Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Assinalando o Dia da Marinha, com referência à corveta com patrono açoriano


© Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.
 Hoje assinala-se o  Dia da Marinha, comemorações que decorrem este ano  na cidade de Lisboa. As celebrações decorrerm entre os dias 16 e 24 de maio e incluem diferentes eventos de cariz militar, cultural e desportivo.
Para assinalar o Dia da nossa Marinha publico imagens da corveta, "Jacinto Cândido", que está ligada directamente aos Açores pelo nome do seu Patrono e história.  Este navio estava em missão nos Açores em Janeiro de 1980 tendo prestado serviços de grande valia no apoio ás populações dos Açores por ocasião do sismo de 01 de Janeiro de 1980,  fruto disso, foi autorizada em 13 de Maio de 1981 a usar a medalha de ouro de serviços distintos.
Uma Saudação a todos os que servem a Marinha Portuguesa.


Patrono

Conselheiro Jacinto Cândido da Silva
"Nasceu em Angra do Heroísmo, Açores, em 30 de Novembro de 1857. Fez os seus estudos superiores em Coimbra, onde foi um aluno distinto, tendo-se formado em Direito.
Depois de ter praticado advocacia em Lisboa, regressou a Angra para ocupar um lugar de professor no liceu local.
Eleito, em 1886, deputado pelos Açores, vem para Lisboa a fim de tomar parte nos trabalhos parlamentares, tendo deste modo ingressado na vida política, onde se haveria de revelar como grande orador. Fundou o Partido Nacionalista, de que foi chefe, e foi conselheiro de Estado.
Na sequência da sua vida política foi nomeado ministro da Marinha e do Ultramar em 26-11-1895, pasta que orientou até 07-02-1897.
Como ministro da Marinha, tornou-se célebre mercê do seu plano para a renovação da Armada, principalmente ao fazer publicar verbas para a construção (quase simultânea) de quatro cruzadores - o "D. Carlos", em estaleiros ingleses; o "S. Gabriel" e o "S. Rafael"; em estaleiros franceses, e o "D. Amélia" no nosso Arsenal da Marinha. A construção deste último navio constituiu uma vitória para a indústria naval portuguesa do tempo.
Deste modo se formou a nossa 1ª (e única!) força de cruzadores, que além daqueles quatro navios reuniu ainda o remoçado e reconstruído "Vasco da Gama" e também o "Adamastor", este adquirido com o resultado da subscrição pública nacional, após o ultimato inglês de 1891.
Outros problemas da Armada, como a instrução do pessoal e a adaptação das infra-estruturas navais às exigências da sua "nova Marinha", merecem, igualmente, a Jacinto Cândido, cuidados especiais.
Pelo casamento, a sua vida ficou ligada a Penamacor, cujo povo não esqueceu, erigindo-lhe no Jardim Público um busto em bronze.
Faleceu em Lisboa, em 26 de Fevereiro de 1926."
(©) Copyright texto biográfico e foto: Marinha Portuguesa.
Fonte: Marinha Portuguesa.

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