Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fred Olsen, uma "Ponte" Canária que serve de inspiração






(©) Copyright fotos e vídeos: António Saez, Tenerife.
 Acompanhando este post, publico algumas imagens (actuais) do terminal da Fred Olsen em Santa Cruz de Tenerife, como siempre obtidas pelo Amigo e Co-editor, António Saez.  Os Açores, só teriam a ganhar com um serviço ferry efectuado nos moldes em que se realiza nas nossas ilhas irmãs, Madeira e Porto Santo, e em nuestras hermanas islas Canárias, isto apenas referindo os dois arquipélagos mais próximos!

Sempre que se fala de ferrys, existe sempre quem diga, que Madeira, Canárias, Baleares, ilhas Gregas, e tantas outras, não são iguais aos Açores! Que grande conclusão, nem as 9 ilhas açorianas o são!  Por cá alguns em vez de unir sonham em dividir o arquipélago! Mas a necessidade de mobilidade marítima é igual, a necessidade de estabelecer relações sócio-económicas inter-ilhas é igual, seja em maior ou menor dimensão, por isso é que se constroem navios de diferentes dimensões, capacidades e características, por isso é que existem frotas grandes e frotas pequenas, por isso é que se programam mais ou menos rotações de acordo com as necessidades. 


Em tempos de crise precisamos de coragem e convicção no delinear de uma estratégia que seja uma mais valia sócio-económica para os Açores, aquela imagem com uma "Ponte" ligando Tenerife à Gran Canária, de forma tão simples explica e exemplifica um verdadeiro serviço ferry. À poucos dias fazia uma pequena foto-montagem com uma estrada e um ferry, essa montagem foi inspirada num dos panfletos promocionais do inicio da Ferry Gomera, SA, onde se via um ferry com as duas portas abertas (Popa e ré), e uma estrada ligando La Gomera a Tenerife.


Em 1904, Thomas Olsen, filho do armador norueguês, Fred Olsen, chega pela primeira vez ás Canárias, interessado em conhecer o processo de produção e embarque da fruta, nos navios de seu tio Otto Thoresen. Thomas Olsen viria a ter um papel de extraordinária importância no desenvolvimento da ilha de La Gomera, a sociedade agrícola criada no vale de Benchijigua é um desses exemplos, tendo sido o primeiro a produzir intensivamente o tomate e a banana.

Don Tomás, como era conhecido, morre em 1969, o seu filho Fred Olsen, assume os negócios do pai, em 1973, Fred Olsen que na altura estava em La Gomera, recebe um desafio vindo de um grupo de responsaveís de La Gomera, este, consiste em criar uma linha entre La Gomera, e Los Cristianos. Após lhe ser efectuado o desafio Fred Olsen regressa à Noruega, e encarrega o seu departamento técnico de estudar a viabilidade de um ferry com menos de 900 tons de registo bruto.

Naquele mesmo ano na semana Santa, durante uma reunião com os responsáveis pelo desafio, Fred Olsen, surpreende todos com a aceitação do desafio e logo ali apresenta o projecto. Nascia assim a Ferry Gomera, SA. 
Em 1994, após reestruturação empresarial a Ferry Gomera dá lugar à Lineas Fred Olsen. Hoje  a Fred Olsen, Canárias, assegura várias ligações nas Canárias, tirando também partido de outros negócios associados, como hoteis, campos de golfe, etc. 





O interessante, útil e gratutito, serviço ferry-bus da Fred Olsen.




6 comentários:

Anónimo disse...

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José F. disse...

Ao analizar estas questões do sistema de ferrys nos arquipélagos vem-me à ideia o Havai. Alguém já reparou que eles não têm sistema de ferry inter-ilhas? Tiveram a Hawaii Superferry entre 2003 e 2009 que possuia um 1 HSC em serviço, um 2º acho que nem chegou a entrar ao serviço visto que a companhia foi ao ar. Os dois navios acabaram por ir parar à marinha de guerra dos EUA. Ferrys ou serviço de passageiros regular do continente americano para o Havai obviamente nem ve-los, aliás em termos de serviço ferry sem escala acho que nem existe no mundo uma rota tão extensa como seria uma do continente americano para o Havai. Em termos de serviço regular de passageiros do continente para as ilhas até a Ilha de Santa Helena ou a Ilha de Ascenção (que possui aeroporto) onde pouca gente vive, praticamente sem turismo e que ficam no meio do nada têm mais sorte que o arquipélago americano:
http://rms-st-helena.com/

Manuel disse...

Boas José F., obrigado pela visita e comentário.
Fiquei melhor informado, para ser honesto pensava que continuava a haver os HSC por lá.
Cumprimentos e volte sempre
Manuel

Anónimo disse...

Con su permiso, escribo en español.

El caso de Hawaii es un caso muy particular que debe ser puesto en su contexto.

Hawaii Superferry no fracasó, sus actividades se terminaron porque las leyes protegían a los animales marinos y no permitieron barcos de este tipo (High Speed Catamaran).

Además, para proteger la biodiversidad de las islas, el movimiento de mercancías entre una isla y otra está muy controlado y hay que pasar una aduana casi como si de ir al extranjero se tratara.

En Canarias el tránsito entre islas es totalmente libre, no así los productos que vienen de fuera que están controlados fitosanitariamente (por ejemplo, las papas sólo pueden venir de UK y de Israel, ya que las demás tienen una enfermedad que aquí no hay).

Además, en Canarias los HSC deben llevar un radar especial para evitar colisiones con ballenas y delfines, pero su impacto ambiental por ruido es despreciado (habría que ver si correctamente).

Un saludo,

victorhg·

José F. disse...

Victorhg: Gracias por sus aclaraciones.

Manuel disse...

Caro Victorhg, não se preocupe, de vez em quando o amigo Saez (Tenerife) publica post em espanhol!

Obrigado
MAnuel