzeiros mas temos que pensar como se irá fazer quando começar a haver mais escalas duplas e triplas no mesmo dia.

Manuel disse...

Caro Visitante, obrigado pela sua visão questões inteligentes e operacionais, algo a ter em conta.
Abraço,
Manuel

FranciscoM disse...

Só existirão mais escalas duplas e triplas se aumentarem os cruzeiros na região.Para isso é preciso que existam condições noutras ilhas. O número de escalas para 2012 não é muito superior em relação a 2011 e se pensarmos no crescimento de Cabo Verde, não sei até que ponto esses números vão aumentar. E sinceramente parece-me mais prioritário um cais em Angra e Horta do que fazer mais um em PDL.

Anónimo disse...

Meu caro FranciscoM,
Temos que dividir os cruzeiros nos Açores em duas vertentes.
1ª Escalas de reposicionamento ou transatlanticas
2º Cruzeiros chamados de "temáticos"
No 1º caso, duvido que as companhias queiram fazer mais do que 2 escalas na região, em virtude das suas programações, quer na Europa como nos USA.
No 2º caso, os navios que fazem esses cruzeiros temáticos são em regra geral muito mais pequenos e neste caso atracam em práticamente todos os portos.
Estou de acordo consigo no que respeita ao porto da Horta. Aliás menciono no meu anterior comentário de que o grande erro daquela obra é não permitir a atracagem de navios de maior dimensão, como são os navios da HAL e da P&O.
Agora na Terceira acho que a visão apresentada neste blogue pelo M. Bettencourt seria a mais sensata e de muito menores custos.
Já pensou porque nenhuma das chamadas grandes companhias alguma vez escalou a Terceira!! Porque será?.
Se calhar é porque para além de A.Heroismo pouco ou nada existe para ver.
Por acaso sabe o feedback dos passageiros do Bremen no cruzeiro de 2011 aos Açores?
Pois aqui fica a resposta.
Paisagens encantadoras em algumas ilhas, com destaque para a paisagem deslumbrante do conjunto Faial/Pico/S.Jorge.
Quanto ao número de escalas nos Açores, penso que estamos no bom caminho, ao contrário do que pensava. Não podemos é aspirar em termos 100 navios em P.D. e 50 na Horta de um ano para o outro. Os números estão a subir e se não sobem mais é porque existe a tal crise que a todos arrasta.
O caso de Cabo Verde estar a crescer é bom sinal, porque significa que os operadores começam a olhar para as ilhas atlanticas no seu conjunto e não só no conjunto Madeira/Canárias.
Digo-lhe que estou muito curioso como número de escalas para 2013.
Quanto ao facto de haver excursões canceladas por falta de passageiros, penso que estará um pouco afastado da realidade pois o número de autocarros que são requisitados pelos navios são significativos. Muitas vezes acontece terem requisitado 25 autocarros e sá haver passageiros para 23 ou 24, mas isso acontece em todos os lados. Já me aconteceu a mim inscrever-me numa determinada excursão, isto num navio com 3800 passageiros e a mesma ser cancelada por falta de um número mínimo de participantes.

Rui Carvalho disse...

Caro MMB

Interessantes argumentos, a favor e contra, que respeito, no entanto a verdade da viabilidade económica/financeira é que terá a última palavra.
Nenhum dos nossos comentadores teria gosto em possuir ou trabalhar numa empresa que não era viável.
É o meu caso, não quero que a empresa onde trabalho tenha uma dívida tal que torne a vida dos seus funcionários num inferno ou no risco de despedimento.
Só se fala assim porque o "pote" é do Estado, e como disse Manuela Ferreira Leite, os funcionários do estado têm a má sorte de trabalhar para um "patrão falido".
Há que ter em conta.

Abraço

ErrE

Anónimo disse...

Caro Rui Carvalho, palavras sábias, Isso que disse é verdade e tem toda a razão ao falar na viabilidade desses empreendimentos. Vejo muitas vezes os partidos da oposição criticarem o governo por ter mandado construir as Portas do Mar e gasto 55 milhoes, mas até agora estão calados e não se manifestam acerca do custo do porto da Horta e muito menos sobre o cais de cruzeiros de Angra. As eleições estão á porta e o medo de perderem votos fala mais alto.
De qualquer maneira ponho as minhas dúvidas que o projecto da Terceira vá para a frente por causa do financiamento e agora com a polémica levantada por causa dos achados arqueológicos existentes naquela baia.

FranciscoM disse...

Ao Anónimo.

Coloca bons argumentos. Aqui vão algumas reflexões: Existem várias tipos de escalas nos Açores. Os transatlânticos podem-se dividir em 2 tipos, os chamados reposicionamentos de temporada. Normalmente efectuados pelas empresas Americanas. E os transatlãnticos no-fly cruise, efectuados pelas empresas britãnicas como a P&0. Os cruzeiros não transatlânticos não podem ser considerados temáticos. Os cruzeiros do Celebrity Eclipse nada têm de temático. As grandes empresas normalmente não escalam a Terceira porque não podem atracar junto à cidade e a escala na PV trás problemas logistícos. Angra é um excelente atractivo para cruzeiros, se pensarmos que foge um pouco ao resto da região.

Acredito plenamente que com 5 portos seriamos um grande destino. Visitar os Açores, durante 7 dias, escalando várias ilhas, por um preço inferior a 1000€, seria certamente sucesso garantido. Espero que efectivamente num futuro próximo algumas das grandes empresas apostem neste mercado. P&O e Aida teriam certamente sucesso...

Rui Carvalho disse...

Caros amigos

Concordo com ambos desde que um plano de negócios seja conhecido, e que estes investimentos não comprometam o futuro dos nossos filhos e netos.
Quanto ao resto é tudo uma questão técnica, volto a realçar que as coisas deverão ser feitas pela sua viabilidade e pelo nosso futuro, e não porque dão votos à esquerda, centro ou direita.

Abraço

ErrE

Anónimo disse...

Meu caro FranciscoM,
não estou a ver as grandes companhias a fazer escalas sem ser em Ponta Delgada ou Horta por tudo o que já escrevi em anteriores comentários.
Quanto ás escalas do Celebrity Eclipse digamos que é o reacender das escalas nos anos 60 e 70 em que eram feitas saidas na G.Bretanha com escalas em P.Delgada, Funchal, 1 ou 2 portos nas Canárias e regresso por Lisboa e Vigo. Tenho esperança de que se esse itinerário vingar a médio prazo outros operadores possam fazer o mesmo mas, insisto mais do que 2 escalas nos Açores não estou a ver.
Agora cruzeiros aos Açores com escala em 5 portos??? Acha que terá viabilidade económica. Só mesmo se for em navios de 500 ou 600 passageiros e mesmo assim não sei se é viável. Veja ocaso da Pullmantur que o ano passado fazia cruzeiros com embarques em Lisboa e em 2012 desapareceu por....falta de embarques em Lisboa.
Sejamos realistas. Ponta Delgada em 1º lugar e a Horta em 2º lugar terão que ser os chamados portos de escala pelas razões já anteriormente expostas. As outras ilhas deverão ser portos de escala nos cruzeiros pequenos como no ano passado e este ano, com as excepções como no caso do Europa que infelizmente cancelou a escala no Pico. Temos que ver a parte logística. Existe autocarros e guias suficientes em ilhas mais pequenas?. Repare no caso da Terceira, se por acaso o Voyager of the Seas escala-se a ilha com 3.600 passageiros e que metade se inscrevesse em excurções, haveria capacidade de resposta?.
Temos é que cimentar aquilo que já temos antes de partir para a construção de....mais elefantes brancos.

Anónimo disse...

Amigo Manel,um abraço.So quero dizer que esse sr.EN nao tem razao nenhuma quando diz que a bacia dos ENVC e so pedras no fundo,que ignorancia a desse sr.Todos os navios quando sao docados tem que ser na praia mar por causa dos picadeiros,de certeza que o sr. ENnao sabe o que sao picadeiros,nao foram 4 rebocadores para tirar o navio da Armas,o maior navio fui o Abel Matubes e 2 rebocadores fizeram o trabalho,so sabem dizer mal,porque o Atlantida e muito bonito por dentro mas nao serve para carregar pessoas e carros.::::ja nao falo nas provas de estabelidade........um abraço amigo Manel..FB

Manuel disse...

Boas Amigo FB, obrigado pelo comentário.

Só ele poderá responder a essa questão, mas posso dizer que ele sabe bem o que é um picadeiro, e bem acho eu.

Bem o Amigo EN certamente explicará o que quis dizer, por vezes digo que os comentários escritos são mais complicados do que uma conversa, pois nem sempre explicamos bem a nossa opinião, numa conversa podemos sempre interromper e dizer " não era isso que queria dizer", aqui depois de escrito e enviado não dá para corrigir.

Abraço,
Manuel

Café Central disse...

Estou completamente de acordo com a expressão: "...manipulação eleitoralista feita com o intuito de sacar o voto ao vaidoso e invejoso..."
Infelizmente é esta a conduta de todos os partidos políticos da região, e mais infeliz ainda é a passividade e felicidade com que o povo aceita, uma ordem de valores e prioridades completamente preversa!
Os micaelenses estão porventura radiantes com as Portas do Mar e com as SCUTS, mas não interessam os gravíssimos problemas sociais e económicos que abundam na ilha...a Ribeira Grande vais ter um centro de arte moderna orçado em milhões de euros...paredes meias com a pedofilia e miséria de Rabo de Peixe.
Os Terceirenses discutem os milhões de um cais de cruzeiros, mas tem uma Angra com graves problemas de trânsito e estacionamento.
A Graciosa práticamente não tem médicos residentes...mas vai ter um centro de saúde moderníssimo!
Enfim, em vez de gastar em medidas estruturantes que sirvam toda a população, gastam-se milhões em cosmética...somos das regiões mais periféricas e pobres do país, mas com vícios de metrópole rica.

Manuel disse...

Caro Café Central, obrigado pela visita e comentário, li atentamente o que escreveu e digo-lhe que estou de acordo, falta-nos uma visão civica e não politica dos assuntos.
Um Abraço
Manuel

Alexandre disse...

Excelente discussão. Acrescento que conheço a baía de Angra de centenas ou mesmo milhares de horas de mergulho e o que se pretende fazer ali, naqueles fundos e naquela disposição, não lembra ao diabo! À primeira tempestade tropical, irão andar 6 meses a pescar tetrapodes de dentro da marina de Angra.

Manuel disse...

Caro Alexandre, obrigado pela visita, é mais um ponto de vista sobre a eventual obra que terá que ser tomada em conta.
Um Abraço,
Manuel

Anónimo disse...

Caro Alexendre,
Sabe, os políticos têm a mania de que sabem tudo e mais alguma coisa.
Quando decidem fazer obras olham para os projectos e tomam decisões, muitas vezes sem saberem a opinião de quem os vai usar. Veja-se o caso do porto de Rabo de Peixe, os pescadores logo disseram que aquilo estava mal feito e que não iria servir mas, os politicos acharam que sim, que era excelente. Foi o que foi. Quantos milhoes a mais tiveram que gastar?!.
Você, que conhece os fundos da baía de Angra, sabe muito bem como são.
Mas, se calhar nunca nenhum político saberá a sua abalizada opinião e se a obra for avante, lá se vai o"Cidade Património Mundial"!!.
Só espero que as forças vivas da Terceira não ligadas ao poder levantem as vozes a contestar este elefante NEGRO que querem construir em Angra do Heroísmo.