Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Baptismo e apresentação do novo ferry "Mestre Simão"

Ontem decorreu no Terminal Marítimo do Porto da Horta, o baptismo e apresentação pública do novo ferry da  Atlânticoline, "Mestre Simão". A cerimónia foi presidida pelo Presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro. Chega assim, felizmente a "bom porto", o processo de construção deste primeiro ferry, estando a entrega do 2º ferry, "Gilberto Mariano", prevista para  Dezembro. Este processo tem sido liderado pelo Dr. Carlos Reis actual Presidente do Conselho de Administração da Atlânticoline.
O Presidente do Governo garantiu hoje que os dois novos navios de transporte de passageiros e viaturas, que vão começar a operar no Grupo Central no início do próximo ano, constituem uma peça essencial na “revolução tranquila” que se está a operar no modelo de transporte marítimo na Região.

A construção destes dois novos navios – “Mestre Simão” e “Gilberto Mariano” – “não foi uma opção política que se esgote na sua entrada em funcionamento”, salientou Vasco Cordeiro, ao assegurar que se integram, sim, na criação de um espaço económico regional, com o consequente potencial de criação de riqueza e de emprego que permite.

O Presidente do Governo falava na cidade da Horta, na cerimónia de bênção e apresentação pública do “Mestre Simão”, que, em conjunto com o segundo navio, que terá o nome “Gilberto Mariano”, representam um investimento de cerca de 18,5 milhões de euros.

A prioridade que o Governo atribuiu à construção destes dois navios constitui, segundo Vasco Cordeiro, o reconhecimento e a resposta ao “caráter verdadeiramente essencial dessa ligação”, desde logo entre o Faial, o Pico e São Jorge, e numa perspetiva mais geral, entre todo o Grupo Central.
“É também para responder a esse potencial, naquilo que ele encerra de desenvolvimento económico pela integração de três mercados insulares distintos, que a opção de elevar a construção destes novos navios a prioridade estratégica nesse domínio encontra a sua justificação”, acrescentou.

Na sua intervenção, o Presidente do Governo sublinhou que o “Mestre Simão”, além de assegurar maior conforto e segurança aos passageiros, garante ainda uma evolução significativa ao nível do transporte de doentes.

“A possibilidade de transporte de ambulâncias, bem como as orientações que já foram transmitidas, quer à Secretaria Regional da Saúde, quer à Secretaria Regional do Turismo e Transportes, quanto a tornar regra, sempre que tal se justifique do ponto de vista médico, a utilização dessa possibilidade, pretende resolver uma situação há muito reclamada e que tem a ver, em primeiro lugar, com a dignidade e o respeito pela intimidade e o bem-estar daqueles que, afetados pela doença, necessitam de se deslocar a outra ilha para aí receberem os cuidados necessários”, salientou Vasco Cordeiro.

Nos casos em que o transporte em ambulância não seja utilizado, os dois navios estão dotados de enfermaria devidamente preparada, o que assegura condições mais adequadas do que as existentes.

Vasco Cordeiro sublinhou, por outro lado, que o transporte de viaturas passa a estar disponível em ambos os navios, uma inovação na ligação regular entre estas ilhas e que pretende ser uma “aposta e um alicerce na construção de um mercado interno com inegável benefício para a economia” do Faial, Pico e São Jorge.

No caso do “Mestre Simão”, bem como no caso do segundo navio, cuja chegada está prevista ocorrer até ao final do corrente ano, o Governo dos Açores pretendeu homenagear duas das várias figuras de referência do transporte marítimo entre o Pico e o Faial, disse Vasco Cordeiro.

Texto : Gacs

5 comentários:

gonçalo costa disse...

Será desta ?


No seguimento da apresentação do novo Ferry (o primeiro de dois encomendados pela RAA) que ligará as ilhas do “triangulo”, o Presidente do Governo Regional anunciou a intenção de a Região adquirir ainda mais dois Ferrys , de maior dimensão, para garantir um serviço fiável de passageiros , veículos e mercadorias entre todas a ilhas e ao longo de todo o ano.
Depois da ultima “aventura “ de tentativa de aquisição de dois navios Ferrys , o “Atlantida” e o “Anticiclone” , ai ai …
Bom, passado é passado e o melhor mesmo é aprender com os erros e assim sendo vamos tentar elaborar alguns pressupostos para ajudar o Governo Regional a tomar uma decisão correta sobre o tema, para assim não repetir os mesmos erros da ultima “novela” chamada “Atlantida”.
Os Novos Ferrys não são cruzeiros , o seu objetivo principal é levar pessoas, veículos e mercadorias (carga rodada) o mais rapidamente possível ao seu destino logo a existência de camarotes não é desejável pois iria encarecer o navio e diminuir a sua lotação, o mesmo raciocínio em relação á decoração e acabamentos de luxo, tudo que é desnecessário só vai encarecer o serviço final.
A rapidez também é fundamental, os novos ferrys tem que assegurar uma velocidade superior a 20 nós (perto de 40Km/h) , só assim será viável e cómodo viajar entre as ilhas do Grupo Oriental e entre estas e o Grupo Central e Oriental onde as distancias são bem maiores em relação ás ilhas do “triangulo”.
A possibilidade de os novos Ferrys levarem carga rodada (contentores em “trailers” com ou sem trator de reboque) tem que estar contemplada. Para viabilizar economicamente a existência de um serviço de ferry inter ilhas nos Açores, ao longo de todo o ano, só o é possível aproveitando todas as potencialidades de negocio ou seja alem dos passageiros e veículos o transporte de mercadorias é fundamental.
Há a acrescentar que a decisão de , finalmente , introduzir um serviço de Ferry ao longo de todo o ano na nossa “auto- estrada” marítima só peca por tardia .
Na realidade os Ferrys têm custos de combustível semelhantes aos
porta-contentores, mas com muito menos custo na carga e descarga; menor exigência ao nível das estruturas portuárias e uma maior rapidez nas operações de carga e descarga em virtude da facilidade e versatilidade da utilização de camiões no manuseamento de contentores em trailers nas rampas RO-RO, sem necessidade de burocracia .

Falta ainda referir que este tipo de transporte poderá ser uma alternativa
ao transporte aéreo de passageiros numa região demasiado dependente das condições atmosfericas para se viajar de uma ilha para outra .
Gonçalo Almiro Matos Costa

Manuel disse...

Caro Gonçalo,

Obrigado pela tua participação e pelo teu bem construído comentário!

Cumprimentos,
Manuel

Anónimo disse...

Boas amigo Manuel,

Através dos site de AIS, pude verificar que hoje o barco "Gilberto Mariano" já se encontra no mar, no porto de Burela!

Penso que em breve estará a caminho dos Açores!

Um Abraço!

Manuel Bettencourt disse...

Caro Visitante, obrigado!

Ainda hoje pensei nele, mas não cheguei a ver o que andava ele a fazer! Tenho que estar atento.

Abraço
Manuel

Anónimo disse...

Caro Manuel,

Tenho "visitado" todos os dias o porto de Burela (através do site marine traffic), pelo que penso que o barco tenha sido recentemente lançado ao mar!

Um Abraço!