Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sábado, 6 de abril de 2013

O N/M "Ponta do Sol", e o Pai da Contentorização





 A Box Lines, como o seu navio, "Ponta do Sol", efectuou mais uma escala no porto da Graciosa, no passado dia 4 de Abril. Em muitas destas descargas de carga contentorizada, lembro-me do homem responsável pelo surgimento da contentorização, o norte-americano Malcon Mclean. Sem dúvida que foi uma ideia genial. Uma ideia genial, que poderíamos defender enumerando uma enorme lista de vantagens!

Malcon Purcell Mclean nasceu em 1913 em Maxton, Carolina do Norte, EUA e faleceu em 2001, é considerado “ O pai da contentorização”.
Depois de concluído o liceu Mclean foi trabalhar para uma bomba de combustível onde ganhou dinheiro para comprar um camião em 2ª mão por 120$, juntamente com a sua irmã Clara Mclean e seu irmão Jim Mclean fundaram a Mclean Trucking Co. De inicio com apenas um camião ele transformou-a na 2ª maior empresa dos EUA com 1770 camiões.

Os anos passados no negócio dos transportes mostraram a Mclean a necessidade de um método mais simples de embarcar mercadorias, ele observava o carregar das mercadorias dos camiões pelos estivadores para os navios e pensou se não seria mais fácil carregar o trailer completo para o navio. As companhias de navegação estavam cépticas quanto á ideia de Mclean, tendo ele criado a Sea-Land Inc. que nos finais de 1990 vendeu à Maersk. O primeiro navio de contentores foi o “Ideal X” um ex navio tanque da II guerra mundial convertido que podia transportar 60 contentores isto em 1956.
Malcom Mclean foi considerado “ Homem do século “ pelo International Maritime Hall of Fame.
(©) Copyright foto de Malcon Mclean:  Time Life Pictures
(©) Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.


2 comentários:

Victor Insular disse...

De 1 camião para 1770 camiões dá razão àquela frase do filme Prometheus: "Big things have small beginnings". http://www.youtube.com/watch?v=eB52xyaY4kk
O principal problema de adoptar para as ilhas pequenas dos Açores apenas navios RO-RO ou RO-PAX desde PDL ou PVT começa no transporte de gás e já agora de gado vivo. Lembrei-me disso logo ao ver ali aquela foto de um camião com um contentor cheio de bilhas de gás... Se dos 3 navios com rampas sugeridos no estudo que temos vindo a acompanhar 2 dos navios seriam RO-PAX (ferry com carga rodada) e apenas 1 seria RO-RO (carga), significa que o gás por exemplo só poderia ser transportado em 1 navio para todas essas ilhas. Já agora não sei se seria muito agradável para os passageiros transportar gado vivo em navios ferry (RO-PAX).

Manuel disse...

Amigo Vitor, exactamente de total acordo!
Por essas e por muitas mais razões defendo, ou melhor escrito, é minha opinião pessoal, que um sistema porta-contentores/ferry seria o mais adequado.
Na minha visão das coisas os porta-contentores, tem a função de ligar os Açores ao continente e Madeira(mais ou menos nos moldes actuais), enquanto que o ferry assegurava a carga inter ilhas nos moldes em que o Lobo Marinho o faz.
Mesmo assim, fica aqui a questão como bem diz do gado inter-ilhas. Espero que num futuro relativamente próximo sejamos com a construção de um matador moderno ser capazes de exportar carcaças em frigoríficos, em vez de as enviar para outras ilhas. Mas mesmo assim existirá sempre a necessidade de haver esse transporte de gado vivo.
Hoje em dia poderia perfeitamente embarcar gado no Ponta do Sol, para o Pico e S. Miguel, e poderia receber da Terceira e S. Miguel, isto em face da rotação habitual do navio, além disso pode-se recorrer a baldeações em outros portos.

contudo isto deixo aqui também uma frase retirada de um post no facebook que poderíamos aplicar à lentidão com que idealiza um serviço de transportes moderno e eficiente:
"TEMPO" é um tesouro precioso que nós temos. Podemos produzir mais dinheiro, mas não mais tempo!"

ou seja este tempo perdido jamais será recuperado, e serão os nossos filhos a pagar por isso! há e nós também!

Um Abraço,
Manuel