Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sábado, 28 de dezembro de 2013

O Canal do Panamá e os Açores.

Panama Canal Gatun Locks ® Wikipédia
“Os Açores vão estar no centro do futuro do mar português. O arquipélago será determinante para o transporte marítimo ...” Jornal Expresso 21/12/2013

Autor: Gonçalo Almiro Matos Costa

Só quem andar, muito,  distraído não se terá  apercebido do alcance da ideia  acima  transcrita.
Na verdade,  é já no ano de 2014  que se irá inaugurar o alargamento do Canal  do Panamá, permitindo assim que uma nova geração de navios  chamados de post-panamax (que podem atingir os  366 metros de comprimento, 49 de largura e 15 de calado) cruzem  os oceanos, pacifico e atlântico,  entre a Asia e a Europa .
Esta renovada “autoestrada” marítima  tem a particularidade de se situar, grande parte dela, em aguas  sob   jurisdição Portuguesa e  é aqui que entra a importância do arquipélago dos Açores, situado  no meio do oceano atlântico,   onde haverá um grande aumento de trafego marítimo, mais concretamente   a Sul do Grupo Oriental    .
Ok e qual será a melhor maneira de os Açores aproveitarem a sua estratégica localização?
Vamos por partes, em primeiro lugar é necessário gerir, vigiar e garantir a segurança  desta  nossa  autoestrada marítima ou seja o Estado Português  deverá  reforçar os meios navais e aéreos,  entre outros,  para assim poder  garantir  uma  efetiva soberania Portuguesa em toda a área da sua jurisdição, legitimando por esta via  a cobrança de taxas e serviços  relacionados com a segurança, gestão de tráfego, monitorização ambiental, resgate de feridos etc .
Imagem retirada daqui
Em segundo lugar  é necessário obter mais valias para a economia dos Açores devido ao intenso tráfego marítimo espectável. Desde a prestação de serviços de saúde  de emergência , reabastecimento em alto mar (combustíveis, mantimentos, correio etc) , rotação de tripulação (possibilidade de utilização da capacidade hoteleira para descanso da tripulação), acesso a redes de telecomunicação de redes moveis (voz e dados), rebocadores (em caso de acidentes e avarias),  reparações de emergência, etc.
Enfim aguardemos mais desenvolvimentos deste novo desígnio nacional que é o mar  em que incontornavelmente os Açores não só fazem parte como são,  em grande medida, a razão  desse mesmo desígnio.


PS: Há quem defenda  a utilização de alguns  portos dos Açores  como escala  de navios post-panamax, esta opção é completamente inviável pois não se “desvia “ um navio desta dimensão para descarregar/carregar  alguns contentores,  alem de que nenhum porto dos Açores tem capacidade de receber navios com mais do que 12 metros de calado, alias o único porto português com capacidade para receber este tipo de  navios é o Porto de Sines. 
 PS: Desejo aos meus leitores  uma boa passagem de ano e boas entradas para o ano de 2014, Gonçalo Almiro Matos Costa

2 comentários:

Jose Pastor disse...

Boas Manuel

Cada vez fico mais estupefacto com ideias destas.

Um abraço

JPastor

Anónimo disse...

Sem desprimor, vejo especialmente castelos no ar!!
Votos de um Feliz 2014