Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

segunda-feira, 28 de abril de 2014

NRP "Baptista de Andrade", no porto da Graciosa







© Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.
O porto da Graciosa, registou a  visita da corveta, "Baptista de Andrade", que actualmente cumpre a missão de segurança e autoridade do Estado no mar dos Açores. O navio da Marinha Portuguesa, sob o comando do Capitão-Tenente, Plácido Conceição, deu entrado no porto, sábado dia 26 ao fim da tarde e zarpou hoje pelas 17 horas rumo à ilha das Flores. 

"O NRP Baptista de Andrade foi lançado à água em 16 de março de 1973 tendo sido entregue à Marinha em 19 de novembro de 1974. Foi concebido para o desempenho de missões de escolta oceânica. Em Fevereiro de 2000 o navio iniciou uma remodelação que consistiu na degradação das suas capacidades como navio combatente, adequando-o essencialmente para o desempenho de missões de interesse público, permitindo uma significativa redução de pessoal.
Patrono
Distinto Oficial de Marinha, nasceu em 27 de março de 1811 e faleceu em 26 de fevereiro de 1902. Assentou praça em 1833 tendo sido promovido a Guarda-Marinha em 1840.
PatronoEsteve em Moçambique e na Índia, donde regressou em 1838 para finalizar o curso da Escola Politécnica. Foi promovido a Segundo-Tenente em setembro de 1844 e a Primeiro-Tenente por distinção em setembro de 1845. Desempenhou entretanto as funções de imediato e comandante do cúter Andorinha e do brigue Serra do Pilar e de comandante do brigue Corimba e da polaca Esperança. Foi nomeado Governador do distrito de Ambriz em Maio de 1855.
Empreendeu então, uma série de brilhantes campanhas para subjugar a revolta de vários sobas indígenas. Em recompensa pelos brilhantes serviços prestados, foi-lhe atribuída, em Outubro de 1857, o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada e promovido por distinção no campo de batalha, ao posto de Capitão-Tenente em abril de 1858.
Foi reconduzido no Governo de Ambriz, em 1859 nomeado superintendente das minas de Bembe. Regressou entretanto à Metrópole já como Capitão-de-Fragata, posto a que ascendeu em 21 de setembro de 1860. Desempenhou as funções de comandante da corveta Estefânia e em agosto de 1862 foi nomeado Governador-Geral de Angola.
Percorreu o norte da província, tendo combatido para a consolidação da soberania portuguesa. Em 1865 pediu a demissão do cargo, tendo regressado à metrópole já como Capitão-de-Mar-e-Guerra (promovido em 11 de agosto de 1863).
Desempenhou as funções de comandante da fragata D. Fernando e da corveta Estefânia. Permaneceu, durante o comando desta corveta, na Índia aquando da revolta desta colónia. Em 1872 foi promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.
Nomeado em 1873 Governador de Angola, onde desempenhou uma ação de grande relevo na pacificação da colónia.
Em 1880 foi feito par vitalício do reino; em 1889 foi promovido ao posto de Vice-Almirante; em 1890 Comandante-Geral da Armada; em 1892 Vice-Presidente do Conselho do Almirantado e em 1895 promovido por distinção especial ao posto de Almirante.
Distinguiu-se ainda pelo seu notável sentido de justiça e por uma permanente e contagiante simpatia que o tornavam querido não só na Armada como entre todos os que o conheciam. Possuía entre outras condecorações, a ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, a Ordem Militar de Avis e a Cruz de Guerra de 1ª Classe.​" 
© Copyright texto,  foto e logo: Marinha Portuguesa






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