Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

terça-feira, 2 de junho de 2015

Exploração do mar profundo deve ser feita de forma sustentável, afirma Fausto Brito e Abreu


O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia manifestou hoje, na Horta, o interesse do Governo dos Açores em “apoiar estudos de investigação sobre os impactos ambientais da extração de recursos minerais e energéticos em águas profundas”, defendendo que podem servir de base a políticas ambientais relativas à exploração do mar profundo no arquipélago.

Fausto Brito e Abreu falava à margem do seminário 'Para o desenvolvimento de um Plano Estratégico de Gestão Ambiental para a exploração mineral do mar profundo na bacia do Atlântico', uma iniciativa conjunta do IMAR-DOP, da International Seabed Authority (ISA) e do consórcio Managing Impacts of Deep-Sea reSource exploitation (MIDAS).

“Tem particular significado que este evento se realize nos Açores porque reúne os maiores especialistas do mundo na área da avaliação de impactos ambientais relacionados com mineração do mar profundo”, frisou o governante.

Fausto Brito e Abreu salientou que o desenvolvimento da nova economia do mar vai envolver nas próximas décadas a mineração dos fundos do oceano e, por isso, “é preciso garantir a proteção dos recursos genéticos e biológicos nessas áreas marinhas”.

“Temos recursos muito importantes nos nossos fundos submarinos, mas também temos ecossistemas muito vulneráveis que urge proteger”, sustentou o Secretário Regional, acrescentando que “o plano de gestão ambiental que está a ser desenhado servirá para proteger ecossistemas vulneráveis e aproveitar as riquezas que existem nos nossos fundos submarinos”.

O seminário, que se prolonga até quarta-feira, junta cerca de quatro dezenas de cientistas que pretendem reunir e avaliar a informação existente sobre o meio marinho, incluindo a localização de habitats de profundidade sensíveis, e identificar a natureza, a distribuição e a intensidade dos impactos associados à mineração.

Este evento tem ainda como objetivos analisar as leis, as políticas e os regulamentos existentes sobre mineração em mar profundo a nível internacional, regional e nacional, e determinar um 'roteiro' para o desenvolvimento de um Plano de Gestão Ambiental para o Atlântico.
 

© Copyright foto e texto: GaCS/GM

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