Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes
interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

domingo, 10 de maio de 2015

Na Madeira luta-se por uma linha ferry com o continente, nos Açores alguns lutam contra os ferrys

Imagem retirada da página: Cruise ferry para a Madeira.
Admiro quem luta pela suas convicções, mais ainda, quando essa luta visa o bem comum e não o de pequenos grupos. Estou a referir-me em particular à luta dos madeirenses pela reactivação da linha ferry entre a Madeira e o continente. Nesse sentido foi promovida e entregue a 3 de Dezembro de 2014 na Assembleia da Republica uma Petição Pública, que contou com 4582 assinaturas sendo o seu primeiro subscritor e grande impulsionador o amigo, Paulo Farinha.
Espero que em breve, essa ligação volte a fomentar a economia madeirense, e que conjuntamente com a ligação ferry insular, essa felizmente existente,  seja uma "ponte", que permita a  continuidade geográfica tal como acontece nos outros arquipélagos europeus.
Totalmente diferente é a nossa situação nos Açores, desde os finais dos anos 90 do sec. passado, que apenas podemos usufruir de uma pequenita demonstração das capacidades dos ferrys, continuando a ser uma operação sazonal, ou seja, com um enorme atraso em relação ao que se passa na Madeira. Engraçado, que coincidindo com a entrada em funcionamento das rampas ro-ro, e a consequente oferta deste serviço ao nível da carga rodada, se ouve algumas vozes contra a construção dos ferrys e o impacto que este serviço pode ter. Lembro que o Secretário Regional do Turismo e Transportes, afirmou recentemente que os futuros ferrys serão para subconcessionar a privados. Desde que a população dos Açores possa  usufruir de tal serviço, que assim seja.
Talvez aqueles que lutam contra um serviço ferry tenham razão, o mundo é que está errado! Porque  haveria de haver necessidade de  um sistema de transporte marítimo que assegura-se a continuidade geográfica e potenciasse o desenvolvimento sócio-económico destas nove ilhas? É preciso um, dois, três estudos? E que tal não gastar dinheiro em estudos, e copiar o que de bem se faz nos outros arquipélagos? E se não entendem línguas estrangeiras, olhem para a Madeira e apliquem por cá um sistema semelhante.




5 comentários:

António Barreto disse...

Ora aí está uma excelente ideia; acho que impulsionaria quer a economia quer a convivência.

Manuel Bettencourt disse...

caro António,

Esta história dos ferrys nos Açores ainda terá muitos capítulos, parece uma novela que nunca mais tem fim!

Abraço
Manuel

ODO-CAMARA DE LOBOS disse...

Lá está, para tudo é preciso lutar, na ilha da Madeira tivemos uma ligação via ferry até 2012, interrompida por esses que lutam contra a efetiva continuidade. Por isso a luta continua tanto nas ilhas da Madeira, como nos Açores.

Abraço amigo
Odorico Soares

Manuel Bettencourt disse...

Exactamente, é preciso lutar, pela continuidade geográfica, mesmo que isso incomode alguns. O importante devia ser o bem comum.

Um abraço amigo,
Manuel

Anónimo disse...

Tem toda a razão! caro Manuel
E o Atlantida, vai fazer esse serviço para a Noruega!

parece que alguem lhe encontrou utilidade.