Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Novos ferrys da Atlânticoline na "Fase 8" do processo de construção

Render não actualizado / Fonte: RTPA
A opção de proceder à construção de dois navios com capacidade para passageiros e viaturas nas ligações entre as ilhas do Grupo Central “vai mudar radicalmente a forma como se processa o transporte marítimo de passageiros principalmente nas ligações entre as três ilhas do Triângulo”, considerando este “um passo decisivo para que a construção de um mercado interno, que nestas três ilhas tem uma posição de vanguarda, possa atingir um novo patamar em relação ao já existente e cujas condições entendemos poder ser melhoradas”.
Referia, Vasco Cordeiro, actual Presidente do Governo Regional dos Açores, (na altura  Secretário Regional da Economia),  durante a cerimónia de assinatura do contrato de construção dos dois navios ferry de 40 metros para a operação regular de transporte marítimo de passageiros e viaturas nas ilhas do Grupo Central, celebrado entre a empresa Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon,SA.
Referia na altura ser “este um processo prioritário para o Governo dos Açores”, não só “porque melhorará as condições de transportes de pessoas e bens entre estas ilhas”, mas também porque “vem adequar-se a um conjunto de investimentos que estão a ser feitos como são os casos da construção dos novos terminais de passageiros na Horta e na Madalena”.
O contrato entre a Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon prevê a construção de dois navios de quarenta metros, um com capacidade para cerca de 333 passageiros e oito viaturas e outra para 287 passageiros e 12 viaturas, num investimento total de 18,6 milhões de euros.  O primeiro navio já foi lançado ao mar,  e está  realizar testes a todos os equipamentos e sistemas, mantendo-se o que sempre a Atlânticoline referiu sobre este assunto, ou seja a entrega está prevista até ao final do ano, com inicio de operação em 2014. Ou seja nesta altura o processo segue o seu percurso normal, dentro do que a  Administração da Atlânticoline programou
Nesta altura o processo encontra-se na fase-8  (processo de design e aprovações necessárias fase-1, corte da chapa fase-2, montagem dos blocos fase-3, armamento fase-4, pintura pintura fase-5, lançamento à água fase-6, aprestamento fase-7, testes de mar fase-8, baptismo e entrega fase-9). 
(©) Copyright imagem: Atlânticoline
Astilleros Armon,SA.

(©) Copyright fotos e fonte: Astilleros Armon, SA
Astilleros Armon, SA, Espanha, constituída como cooperativa Armon em Navia em 1963, tornou-se mais tarde Astilleros Armon, SA.
Astilleros Armon,SA, ( Navia, norte de Espanha) são a sede cooperativa de 6 empresas, com uma capacidade produtiva conjunta superior a 40 navios ano.
As 6 empresas com capacidades deferenciadas são:
Astilleros Armon, SA, Navia : Aqui centraliza-se as tarefas de direcção, administração e engenharia. Conta com uma área de 34000 m2 dos quais 5000m2 são área coberta.
Astillleros Armon, Burela, SA : Fundado em 1992 para satisfazer a procura de navios até 70 mts de comprimento, este estaleiro foi projectado com modernas infra-estruturas que o optimizam a produtividade do mesmo.
Astilleros Armon, Gijon : Adquiriu em Fevereiro de 2011 as instalações do Astillero SA Juliana, construtora que conta com mais de 100 anos de experiência. Possui uma área de 184.000 m2.

Astilleros Armon Vigo: Incorporados em 1998 dispõem de 12.000 m2 de instalações compactas podendo albergar navios até 120 mts de comprimento e 18 de boca.
Auxiliar Naval del Principado: Conta com 2500 m2 de instalações cobertas num total de 10800 m2 de área, está especializado na construção de embarcações rápidas em alumínio, que necessitam de avançadas técnicas de construção.
Conformado e Corte, SA: Procede ao corte e moldagem do aço, a sua capacidade produtiva permite-lhe fornecer a terceiros as peças que estes necessitem. Com uma área coberta de 7400 m2 dispõem de gruas de diferentes capacidades de elevação e um moderno sistema de corte.
Estes estaleiros já produziram mais de 750 navios, desde rebocadores, embarcações rápidas, lanchas de pilotos, navios de pesca, cargueiros, dragas, navio oceanográficos etc, destinados a clientes dispersos pelos 5 continentes.


15 comentários:

Rui Carvalho disse...

Caro MMCB

Segundo consta os navios estão em fase de teste de mar, debaixo do maior secretismo, vai-se lá saber porquê.
Ora, os novos navios vão entrar ao serviço e na minha opinião já velhos são.
Os velhinhos CRUZEIROS necessitam de uma reforma urgente, serviram bem o povo até à sua exaustão, no entanto a oportunidade criada pela necessidade da sua substituição não foi devidamente pensada e aproveitada.
Primeiro porque não se entende, e não foi explicado, como serão os novos navios enquadrados na operação sazonal da Atlânticoline, será a Transmaçor uma parceira ou um concorrente interno? Se forem um parceiro, a sua capacidade de oferta no que respeita a viaturas não é compatível com o booking da Atlânticoline, logo parece-me a mim de inevitavelmente as duas empresas vão operar em simultâneo num grande desperdício de recursos.
Em segundo lugar, também não foi esclarecido se estes novos navios vão expandir o seu serviço às restantes ilhas do grupo central, tal como estava estabelecido no contrato de serviço público assinado com a Transmaçor, e se tal for feito mais uma vez a capacidade de espaço para viaturas não será minimamente suficiente para a procura interna.
Os navios novos substituíram os velhos, mas o modelo de gestão do negócio não evoluiu.
A solução não passará por fundir efectivamente a Transmaçor com a Atlânticoline uma vez que a Portos dos Açores é accionista maioritária nas duas empresas?
Tal só não é feito, julgo eu, para que a CE continue a permitir que sejam feitos subsídio directos à operação da Atlanticoline no âmbito do serviço público, sendo impossível na Transmaçor pelo volume de passageiros transportados.
No entanto julgo que insistir numa operação deficitária, não é uma solução inteligente a longo prazo.
Outra solução é possível, bastará ter como tudo o que é necessário na vida - CORAGEM.

Abraço

ErrE

Anónimo disse...


Segundo julgo saber a Atlanticoline vai ser extinta e será a Transmaçor a liderar todo este processo. Acho uma decisão acertada do Governo Regional nesta matéria

Manuel disse...

Não será o contrário caro Visitante?
Cumprimentos
Manuel

Rui Carvalho disse...

Caro MMCB

Tudo indica que é bem possível ser a primeira opção.
Basta juntar alguns factos.

Abraço

ErrE

Manuel disse...

ErrE, mas o programa do Governo não dizia o contrário?

Abraço
MMCB

Rui Carvalho disse...

Caro MMCB

Os navios até têm o nome da Atlânticoline, daí eu apostar ao contrário, pois há gente que faz sempre tudo ao contrário.
Alguma vez acertarei !

Abraço

ErrE

Anónimo disse...

Se aparecer na net algum vídeo dos testes de mar e puder pôr o link aqui agradecia. Obrigado.

Anónimo disse...

Boa noite a todos! Bem,na minha opinião, e com mais de 37 anos de andanças no mundo do shipping, acho que este 1º barco, cujo nome li como Mestre Simão ( nome provisório ?), nome talvez mais apropriado para uma traineira, apresenta um casario demasiado alto e talvez seja penalizado com muito mar e vento; por outro lado, a proa apresenta-se clássica, pontiaguda, bem diferente dos desenhos que foram fornecidos.apresentados

Manuel disse...

Caro Visitante, se encontrar claro que coloco o link!

Cumprimentos e volte sempre
Manuel

Manuel disse...

Caro Visitante, os primeiros renders não eram definitivos o contrato previa que o estaleiro pudesse fazer algumas alterações que achasse convenientes.

Cumprimentos
Manuel

Anónimo disse...

Caro Manuel, esperemos que não dê barraca como o Atlântida.

Duarte Viveiros disse...

Caro Manuel,

Obrigado por esta noticia, que já há um tempo aguardava. Interessante seria alguém em espanha, arranjar vídeo do navio já no mar.
Há alguma previsão da vinda para os Açores? Fim deste ano?
Parece-me logico ser Atlanticoline por enquadrar-se numa logica de serviço publico que tem como objetivo funcionar numa rede que servirá todo o arquipélago e fazer gradualmente que esse serviço expanda-se o Ano inteiro e assim servindo o máximo de ilhas possível.

Manuel disse...

Boas Duarte Viveiros,

Estou a tentar, mas não está fácil, mas não vou desistir, veremos se consigo!
Abraço
Manuel

Anónimo disse...

Muito Obrigado pela notícia Manuel!

Um Abraço!

Luis Reis disse...

Tanto do nosso dinheiro a ser comercializado (e logo em Espanha)por alguns e em beneficio de quem?. Em Portugal temos estaleiros, até temos um navio que foi encomendado por essa empresa (do estado Açoreano)e está ali encostado...