Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

domingo, 24 de abril de 2011

Na Rota do" Slavonia" - Futuro livro de Eduardo Furtado

Esta foto é da autoria do Exmo. Sr. João Gomes Vieira (colecção particular).

    NA ROTA DO SLAVONIA

Desde sempre que o oceano chamou a atenção e despertou a imaginação da Humanidade.
Um universo secreto, misterioso, que só a partir do século XX, tornou-se mais acessível com o começo da sua exploração científica.
Desde que o homem começou a contemplar o mar e a perder-se no seu horizonte, uma das noções mais preocupantes era a do mar “devorador”.
Ainda hoje o mar assusta o homem e inspira respeito a todos os navegadores.
Naufrágio…uma palavra que nos faz sonhar!
Para muitos, é a imagem de uma caravela afundada com uma arca de tesouro (moedas, ouro, e esmeraldas) que permanece no fundo rodeada de famintos tubarões.
Para outros, são sonhos e vidas desfeitas que não triunfaram e que permanecem no abismo azul ou escuro.
E, para os mergulhadores, é uma viagem na história da embarcação e um mergulho no presente com o passado.
Nesta viagem fascinante e trágica, entre céu e mar, dou a conhecer ao “mundo” o maior naufrágio jamais ocorrido em águas açorianas e um dos mais famosos desastres marítimos do século XX.
Em pleno coração do Oceano Atlântico, mais concretamente no nordeste do citado oceano, entre o velho e o novo continente, situa-se o arquipélago dos Açores, cuja situação geográfica é um factor determinante para o tráfego marítimo deste mar misterioso e, por vezes, fatal, onde milhares de navios sulcam estas águas e muitos por cá se perderam, nomeadamente no grupo ocidental do citado arquipélago (Corvo e Flores), onde fica situado um dos maiores cemitérios de navios do mundo, perdido na imensidão do mar.
Em Outubro de 2001, um inventário elaborado pelo Museu de Arqueologia de Lisboa desde 1522, confirmava nas águas que rodeiam os Açores, pelo menos o naufrágio de 850 navios, estando incluídos 90 galeões espanhóis e 40 naus portuguesas provenientes da Índia.
“Na Rota do Slavonia…Uma viagem pela última travessia do paquete”, permite-nos “embarcar” num dos maiores transatlânticos da época.
O “Slavonia” é o maior navio que encalhou e naufragou no mar dos Açores, na costa sudoeste da ilha das Flores, mais concretamente em frente à aldeia do Lajedo, nuns rochedos submersos denominados de “Baixa Rasa” e assinalados nas cartas náuticas inglesas de “Escolar Sunk Bank”, na fatídica madrugada do dia 10 de Junho de 1909, com 598 pessoas a bordo. Na altura do encalhe, o farol da Ponta das Lajes, que dominava o local da tragédia, apenas carecia das máquinas e da lanterna. Um assunto que não passou despercebido à imprensa portuguesa que recriminou a entidade competente por não ter procedido à conclusão do farol.
Era um dos maiores e mais bonitos paquetes do mundo, pertencente à famosa companhia inglesa de navegação RMS Cunard Line. Um naufrágio historicamente importante e digno de ponto de honra no currículo de naufrágios na ilha das Flores e nos Açores. É o mais belo e mítico navio naufragado neste arquipélago.
Os anos passaram e o naufrágio, ao longo do tempo, tomou a sua dimensão lendária.
Todos os navios naufragados têm o seu enigma e um naufrágio evoca quase sempre uma história trágica e, muitas vezes, encerra resposta a perguntas por responder. O naufrágio de um paquete é considerado o típico drama marítimo.
Numa investigação exaustiva e cuidada, “Na rota do Slavonia”, constitui a história trágica da última travessia do paquete até ao seu destino fatal, para recordar e registar merecidamente esse naufrágio célebre que deixou marcas profundas na maioria dos florentinos e que marcou a história dos oceanos, completando em 2009 o seu centenário.

Alguns capítulos deste trabalho merecem destaque:
- Provocadores de naufrágios
- Os naufrágios mais célebres
- Registo de alguns achados e descobertas mais importantes
- Baía de Angra do Heroísmo: “Arca” de artefactos de naufrágios seculares
- Navios dos descobrimentos concentrados nos Açores
- Naufrágios nos grupos oriental e central
- O naufrágio que tornou os açores conhecidos dos nórdicos
- Naufrágios no grupo ocidental
- Objectos do Slavonia recuperados pela população
É precisamente este mundo trágico, pavoroso e assombrado que se pretende desvendar nesta obra inédita.
São relatos comoventes, devastadores e terríveis onde se exprimem o heroísmo e a coragem de muitas pessoas e que contribui para a grande importância e relevância que teve e continua a ter o traiçoeiro Oceano Atlântico, nomeadamente o mar dos Açores.
(©) Copyright texto: Eduardo Furtado
(©) Copyright foto: Exmo. Sr. João Gomes Vieira (colecção particular).
(©) Copyrights: Toda a obra (texto e fotos) está protegida por lei.

Publico aqui um breve resumo e a foto da capa do último trabalho de investigação da autoria do açoriano Eduardo Furtado, com o objectivo de divulgar esta obra em que o autor procura um eventual patrocinador para a sua publicação.
De salientar que o investigador micaelense conta com quatro obras publicadas que poderão ser consultadas no seguinte endereço: http://www.eduardofurtado.com/".

4 comentários:

César João disse...

Excelente post caro amigo.
Realmente o Slavonia nessa viagem trágica marcou o povo florentino e não só.Enfim...,um desastre marítimo que jamais será esquecido.
Mais uma vez,parabéns pelo post e por este belo blogue.
abraço.

Manuel disse...

Amigo Cesar, estas histórias fazem parte das nossas ilhas e do nosso povo. Também aqui temos por exemplo a história do Mazini.
Era bom que as camaras da tua ilha dessem atenção a este trabalho de investigação, mas ás vezes anda tudo distraido, talvez não dê votos.
Abraço e pêço-te que lembres os teus colegas florentinos que alguém quer escrever essa história
Manuel

amg disse...

lembro-me de ver um documentário na RTP sobre este assunto.

Manuel disse...

Amigo António, parece que sim.Esperemos que as entidades Açoreanas também dêem alguma atenção a este livro afinal estamos a falar de história.
Abraço,
Manuel