Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

terça-feira, 7 de julho de 2009

Rebocador "O Bravo"

O rebocador "O Bravo" pertence á Administração dos Portos da Terceira e Graciosa, SA encontra-se adstrito ao Porto da Praia da Vitória, mas sempre que solicitado desloca-se aos outros portos da APTG,SA ( Porto da Graciosa e Porto Pipas) e da região. "O Bravo" foi entregue em 2004 pelos estaleiros Damen, Holanda onde foi construído, tem como seu irmão o " Ilha de S. Luís" da APTO,SA ( fazem parte da mesma encomenda).
"O Bravo"está preparado para os serviços de tracção, amarração e combate a incêndios, tem 26,09 metros de comprimento, 7,94 metros de boca, 4,05 metros de calado, uma força de tracção de 32,9 tons (m), uma velocidade de 12,3 nós fornecida por 2 motores Caterpillar 3508 B TA/C que desenvolvem uma potencia de 2200 bhp ás 1600 rpm, tem uma capacidade de alojamento de 9 pessoas.
Fonte: Pilotagem APTG,SA: Rui Carvalho /(©) Copyright fotos: 1ª Carlos Medeiros, Terceira;2ª e 4ª MM Bettencourt,Graciosa;3ª Guilherme Bettencourt, Terceira

7 comentários:

amg disse...

que capacidade têm estes rebocadores em «alto mar» (digamos um apoio a um navio a 100NM da sua base)?
(não sei se se pode colocar a pergunta deste modo)
cumptos

Manuel disse...

Caro amg, obrigado pelo seu comentário, quanto á pergunta, os dois rebocadores tem uma autonomia de cerca de duas mil milhas, por exemplo "O Bravo" fez a viagem de Roterdão até ao Porto da Praia da Vitória sem escalas, espero ter respondido á sua pergunta, mas se não consegui diga que tentarei informar-me melhor para lhe responder.
Um abraço e volte sempre
Manuel

amg disse...

obrigado pela suas palavras.
a questão foi mal posta.
o que gostaria de saber é se estes rebocadores podem prestar auxílio em mar aberto a navios; caso afirmativo (como suponho), qual o seu raio de acção para tal e qual a tonelagem de deslocamento desses navios poderão eles ser úteis?
cumptos e mais uma vez parabéns pelo blog.

PS: Roterdão directo para a Terceira num rebocador ... espero que tenham tido bom mar!

Manuel disse...

Caro amg, obrigado pelas felicitações,penso que sim mas vou-me informar melhor para lhe poder lhe dar uma resposta mais correcta possivel.
Um abraço
manuel

Manuel disse...

Caro amg, como gostava de lhe informar o mais correctamente possivel, pedi ajuda ao amigo Rui, Piloto de Barra da APTG,SA que me respondeu o seguinte:
"Como sabe, o nosso rebocador é portuário, e desse modo está vocacionado para esse serviço. O facto de ser portuário implica por exemplo ter uma roda de proa baixa para que possa fazer força no costado dos navios que frequentam os nossos portos e que têm modo geral um pontal baixo. Maior altura na proa implicaria avaria nos varandins dos navios.

Logo sendo um rebocador portuário, com valência para combate a incêndios e à poluição marinha, apresenta um perfil baixo que não o favorece para actividade de reboque em mar-alto.

No entanto poderá, mediante boas condições metereológicas fazer serviço em navios até 25.000 toneladas de deslocamento, exercendo uma força de tracção de 33 toneladas.

Quanto à questão da autonomia, a capacidade total do Bravo é de 70.000 litros de gasóleo, sendo o seu consumo em velocidade de cruzeiro média (9 nós) de 200 lts por hora. Fazendo as contas obtemos 14 dias ou 3000 milhas. Este valor dependerá de diversos factores, tais como a meteorologia, se a condição é de reboque, dimensão do reboque, entre outras.

Num reboque normal, digamos um navio a rondar os 100, os valores indicados passarão para metade.

É importante referir que quando se fala em autonomia, normalmente à que considerar o ir e o voltar".

Graças á sua interessante questão aprendi mais um pouco, aliás o blog serve principalmente para isso Aprender, Obrigado volte sempre.
Um abraço
Manuel

Um abraço

amg disse...

obrigado eu, por poder beneficiar do seu hobby com este blog...
já agora, existe alguma razão por o rebocador S. Luís estar de prevenção (com cabo passado) aos navios que transbordam combustíveis na Horta e na Graciosa não? (corrija-me se estiver errado)

cumptos
Antonio Godinho

PS: tem de fazer uma «vaquinha» com os seus colegas e comprar um receptor de AIS para se ver umas «imagens diferentes» por aí...

Manuel disse...

Caro Antonio Godinho, no porto da Graciosa, apenas o Ilha Azul usou rebocador, as manobras dos outros navios são feitas sem ajuda de rebocador. Quanto ao cabo da foto, penso que é isto que se refere, esta foto foi tirada aquando do acidente do Ilha Azul, não se vê mas ele estava atracado atrás do rebocadores. Se quiser alguma foto dos navios que frequentam o porto da Graciosa, o meu mail está ao fundo da página do blog.
Um abraço
Manuel