Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sábado, 11 de dezembro de 2010

De "Viking" a "Hellenic Wind"

O HSC "Hellenic Wind", efectuou a segunda época no mares dos Açores ao serviço da Atlantico Line,  a primeira em 2009, com o nome de "Viking", e afretado à Steam Packet Company,  depois dessa operação é adquirido pela Hellenic Seaways, e renomeado de "Hellenic Wind", nome com opera em 2010, e irá operar em 2011,  depois de umas férias em Creta, eu pessoalmente estou convencido que irá operar em 2012 tal como o colega de Armador o "Express Santorini", uma vez que ambos estão bem equipados com rampas laterais, funcionais e adaptadas aos nossos portos.
 Desempenhou a sua missão com tranquilidade, tenho amigos que preferem a sua rapidez, outros que não gostam de viajar sem poder ter o prazer de sentir a brisa na face, e estes preferem o convencional "Express Santorini", eu nunca viajei em nenhum dos dois, mas para mim o que melhor se adapta ao mar, e vento, é o "Express Santorini". Depois de um olhar rápido, pelo estudo da BTM, fico a pensar, se a Atlântico Line, irá optar por HSC, tipo nonocasco ( Hellenic Wind), catamaran ou trimaran, claro que também surge a dúvida se será o HSC, o tipo de navio escolhido no futuro, uma vez que se trata apenas da recomendação de um estudo.
O HSC " Hellenic Wind" pertence à família dos MDV1200 ( conhecidos como Superseacat ) são uma série de hight speed crafts (HSC), construídos pelos estaleiros Fincantieri, Itália, para a Ocean Bridge Investments e Sea Containers, Lda. entre 1996 e 1999, tendo sido construídos 6 destes navios. Os primeiros 2 navios do tipo MDV1200, foram o HSC Pegasus One e HSC Pegasus Two, construídos para a Ocean Bridge Investments em 1996 e 1997 respectivamente, mais 4 destes navios foram construídos para a Sea Containers, Lda. entre 1997 e 1999. A Sea Containers Lda originalmente tinha encomendado um navio Auto Express 78 á Austal Ships, mas o primeiro da série falhou a velocidade requerida e foi recusado, tendo então a Sea Containers, Lda. se virado para os Estaleiros Fincantieri e encomendado 2 destes
navios MDV1200, e depois mais dois. Características dos Superseacat: Comprimento 100,3 metros, boca 17,1 metros,calado 2,6 metros, 689 passageiros, 120 viaturas e 4 autocarros, velocidade de serviço 35 nós e máxima 40 nós, motores 4x Ruston V 20 RK270 diesel, com 6875 KW de potência, fornecida a 4 jactos de água Kamewa S112, impulsor de proa Brunvoll FU-45 LTC 1225-330 KW. De salientar que o desenho exterior deste tipo de navio foi concebido pelos famosos escritórios de design Pininfarina, Itália que conta com clientes famosos, como a Ferrari, Maserati, Volvo, e projectos de arquitectura como por exemplo o estádio da Juventus, entre outros .
Fontes: Wikipedia; Absolute Astronomy & Ship-Technology.
(©) Copyrights fotos: MM Bettencourt, Graciosa. 

2 comentários:

Anónimo disse...

Ola
Não percebo nada de barcos, mas fico fascinado pelo design dos Ferrys HSC e suas potencialidades, este Ellenic Wind é magnifico.
Como já referi algumas vezes em conversa com amigos, e agora também gostava de partilhar a minha opinião com o dono e visitantes do Blog sobre este tema.
O modelo de transporte marítimo de passageiros, viaturas e carga para os Açores devia ser feito com um Ferry novo de alta velocidade entre 30 a 40 nós todo o ano tipo o Hellenic Wind, pois a distancia entre ilhas é grande e por vezes torna-se muito desconfortável estar muitas horas a viajar principalmente para pessoas que passam mal com o balanço do navio. De Verão poderia ser compensado com outro Ferry como o Ilha Azul, é muito menos rápido mas de Verão temos mais tempo, pois viajamos normalmente em férias e os turistas normalmente Nórdicos gostam de apreciar as vistas magnificas proporcionadas pela viagem.
Desde já peço desculpa se estou errado mas, o Ilha azul acho que ainda é propriedade da Transmaçor a qual foi ou vai ser comprada pela Atlancitoline, que é Empresa publica, por tanto os Açores tem um Navio seu. Se este Navio for restaurado a nível de motores e interiores gastando 4 ou 5 Milhões, poderia servir os Açorianos e Turistas durante o Verão por mais uns 10 ou 15 anos como complemento ao Ferry Novo de alta velocidade, se não for possível comprar um novo tipo o Atlantida. Assim teria-mos um Serviço Marítimo Expresso todo o ano e de Verão um complementar mais virado para Cruzeiro de Turismo onde os Operadores Turísticos podiam fazer Pacotes de Viagens para visitar 2 ou mais ilhas utilizando como por exemplo A rota dos Queijos em São Jorge, A Rota dos Vinhos no Pico, etc. etc.
Põe-se em causa a sustentabilidade para todo o Ano de um Navio Ferry nos Açores se não tiver carga, isso resolve-se de uma forma muito simples, a Atlanticoline poderia fazer uma parceria com os T.M.G. que por sinal tem feito um excelente trabalho.
Os Açores é uma grande família e como tal devemos nos ajudar uns aos outros, para que assim possa-mos crescer a nível social e económico, deixando o Centralismo e Partidarismo de parte.
Cumprimentos
Jorge Azevedo.

Manuel disse...

Meu Caro Jorge Azevedo, Obrigado pelo comentário e por partilhar aqui a sua opinião, de uma forma correcta e clara. Digo-lhe que estamos de acordo em muitas coisas, achei interessante a ideia das rotas turísticas.
Quanto aos HSC, já lhe expliquei que a minha opinião não é bem essa, mas gostei da ideia de aproveitamento do Ilha Azul, gostava que lê-se este post do Cte. Rui, acho que vai gostar ( http://oportodagraciosa.blogspot.com/2010/07/uma-missiva-para-aveiro.html )é muito parecida com a sua.
Também gosto da solução Atlânticoline/TMG, gostava até que os TMG fossem uma pequena Naviera Armas Açoreana, acho que ai estaria muitos problemas solucionados, lembro que os TMg têm um ferry o Espírito Santo, que na sua terra de origem fazia o transporte de passageiros, viaturas e carga, quanto a mim um modelo a seguir.
Quanto á sua opinião de os açores ser uma familia também não podia estar mais de acordo consigo, por isso não gosto do estudo da BTM, que parece querer criar, para uns um serviço e para outros um totalmente diferente, afinal como diz e bem somos todos Açores.
Um abraço e volte sempre com os seus comentários.
Manuel