Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

domingo, 26 de agosto de 2012

N/D "Dravos Costa Dorada", na Horta para iniciar a dragagem da baía do novo Terminal


 (©) Copyright fotos: Miguel Nóia, Faial

Recentemente a Portos dos Açores, SA, adjudicou os trabalhos de dragagem da baía de manobra  do novo Terminal Marítimo de passageiros da Horta, ao consorcio constituído pelas empresas Somague Engenharia SA, Somague Ediçor Engenharia SA, Tecnovia Açores Sociedade de Empreitadas SA, Afavias Engenharia e Construções SA e Conduril Engenharia SA.
A obra que custará 3,5 milhões de euros e vai permitir a passar de uma cota de fundo de -6 mts, para os -8,5 mts, permitindo assim a operacionalidade de navios até aos 210 metros de cumprimento.
Ao todo vão ser retirados 145 mil metros cúbicos de areias durante cinco meses.
È precisamente para efectuar os trabalhos de dragagem que chegou ontem ao porto da Horta, o navio draga "Dravos Costa Dorada". Esta draga espanhola com registo em Santa Cruz de Tenerife, pertence à empresa Dravo SA, fundada em 1987, em que a empresa espanhola Dragados e a holandesa Van Oord, possuem cada um 50% do capital.
Dados técnicos:
Nome: Dravos Costa Dorada"
Nº IMO:8611180
Bandeira: Espanhola
Porto de registo: Santa Cruz de Tenerife
Ind Chamada: ECCD
Comprimento: 85.80 m
Boca: 14.05 m
Calado: 3,97 mts
Ano: 1987
Estaleiro: IHC Smit BV - Kinderdijk, casco No.: CO1182 
T.A.B: 1996 tons
T.A.L.: 598 tons
D.W.T.: 3000 tons
Capacidade: 2.548 m3
Profundidade máxima para dragagem: 28 m
Propulsão: 1.956 kW
Potência toatal instalada: 4.631 kW
Potência da bomba de dragagem: 978 kW
Velocidade de serviço: 11 nós
Propriedade/Operador: Dravo, SA - Espanha


10 comentários:

Anónimo disse...

Não sei para quê, que vão gastar dinheiro com este porto. Já fizeram, um porto mal feito que não vai puder, receber navios de cruzeiros com mais de 210m de comprimento. Só mesmo os pequenos, que vai para lá porque de resto os maiores vão ficar sempre fora do porto

Rui Carvalho disse...

Caro MMB

Os iluminados que projectaram e executaram esse desastre tentam por tudo, e custe o que custar, aparar a asneira feita.
O problema da falta de calado só aparece porque o porto tem uma configuração estrangulada e falta de baía para manobra dos navios com segurança.
Só quem não sabe absolutamente nada de navios e de portos é que pode meter na cabeça que os navios não necessitam de espaço para manobras.

Enfim, dava aqui pano para mangas...

Abraço

ErrE

Anónimo disse...

Só dinheiro mal gasto no porto da Horta na minha opinião.

FranciscoM disse...

Este novo Porto tem várias valências. Não sei porque estão sempre a referir cruzeiros com + 200 metros, que na sua maioria representam 5 a 6 escalas por ano.

Ponto 1- O cais serve essencialmente a operação Ferry. Portanto estando o Ferry no Porto não interessa se o cais tem calado x ou y ou possibilidade de efectuar manobras. Se o cais tem 280 metros, e se com o ferry a disponibilidade passa para 170 metros, não sei como querem ver navios com mais de 210 metros a atracar.

Ponto 2-A Horta está a ter problemas significativos com o movimentos de mega-iates. Desde 2007 que a Horta tem vindo a perder esse mercado para as Canárias e Madeira. Alguém recorda-se do problema com o Cecilia A ?

http://www.radiopico.com/index.php?n=noticias&menu=noticias&id_noticia=13470&incl=componentes/noticias/index.php

São esses dois mercados que o cais pretende satisfazer e não as 4 ou 5 escalas dos grandes navios. Mesmo que o cais tivesse a dimensão adequada para essas escalas, a constante presença do ferry e de iates, impossibilitaria a atracagem desses navios.

Espero é que a 2ª fase avançe dentro de alguns anos.

Anónimo disse...

Só vão requalificar a 2ºfase mas é para os iates, na mesma quando os cruzeiros maiores quiserem, fazer paragem pelo porto da Horta vai ter que estar no lado de fora.
Para que é que gastam tanto dinheiro quando é desnecessário? Em vez, de fazer um cais novo, podiam muito bem, fazer um porto para os iates que param por lá.

Manuel disse...

Caro ErrE e visitantes, do mal o menos felizmente este caís não é apenas para cruzeiros, mais não digo!
Abraço,
Manuel

Anónimo disse...

Alguem me diz qual o destino da areia? é que se fica para o empreiteiro e ainda lhe pagam esse balurdio para o efeito é o negócio da China!!

Rui Carvalho disse...

Caro MMb

Concordo com o FranciscoM, a Horta obteve aquilo que pretendia, no entanto penso, e esse sempre foi o meu ponto de vista, que o valor do investimento feito não foi ajustado aos serviços A que foi aplicado.
Aliás nem lhe poderíamos chamar investimento, mas custo operacional.
A Horta não vai ter mais navios, não vai ter mais passageiros, não vai ter mais contentores, não vai ter mais carga, vai sim ter uma melhor gare e umas melhores condições para os passageiros inter-ilhas.
Todas essas manobras são para justificar politicamente algo que foi prometido e nunca será realizado.
Com esse mesmo valor aplicado posso eu dizer que o porto da Praia da Vitória aumentava para o dobro o seu movimento.

Abraço

ErrE

Anónimo disse...

Boa Noite,

Falando em dragas, alguem sabe se o "Ilheu da Mina" vai voltar aos Acores ao vai ficar em Aveiro? Parece que tem estado atracado a este porto a algum tempo sem fazer nada.

Abraco,

Paulo Peixoto

Manuel disse...

Amigo ErrE e Paulo, obrigado pela vossa participação!
Quanto à draga "Ilhéu da Mina", a ultima informação que recebi é que essa draga está à espera de um orçamento para avaliar o seu futuro, mas como isto já foi à alguns dias, não sei se já tomaram alguma decisão.

Abraço,
Manuel